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Pesquisa Ipec

Em Cachoeiro de Itapemirim, criador lidera corrida eleitoral contra criatura

Se as eleições fossem hoje, Theodorico Ferraço (PP) seria eleito prefeito da cidade com ampla vantagem sobre Diego Libardi (Republicanos). Veja a análise da coluna

Publicado em 16 de Setembro de 2024 às 19:21

Públicado em 

16 set 2024 às 19:21
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

Diego Libardi e Theodorico Ferraço são pré-candidatos a prefeito de Cachoeiro de Itapemirim
Diego Libardi e Theodorico Ferraço são candidatos a prefeito de Cachoeiro de Itapemirim Crédito: Lissa de Paula e Lucas S. Costa/Ales
Se as eleições fossem hoje, o deputado estadual Theodorico Ferraço (PP) seria eleito prefeito de Cachoeiro de Itapemirim com ampla vantagem. Ele tem 57% das intenções de voto, contra 11% do segundo colocado, o advogado Diego Libardi (Republicanos).
Assim, na cidade, o criador supera a criatura. Foi Theodorico que lançou Libardi na vida político-partidária. Os dois estavam sob o guarda-chuva do antigo DEM, que depois se fundiu ao PSL, dando origem ao União Brasil.
A aliança desandou quando o advogado decidiu se filiar ao Republicanos e alçar voo próprio.
Confesso que, inicialmente, não compreendi o motivo de Theodorico, aos 85 anos de idade, lançar-se candidato a prefeito. Deputado estadual, agora filiado ao PP, o político veterano nem participava, presencialmente, das sessões da Assembleia Legislativa, devido a problemas de saúde.
Ele teria fôlego para encarar uma disputa municipal? Será que decidiu concorrer apenas para criar problemas para o ex-pupilo?  
Em julho, o próprio Theodorico contou à coluna que o plano original era que Juninho da Cofril fosse o candidato a prefeito de Cachoeiro apoiado por ele. 
Juninho, porém, estava filiado ao PL e a sigla impôs diversas restrições em relação a alianças partidárias, o que enfraqueceria o palanque. Para não deixar o grupo político órfão, Theodorico Ferraço, então, assumiu a cabeça de chapa. E se disse plenamente recuperado dos problemas de saúde.
Juninho da Cofril, por sua vez, filiou-se ao Novo e virou vice do candidato do PP. Aos 27 anos, ele equilibra a dupla, composta por um veterno e um jovem.
MDB e PMB reforçam a coligação.
Se Theodorico for eleito, como indica o Ipec, vai ter 87 anos ao tomar posse, em 1º de janeiro de 2025.
E voltará ao comando do município após 20 anos. Ele foi prefeito de Cachoeiro por quatro mandatos (16 anos) e deixou o cargo, na vez mais recente, em dezembro de 2004.
O primeiro mandato foi exercido por ele, no Executivo municipal, de 1973 a 1977, ainda durante a ditadura militar. Aliás, na época, ele era filiado à Arena, partido do regime.
Ou seja, Theodorico é, realmente, um político "das antigas" que volta às graças do povo em pleno 2024.
É até incrível, eu diria, o fato de ele ser o menos rejeitado entre os candidatos. Normalmente, os nomes mais conhecidos pelos eleitores têm uma rejeição significativa.
Mas, de acordo com o Ipec, apenas 10% dos entrevistados disseram que não votariam no ex-prefeito de jeito nenhum.
O SUPLENTE
Se Theodorico for eleito prefeito, ele vai ter que renunciar ao cargo de deputado estadual. 
No lugar dele, em 2026, quem deve assumir é o primeiro suplente, o conselheiro aposentado do Tribunal de Contas (TCES) e ex-deputado estadual Marcos Madureira (PP).
EMBOLADOS
Não somente de Theodorico Ferraço e Diego Libardi se faz a eleição em Cachoeiro de Itapemirim.
O atual prefeito, Victor Coelho (PSB), apoia uma candidata, a ex-secretária municipal de Obras Lorena Vasques, também do PSB, partido do governador Renato Casagrande.
De acordo com a pesquisa Ipec, contudo, a socialista não está bem na foto. Com 8% das intenções de voto, ela aparece em quarto lugar na corrida.
Pela margem de erro da amostragem, que é de quatro pontos percentuais, para mais ou para menos, Lorena está tecnicamente empatada com Libardi e com o candidato do PL, Léo Camargo, que tem 9% das intenções de voto.
Isso quer dizer que os três, Libardi, Léo e Lorena, estão "embolados" entre o segundo e quatro lugares, mas, na verdade, seguem no mesmo patamar, que é bastante inferior ao de Theodorico.
Em último, aparece o ex-prefeito Carlos Casteglione (PT), com 3% das intenções de voto. Vale lembrar que a candidatura do petista chegou a ser barrada pelo juiz eleitoral da cidade, mas, nesta segunda, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-ES) decidiu manter o candidato no páreo.
Casteglione é o mais rejeitado: 52% disseram que não votariam nele de forma alguma. 
A candidata do prefeito aparece em segundo lugar, rejeitada por 22% dos eleitores.
AVALIAÇÃO É CALCANHAR DE AQUILES
O Ipec mostra que a gestão do prefeito Victor Coelho é considerada ruim ou péssima por 37% dos entrevistados. 
Esse percentual é bem superior aos 19% que avaliam a administração municipal como boa ou ótima.
Enquanto isso, 42% a consideram regular.
Para que um prefeito consiga eleger o sucessor, é preciso estar mais bem avaliado. 
Logo, o desempenho de Victor Coelho afeta direta e negativamente o de Lorena Vasques.

Pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral

A pesquisa Ipec sobre o cenário eleitoral em Cachoeiro de Itapemirim, contratada pela Rede Gazeta, foi realizada entre os dias 13 e 15 de setembro, com 600 entrevistas. O nível de confiança utilizado é de 95% e a margem de erro é de 4 pontos percentuais para mais ou para menos. Foram realizadas entrevistas pessoais por amostragem com utilização de questionário elaborado conforme os objetivos da pesquisa. As pessoas foram selecionadas para as entrevistas de acordo com as proporções na população de grupos de idade, sexo, raça/cor, instrução e atividade econômica. A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo (TRE-ES), sob o protocolo ES-07972/2024.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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