Desde o primeiro turno, o palanque do governador
Renato Casagrande (PSB), candidato à reeleição, já era, digamos, heterodoxo.
Na coligação do socialista está o PT do ex-presidente Lula e o PP, que apoia o presidente da República, Jair Bolsonaro (PL).
No segundo turno, essa salada mista ficou ainda mais evidente.
Aliados de Casagrande que não haviam declarado voto na corrida pelo Palácio do Planalto ou os que fizeram isso, mas de forma discreta, explicitaram seus apoios. Via de regra, estão com Bolsonaro.
O movimento BolsoGrande abarca, por exemplo, os deputados federais eleitos Gilson Daniel e Victor Linhalis, ambos do Podemos, o deputado federal reeleito Da Vitória (PP) e a deputada federal não reeleita Lauriete (PSC).
No horário eleitoral do candidato do PSB apareceram na TV, em sequência, o senador Marcos do Val (Podemos), outro simpatizante do presidente da República, e a vereadora de Vitória Camila Valadão, eleita deputada estadual pelo PSol que, no segundo turno, está com Casagrande.
A capitã e Pazolini estão afastados politicamente e esse é mais um sintoma.
A vice é eleitora de Bolsonaro.
Em Cariacica, ocorreu o contrário. O prefeito, Euclério Sampaio (União Brasil), é aliado de primeira hora de Casagrande. Já a vice, Enfermeira Edna (Patriota), subiu no palanque do adversário do socialista, Manato (PL).
Aliás, Euclério é outro adepto do voto BolsoGrande, ou CasaNaro.
A estratégia da campanha de Casagrande é reforçar que o eleitor pode fazer exatamente o mesmo movimento tranquilamente: votar para reeleger o atual governador e o atual presidente.
A maior parte do eleitorado do Espírito Santo, 52%, votou em Bolsonaro no primeiro turno.