Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Eleições 2022

Erick Musso pode não chegar até o final da corrida pelo governo do ES, mas está vivo no jogo

Presidente da Assembleia tem conversado com adversários para "manter a porta aberta", obteve um partido nanico como aliado e, por enquanto, não vai desistir

Publicado em 21 de Março de 2022 às 07:46

Públicado em 

21 mar 2022 às 07:46
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

Presidente da Assembleia Legislativa, Erick Musso
Presidente da Assembleia Legislativa, Erick Musso Crédito: Ellen Campanharo/Ales
O presidente da Assembleia Legislativa, Erick Musso (Republicanos), está vivo no jogo como pré-candidato ao governo do Espírito Santo. Por enquanto, obteve o apoio declarado do nanico PSC, comandado pelo pastor Reginaldo Almeida no estado, e também do PROS, mas conta com a força do próprio partido para continuar a mover as peças.
Isso é mais do que, por exemplo, o prefeito de Linhares, Guerino Zanon (MDB), pode dizer. Erick, no entanto, tem outras barreiras a vencer. Como a coluna já destacou, ele é pouco conhecido do eleitorado. Embora seja presidente de um poder, com a prerrogativa de ditar o que e quando será votado no Legislativo, fora da Assembleia a projeção do presidente encolhe.
Enquanto isso, a coluna apurou que Erick arrancou em uma rodada de conversas com os demais pré-candidatos, "para não fechar a porta para o diálogo", de acordo com um aliado. Ele já esteve com Guerino, de novo, com Audifax Barcelos (Rede), Eugênio Ricas (que deve ir para o PSD), Carlos Manato (PL) e deve tratar também com Felipe Rigoni (União Brasil).
Quem acompanha o presidente da Assembleia na empreitada é o deputado federal Amaro Neto (Republicanos), que deve ser candidato à reeleição.
A prioridade dos partidos, por enquanto, é formar as chapas de deputado federal e estadual. Alguns estão batendo cabeça, já que, com o fim das coligações, têm que arrumar candidatos próprios para a disputa.
O Republicanos se diz tranquilo quanto a isso. É mais um sinal de força.
O negócio são as intenções de voto para governador. Pesquisas internas não mostram Erick bem posicionado. "Mas Pazolini (prefeito de Vitória) também não ia bem nas pesquisas no início e depois virou o jogo", pondera um integrante do partido.
Pode ser, mas PazolinI é Pazolini e Erick é Erick. O prefeito tem carregado o presidente da Assembleia em agendas oficiais da administração municipal, embora Erick não tenha relação alguma com os feitos da prefeitura.
A pré-candidatura de Erick Musso pode não se manter após o período de convenções, em julho, mas por enquanto está de pé. 
Como os candidatos têm que estar filiados até 2 de abril ao partido pelo qual pretendem disputar o pleito, isso emperra a possibilidade de Guerino ingressar na legenda para viabilizar o próprio nome na corrida eleitoral. "Guerino pode estar junto conosco, mas em outro partido", pontuou um aliado de Erick.
O presidente da Assembleia conversa com todos os demais pré-candidatos, inclusive Aridelmo Teixeira (Novo), menos com o governador Renato Casagrande (PSB) e o senador Fabiano Contarato (PT). O Republicanos corteja o eleitor "conservador". 
Erick não tem emperrado as votações na Assembleia, o que poderia complicar a vida de Casagrande, mas usa a tribuna da Casa para se posicionar, como ao defender o fim da exigência de comprovante de vacinação contra Covid19 para ingresso do público em bares e restaurantes. 
Essa é uma pauta bolsonarista. O presidente da República sempre se manteve contra medidas para impedir o contágio da doença e Erick tenta emular, em parte, esse comportamento para agregar os eleitores do capitão reformado. Pazolini, ao sancionar lei que impedia o passaporte vacinal, fez o mesmo. A lei acabou derrubada pelo Tribunal de Justiça.
O campo conservador está embolado de tantos candidatos. "Se todos não se unirem, vai dar Renato (Casagrande) de novo. Cada um atirando para um lado não dá certo", avalia um aliado de Erick Musso. A questão é: quem vai ser capaz de uni-los? É cedo para dizer que o presidente da Assembleia tem chance.

Correção

22/03/2022 - 11:45
Inicialmente, a coluna informou que Erick Musso conta com o apoio apenas do PSC, mas o PROS, antes, também declarou apoio, embora deva retirar o endosso em breve. A informação foi corrigida.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Frango malpassado: entenda os riscos à saúde e como evitar contaminações
O USS Nimitz (CVN 68) vai navegar pela costa sul-americana durante a Southern Seas 2026
Porta-aviões nuclear dos EUA virá ao Rio em missão de demonstração
Lúcio Wanderley Santos Lima Filho foi morto a tiros no bairro Bebedouro, em Linhares
Homem é assassinado a tiros após confusão em festa em Linhares

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados