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Pré-candidatos ao Senado

Eleições 2022: para onde vão coronel Ramalho e Da Vitória

Os dois são aliados do governador Renato Casagrande (PSB), que deve anunciar em breve o apoio a Rose de Freitas na corrida pelo Senado

Publicado em 21 de Julho de 2022 às 02:10

Públicado em 

21 jul 2022 às 02:10
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

Deputado federal Da Vitória e coronel da reserva da PM Alexandre Ramalho
Deputado federal Da Vitória e coronel da reserva da PM Alexandre Ramalho Crédito: Marina Ramos/Câmara dos Deputados e Divulgação/PMES
O ex-secretário estadual de Segurança Pública coronel Alexandre Ramalho, que integrou o primeiro escalão do governo Renato Casagrande (PSB), chegou a titubear sobre permanecer no palanque do socialista. Recebeu, ao fim do prazo de filiações, em abril, convites para ingressar no União Brasil do deputado federal Felipe Rigoni e no Republicanos do presidente da Assembleia Legislativa, Erick Musso. Mas ficou no Podemos após receber a garantia do presidente estadual do partido, Gilson Daniel, de que teria espaço para disputar o Senado.
Já o deputado federal Da Vitória (PP) se colocou à disposição para concorrer ao mesmo posto, com o apoio de Casagrande. O PP, assim como o Podemos, é aliado de primeira hora do governador. Os presidentes estaduais dos dois partidos foram colegas de governo de Ramalho. Gilson Daniel era titular da Secretaria Estadual de Planejamento e Marcus Vicente, que comanda o PP, da de Saneamento e Habitação.
Com o iminente anúncio da aliança entre Casagrande e a senadora Rose de Freitas (MDB), em que um apoiaria a reeleição do outro, no entanto, Da Vitória e Ramalho podem ter que mudar os planos. Ramalho já disse que não vai mudar. Aliás, ele já tem uma estratégia em curso.
À coluna, o coronel da reserva da PM reafirmou, nesta quarta-feira (20), que é candidato ao Senado ou a nada. Não aceita "descer" para disputar uma vaga na Câmara Federal.
"Sair em campo para deputado federal seria impossível. O terreno está todo mapeado (por outros pré-candidatos)", avaliou. "Lá atrás eu tive a garantia do governador e do Gilson Daniel que minha candidatura (ao Senado) estava assegurada", ressaltou.
"Estou na expectativa apenas da convenção (do Podemos). Da minha parte, estou pronto. Ninguém tem mais experiência que eu, modéstia à parte, para tratar do tema da Segurança Pública", asseverou.
Já que Rose deve ocupar a vaga de candidata ao Senado da coligação casagrandista, o único caminho para Ramalho seria uma candidatura avulsa, considerando que o Podemos deve permanecer aliado ao socialista. Nesse cenário, o Podemos sairia sem coligação e contaria apenas com os próprios recursos, e os de doações de pessoas físicas, e com o próprio tempo de propaganda de TV e rádio, que não é lá essas coisas.
"E eu trabalharia com rede social e rodando todo o Espírito Santo", planeja Ramalho.
Um aliado dele, entretanto, revela que a ideia é atrair um aliado na corrida pelo Senado: justamente o PP de Da Vitória.
Uma reunião entre integrantes dos dois partidos ocorreu nesta terça-feira (19). Dela participaram Marcus Vicente, o secretário-geral do partido, Marcos Delmaestro, Da Vitória e o deputado federal Neucimar Fraga (PP). Pelo lado do Podemos, apenas Ramalho.
O PP não deu resposta, mas ouviu a seguinte proposta: o PP não se coligaria com Casagrande e sim com o Podemos, que também não integraria o time casagrandista oficialmente. Os dois partidos ainda trabalhariam pela reeleição do socialista, extraoficialmente, mas formariam uma coligação separada para eleger Ramalho ao Senado. O PP indicaria o suplente.
A saída do Podemos da coligação não causaria grande impacto, já que o governador somente pode usar o tempo de TV dos seis maiores partidos da aliança, o que não inclui a legenda de Ramalho. Já o afastamento oficial do PP geraria, sim, prejuízos.
Tudo isso é uma opção que a coluna considera remota. Por mais que não sejam contemplados na chapa majoritária – o pré-candidato a vice-governador é o ex-senador Ricardo Ferraço (PSDB) –, a proximidade com Casagrande da maior parte dos integrantes dos dois partidos é patente.
E Gilson Daniel, do Podemos, nem participou dessas tratativas capitaneadas por Ramalho com o PP. Difícil imaginá-lo deixando, ainda que apenas formalmente, a aliança casagrandista. O problema de Gilson Daniel é outro: preocupações com a eleição dele a deputado federal estão presentes entre os próprios correligionários. Se Ramalho aceitasse ser candidado a deputado federal, a chapa ficaria mais robusta, facilitando a vida do ex-prefeito de Viana.
Mas Ramalho, como já mencionado aqui, não aceita migrar. É um impasse que Gilson e Casagrande que, frise-se, deram a palavra ao ex-secretário de Segurança, vão ter que gerenciar.
Da Vitória, por sua vez, está em uma situação mais confortável. Embora estivesse à disposição e se movimentasse nos bastidores, nunca bateu o pé sobre ser candidato ao Senado.
"Minha pré-candidatura é a deputado federal, sempre foi. Senado era um diálogo com o PP. Meu nome periodicamente sempre era sugerido por amigos, mas nunca me coloquei como pré-candidato a senador. Só se fosse uma convergência mais ampla, não só com o governador", afirmou à coluna, nesta quarta.
Ele avalia que candidatura majoritária (a governador, vice-governador e a senador) "não é algo que você define só com o seu grupo e sim com um conjunto partidário e forças institucionais. É uma construção".
Assim, Da Vitória vai disputar a reeleição e pronto.
Ele minimiza a ausência do PP na chapa majoritária de Casagrande: "Participar da chapa majoritária é importante, mas outras coisas também são importantes. Muitos partidos priorizam a eleição de deputados federais em relação a eleger senadores. E o partido pode fazer parte do governo, do futuro governo Casagrande (comandando uma secretaria)".
O deputado diz que, por ele, o PP segue com o governador, integrando a coligação do socialista. Da Vitória, no entanto, apesar de ter participado ativamente da formação da chapa de pré-candidatos a deputado federal da sigla no estado, filiou-se ao PP há pouco tempo, não se arvora a falar em nome da legenda.
DELMAESTRO: "NUNCA PASSOU PELA CABEÇA ROMPER COM O RENATO"
Já o secretário-geral do partido no estado, Marcos Delmaestro, é enfático: "Nunca passou pela cabeça do partido romper com o Renato".
Ele diz que a candidatura de Ramalho ao Senado é "bacana", mas a conversa de terça-feira foi apenas "uma gentileza", "até por que ainda temos o Da Vitória (como postulante ao Senado)".
Delmaestro não fala do apoio de Casagrande a Rose de Freitas como coisa concretizada, já que o anúncio oficial ainda não foi feito.
Sobre o malabarismo de PP e Podemos formarem uma coligação para eleger o ex-secretário de Segurança Pública ao Senado, ele diz que é "juridicamente possível, mas, politicamente, ainda não".
A coluna apurou que, na reunião com Ramalho, o presidente estadual do PP, Marcus Vicente, disse que ele primeiro teria que resolver os entraves à própria candidatura no Podemos.
"O que ele (Ramalho) quer é o que todo mundo quer. O PP é um partido que tem musculatura", diz Delmaestro. Ele ressaltou, no entanto, que não ouviu essa proposta, de coligação Podemos-PP, diretamente de Ramalho.
Voltando a falar em Casagrande, o secretário-geral dos progressistas lembrou que o partido está ao lado do socialista há 12 anos.
"Ficar fora da majoritária não é um problema, nunca foi. O PP identifica que o melhor projeto para o Espírito Santo é Renato Casagrande. Já ganhamos com Renato, já perdemos com Renato e estamos com ele de novo. Vamos ficar com ele, não tem fio desencapado", ratificou.
A convenção do PP, que vai confirmar os nomes dos candidatos do partido no pleito de 2022, vai ser realizada no próximo dia 30, às 9h11, no Centro de Convenções de Vitória.
A do Podemos está marcada para um dia antes, na Câmara de Vila Velha.
Enquanto isso, a pré-campanha de Ramalho já convocou até um adesivaço para esta quinta-feira (21). A peça de propaganda, a ser colada em carros, diz, ao menos na ilustração de divulgação:"Coronel Ramalho, pré-candidato a senador".

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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