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Em busca de um partido

Eleições 2026: Para onde vai o filho de Sérgio Vidigal?

Herdeiro do ex-prefeito da Serra deve ser candidato a deputado federal

Publicado em 06 de Fevereiro de 2026 às 03:05

Públicado em 

06 fev 2026 às 03:05
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

Serginho Vidigal, filho do ex-prefeito da Serra Sérgio Vidigal
Serginho Vidigal, filho do ex-prefeito da Serra Sérgio Vidigal Crédito: Instagram/@jrsergiovidigal
Filho do ex-prefeito Sérgio Vidigal, o também médico Serginho Vidigal deve ser candidato a deputado federal em 2026. Mas por qual partido? O mais natural seria que ele concorresse pelo PDT, sigla à qual é filiado e cujo principal integrante é justamente Sérgio Vidigal.
O PDT, porém, não deve ter chapa de candidatos a deputado federal. Serginho já teve conversas com a federação União Progressista (formada por PP e União Brasil), com o Podemos e tem proximidade com o PSB.
Mas há um problema. Nos bastidores, líderes partidários avaliam que seria difícil encaixar o herdeiro de Vidigal em uma chapa pelo risco de, por força da máquina da Prefeitura da Serra, Serginho alcançar mais votos do que nomes tradicionais das legendas.
"Olha o que fizeram em 2024 para eleger o Weverson (prefeito da Serra). Queremos um nome que ajude a eleger dois federais na chapa, não um que pegue o lugar de um desses dois", contou, sob reserva, um membro de um dos partidos com os quais Serginho mantém diálogo.
Não é possível antever, entretanto, quantos votos cada candidato vai ter. As projeções feitas por caciques partidários às vezes são certeiras, às vezes, não.
E há outros fatores a serem levados em conta.
"Quando entra alguém com potencial mais alto de votos isso assusta os outros membros da chapa. Mas os partidos têm que tomar cuidado para não deixar de atingir o quociente eleitoral. É preciso ter, na chapa, várias pessoas com bastante voto. Ou então mesmo um candidato bem votado não é eleito", lembrou outra liderança partidária consultada pela coluna.
O próprio Serginho também fez essa observação:
"Minha mãe (Sueli Vidigal) não conseguiu ser eleita na última eleição (2022), apesar de ter sido uma das mais votadas"
Serginho Vidigal (PDT) - Médico
Sueli recebeu, naquele ano, 58.251 votos para a Câmara Federal. O deputado federal eleito com menos votos no Espírito Santo foi Messias Donato (Republicanos), escolhido por 42.640 eleitores.
É que o desempenho de um candidato, por si só, não basta nas eleições proporcionais, como é o caso da disputa pelos cargos de deputado federal e estadual. O resultado alcançado por toda a chapa é relevante.
"Cada partido tem que avaliar o potencial competitivo do seu pessoal. Alguns pré-candidatos são contrários à filiação do Serginho e outros, a favor, o que é normal", acrescentou um presidente de partido ouvido pela coluna.
Serginho, por sua vez, diz não ter encontrado resistências e sim receptividade nas siglas com as quais mantém conversas.
"Estou à disposição para ajudar a Serra. A gestão acredita que ter um deputado federal da cidade seria uma forma de ajudar, com emendas, por exemplo. Posso ser eu esse nome ou outra pessoa", completou.
O que está definido é que ele vai contar com o apoio do ex e do atual prefeito da Serra e se filiar a um partido que integre a base de apoio ao governador Renato Casagrande (PSB).
Há quem acredite que, ao fim e ao cabo, o governador é que vai ter que entrar nas negociações para definir um abrigo para o filho de Vidigal.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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