A candidatura do deputado estadual João Coser a prefeito de Vitória é prioridade para o Partido dos Trabalhadores no país. E o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, "quer estar na campanha" e "vai apoiar", de acordo com a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann. Ela participou, neste sábado (3), da
convenção que confirmou Coser na corrida pelo comando do Executivo municipal.
Gleisi, entretanto, não garantiu que Lula virá a Vitória para tal. "A gente ainda não sabe se a agenda vai permitir, mas queremos muito que ele venha", afirmou, em entrevista coletiva.
O PT tem candidatos a prefeito em 13 capitais. No Sudeste, apenas duas: em Belo Horizonte (MG), com o deputado federal Rogério Correia, e em Vitória.
Em 2020, Coser, ex-prefeito da capital do Espírito Santo, chegou ao segundo turno, mas foi derrotado por Lorenzo Pazolini (Republicanos). Os dois vão se enfrentar novamente, já que
Pazolini é candidato à reeleição.
"A candidatura do João é uma das candidaturas prioritárias para nós, da direção nacional. Nós já governamos Vitória, ela tem um simbolismo muito importante para o PT. Queremos voltar a governar Vitória e achamos que temos todas as condições de fazer isso", avaliou Gleisi Hoffmann.
A avaliação derradeira, entretanto, cabe aos eleitores.
Quanto à possibilidade de nacionalização do pleito municipal, o que levaria a uma discussão sobre o governo Lula, a presidente nacional do PT considerou que "é impossível fugir desse debate".
"O João está no campo democrático, progressista, popular, que é comandado pelo presidente Lula, que é a nossa grande liderança. Obviamente, os programas e projetos do governo Lula têm impacto na vida das pessoas aqui. O João é do time do Lula e vai ter condições de trazer recursos para Vitória através de programas do governo federal."
Questionado se pretende fazer a defesa do governo federal durante a campanha, Coser respondeu: "100%".
"O governo Lula sempre colaborou muito com Vitória. Quando eu fui prefeito, tínhamos articulações. Uma boa parte dos projetos estruturantes aqui foram do PAC, com recursos do governo federal. A cidade, hoje, está isolada. Não se relaciona com o governo do estado e não se relaciona com o governo federal".
A presidente nacional do PT mencionou Lula como comandante do "campo democrático" no Brasil. A coluna questionou Gleisi em relação à Venezuela, onde uma patente fraude eleitoral reconduziu Nicolas Maduro à presidência.
Defender a democracia no Brasil ou em outros países, como os Estados Unidos durante o governo Donald Trump, mas "passar pano" para o que ocorre na Venezuela, no mínimo, não pega bem.
Isso afeta até os candidatos a prefeito do PT, já que o próprio partido dá munição aos adversários. É quase um "internacionalização" gratuita do pleito municipal.
Foi isso que a coluna ponderou, na entrevista deste sábado. Gleisi Hoffmann preferiu não comentar: