Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Possível parceria

Eleições 2022: PSB cobra apoio do PT no Espírito Santo em troca de apoio a Lula

Governador Renato Casagrande disse que não participou das conversas com ex-presidente, mas reflexos estaduais são patentes. Veja também: ausência em inauguração de praça

Publicado em 18 de Outubro de 2021 às 02:10

Públicado em 

18 out 2021 às 02:10
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

Governador Renato Casagrande em entrevista no Palácio Anchieta
Governador Renato Casagrande em entrevista no Palácio Anchieta Crédito: Vitor Jubini
O PSB, partido do governador Renato Casagrande, cobra apoio do PT em seis estados, entre eles o Espírito Santo, em troca do endosso à candidatura do ex-presidente Lula à Presidência da República em 2022. Isso se a parceria entre as duas siglas ocorrer mesmo. As cartas estão na mesa.
As costuras são feitas pela direção nacional do PSB, presidido por Carlos Siqueira. Casagrande tem assento na Executiva, é o secretário-geral do partido, mas, à coluna, disse, neste domingo (17), que não participou das articulações com os petistas.
Carlos Siqueira esteve com Lula e, ao jornal O Globo, afirmou que espera contar com o apoio do PT aos candidatos da legenda a governador em Pernambuco, Espírito Santo, Rio, Acre, Rio Grande do Sul e São Paulo: "Podemos fazer uma aliança com o PT, mas isso precisa de reciprocidade".
Como já mostramos aqui, subir no palanque de Lula num estado em que o sentimento antipetista é significativo não seria bom negócio para Casagrande. O governador não se diz candidato à reeleição, mas todos os atores políticos trabalham com esse cenário. Inclusive o PSB.
Presidente estadual do PSB, Alberto Gavini asseverou que as tratativas com o PT são realizadas no plano nacional, sem protagonismo dos integrantes locais desses partidos. "Se o PSB fechar com o PT em âmbito nacional, por que o PT ficaria com outro candidato aqui? Seria adequado ficar com a gente, caso a gente feche com eles já no primeiro turno", comentou, no entanto.
Obviamente, duas candidaturas no campo da esquerda dividiriam votos. O PT tem a possibilidade de lançar Jackeline Rocha, presidente estadual do partido, ao Palácio Anchieta. Ou o senador Fabiano Contarato, que está de saída da Rede e foi convidado por Lula a se filiar ao partido.
O senador também recebeu propostas do PDT e do próprio PSB. Nesses, no entanto, não teria espaço para disputar o governo. O PSB já tem Casagrande e o PDT é aliado de primeira hora do socialista no estado.
"O espaço que ele teria é no PT. E ia dividir a esquerda. Já fizemos essa burrice no passado e elegemos Bolsonaro (em referência à eleição de 2018, em que a esquerda se dividiu, nacionalmente, facilitando, na avaliação de Gavini, a ascensão do então deputado federal ao Palácio do Planalto)", afirmou o presidente estadual do PSB.
"Mas Contarato é um senador que respeitamos. Ele vai tomar a melhor decisão para ele, para o Espírito Santo e para o Brasil. Se quiser vir para o PSB, as portas estão abertas. Qualquer decisão republicana que ele tomar, apoiando um governo nacional de esquerda, para nós está tudo bem", complementou Gavini.
Gavini reforçou que a prioridade do PSB, nacional e localmente, é tirar Bolsonaro do poder. Mas quem Casagrande apoiaria à Presidência da República?
Uma alternativa seria um "palanque duplo", em que o governador endossaria abertamente outro candidato ao Palácio do Planalto, mas liberaria os correligionários candidatos a deputado estadual e federal a pedir votos para Lula. Esse é um cenário já aventado por algumas lideranças estaduais do PT. O presidente estadual do PSB também acha isso plausível.
Casagrande tem esperanças na ainda não consolidada terceira via na corrida pelo Palácio do Planalto. Em 2018, apoiou Ciro Gomes (PDT).
Ciro, no entanto, agora bate no PT dia sim, dia também. Sob a batuta do marqueteiro João Santana, a estratégia é conquistar o eleitor que não quer a reeleição de Jair Bolsonaro (sem partido) e tampouco a volta de Lula.
Seria complicado, portanto, acomodar Lula e Ciro no Espírito Santo, mas nunca se sabe. A política segue teses mais pragmáticas do que lógicas.
"Não tem mais coligação, mas agora existe a tal da federação. Vamos supor que formem duas federações nacionais com parceiros nosso aqui no Espírito Santo. Como vamos fazer aqui embaixo tendo os dois? Vamos ter que ter um palanque duplo aqui. Não fazemos palanque para Bolsonaro, mas para Ciro e Lula, por exemplo, sem problemas", exemplificou Gavini.

Uma nova praça, um novo banco. Sem as mesmas flores ou o mesmo jardim

Saindo da órbita do PT e da esquerda, um assunto local que volta e meia aparece é o Republicanos, partido do prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini. A legenda, após conquistar a prefeitura da Capital, uma das principais vitrines políticas do Espírito Santo, ensaia os próximos passos, as eleições de 2022.

O governador Renato Casagrande (PSB) inaugurou uma praça neste domingo no Portal do Príncipe, em Vitória. Convenhamos que a praça em si, embora tenha relevância para a comunidade local, não configura uma agenda muito "governável". Mas o Portal do Príncipe contempla outras intervenções de mobilidade urbana, é uma das principais obras do governo do estado. 

Assim, Casagrande, secretários de Estado, deputados estaduais e vereadores marcaram presença. Pazolini foi convidado, de acordo com o Palácio Anchieta, mas não apareceu. 

Para completar, o presidente da Assembleia, Erick Musso, também do Republicanos, usou o Twitter no mesmo dia para dizer, mais uma vez, que a segurança pública não é prioridade no estado, discurso que passou a adotar nos últimos meses. 

"Eles estão se colocando como adversários, nós não. Nós buscamos a prefeitura pra fazer várias coisas eles que não querem. Por que não vão a uma inauguração? O que têm a perder? Recusou o terreno para a polícia (o terreno para construir o Centro Integrado de Perícia Técnico-Científica), não foi à inauguração ... Estão antecipando o processo eleitoral. O que ganham com isso? É falta de sabedoria. Estamos no mesmo barco, queremos o melhor para a sociedade. Não podemos iniciar um transtorno agora", afirmou o presidente estadual do PSB, Alberto Gavini. 

 "O governador investe em Vitória, não tem isso de amigo ou inimigo. Erick Musso teve apoio do governador para se reeleger presidente da Assembleia. Eles que estão fazendo isso e a responsabilidade é deles. A gente respeita. Deixamos claro que o governo está à disposição deles, para o que for melhor para Vitória e para a sociedade", emendou Gavini.

Governador Renato Casagrande e aliados inauguram praça no Portal do Príncipe, em Vitória
Governador Renato Casagrande e aliados em inauguração  de praça no Portal do Príncipe, em Vitória, no domingo (17) Crédito: Helio Filho/Secom ES

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Segundo a prefeitura, foram feitos testes visuais e também o teste de medida padrão de 20 litros em todos os bicos de abastecimento
Posto de combustíveis de Cachoeiro é autuado pelo Procon por irregularidade em bomba
Carreta cai em ribanceira em Cariacica
Carreta cai em ribanceira e complica trânsito no Contorno em Cariacica
Manami Ocean Living
Mercado imobiliário de luxo bate recordes e impulsiona crescimento do alto padrão no Espírito Santo

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados