Em disputa eletrizante na Serra, um candidato cresceu 14 pontos e outro perdeu 7
Pesquisa Ipec
Em disputa eletrizante na Serra, um candidato cresceu 14 pontos e outro perdeu 7
De acordo com a pesquisa, resultado do pleito deste domingo, entretanto, comporta várias possibilidades
Publicado em 05 de Outubro de 2024 às 19:31
Públicado em
05 out 2024 às 19:31
Colunista
Letícia Gonçalves
lgoncalves@redegazeta.com.br
Roberto Carlos (PT), Igor Elson (PL), Weverson Meireles (PDT), Pablo Muribeca (Republicanos) e Audifax Barcelos (PP)Crédito: Fernando Madeira
Considerando os votos válidos (que excluem brancos, nulos e indecisos), metodologia que se aproxima mais do resultado a ser divulgado pela Justiça Eleitoral, Audifax Barcelos (PP) e Weverson Meireles (PDT) estão tecnicamente empatados, no extremo da margem de erro, na corrida pela Prefeitura da Serra.
É o que mostra pesquisa Ipec divulgada neste sábado (5), véspera do primeiro turno. O ex-prefeito tem 37% e o pedetista, 29%. A margem de erro é de quatro pontos percentuais, para mais ou para menos. Isso quer dizer que Audifax tem entre 33% e 41% e Weverson, entre 25% e 33%.
Bem próximo dos dois, e empatado tecnicamente com Weverson, aparece o deputado estadual Pablo Muribeca (Republicanos). Ainda de acordo com o recorte por votos válidos, ele tem 28% (entre 24% e 32%).
Em resumo, o Ipec mostra que vai haver segundo turno na Serra. Provavelmente, o mais votado vai ser Audifax, mas nem isso é garantido. Quanto a quem vai disputar a segunda etapa do pleito, essa é a nova pergunta de um milhão de dólares.
Agora, o suspense paira sobre o pupilo de Vidigal e Muribeca.
Weverson, que disputa um cargo eletivo pela primeira vez, subiu 14 pontos percentuais no Ipec, ainda considerando os votos válidos, entre a pesquisa do dia dois de setembro e a deste sábado. Saiu de 15% para 29%.
Muribeca, no mesmo período, oscilou quatro pontos para baixo, de 32% para 28%. Mas como esses quatro pontos equivalem justamente à margem de erro, não é algo muito significativo.
Audifax diminuiu de tamanho, passou de 44% para 37%, ou seja, perdeu sete pontos.
Se olharmos os votos totais na pesquisa estimulada (contando brancos, nulos e indecisos), o cenário fica mais embolado ainda, com empate triplo entre Audifax, Weverson e Muribeca no primeiro lugar do pódio:
O crescimento de Weverson pode ser explicado não por mera sorte de principiante, mas pelo esforço que Vidigal e a máquina municipal fazem pelo jovem candidato. O prefeito foi quase onipresente na campanha do pupilo.
O governador Renato Casagrande (PSB) também reforça o time, assim como lideranças políticas da Serra, como o deputado estadual Alexandre Xambinho (Podemos) e o secretário estadual de Ciência e Tecnologia, Bruno Lamas (PSB).
Além disso, Weverson tem adotado um tom mais agressivo contra os adversários ultimamente.
Muribeca manteve-se competitivo ao se apresentar como "o novo" e ao mimetizar o candidato a prefeito de São Paulo Pablo Marçal (PRTB).
Já Audifax conta com o recall de ter sido prefeito da Serra por quatro mandato. Basicamente, ele alerta os eleitores sobre o risco de entregar o comando da cidade a pessoas com pouca experiência.
Somente neste domingo (6) vamos saber qual desses fatores vai pesar mais.
Pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral
A pesquisa Ipec sobre o cenário eleitoral na Serra, contratada pela Rede Gazeta, foi realizada entre os dias 3 e 5 de outubro, com 600 entrevistas. O nível de confiança utilizado é de 95% e a margem de erro é de 4 pontos percentuais para mais ou para menos. Foram realizadas entrevistas pessoais por amostragem com utilização de questionário elaborado conforme os objetivos da pesquisa. As pessoas foram selecionadas para as entrevistas conforme as proporções na população de grupos de idade, sexo, raça/cor, instrução e atividade econômica. A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo (TRE-ES), sob o protocolo ES-05516/2024.
Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.