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Ordem de Moraes

Esvaziado, acampamento bolsonarista segue na Prainha e Ramalho avalia ação

Ministro do STF Alexandre de Moraes mandou desocupar vias e prédios públicos em todo o território nacional após atos golpistas em Brasília. PGE já foi notificada

Publicado em 09 de Janeiro de 2023 às 10:10

Públicado em 

09 jan 2023 às 10:10
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

Bolsonaristas acampados em frente ao 38º Batalhão de Infantaria do Exército, na Prainha, Vila Velha
Bolsonaristas acampados em frente ao 38º Batalhão de Infantaria do Exército, na Prainha, Vila Velha Crédito: Ricardo Medeiros
Apoiadores do ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL), inconformados com a derrota nas urnas, seguem acampados em frente ao quartel do 38º Batalhão de Infantaria do Exército, na Prainha, Vila Velha, na manhã desta segunda-feira (09).
Os atos estão esvaziados desde o último dia 2, quando os extremistas, que pedem um golpe militar no Brasil, deixaram o local por conta própria. 
Na noite de domingo (8), após a invasão das sedes dos Três Poderes em Brasília, a destruição e o furto de patrimônio público, manifestantes antidemocráticos voltaram à Prainha.
Pela manhã, já havia bem menos gente. Mas barracas, 12 motorhomes e dois banheiros químicos seguem lá. Assim como uma faixa que exorta as Forças Armadas a cometerem um crime contra a República.
Os bolsonaristas alegam, sem provas, que houve fraude na eleição para garantir a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que já tomou posse.
Quanto à eleição de bolsonaristas, como ex-senador Magno Malta (PL) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), aí não falam em fraude.
O QUE O GOVERNO DO ES VAI FAZER
A coluna falou, nesta manhã, com o secretário de Segurança Pública do Espírito Santo, coronel Alexandre Ramalho.
Ele informou que mantinha, por volta das 10h, contato com a Procuradoria-Geral do Estado à espera da notificação quanto à decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.
O ministro mandou desocupar vias, inclusive nas imediações de quarteis, e prédios públicos em todo o território nacional.  
"As operações deverão ser realizadas pelas Polícias Militares, com apoio da Força Nacional, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Federal se necessário, devendo o Governador do Estado e DF ser intimado para efetivar a decisão, sob pena de responsabilidade pessoal", determinou Moraes.
Ramalho afirmou que faz contato com os demais órgãos, "alinhando o procedimento".
A PGE, que representa o governo estadual frente ao Judiciário, informou à coluna que foi notificada da decisão às 11h10.
A Polícia Federal, que deve prestar apoio, se necessário, à PM para a desocupação ainda não havia sido notificada. "No entanto, tão logo seja, envidará todos os esforços disponíveis para dar cumprimento ao que for determinado à PF", informou a instituição, em nota.
"As autoridades municipais deverão prestar todo o apoio necessário para a retirada dos materiais existentes no local. O Comandante militar do QG deverá, igualmente, prestar todo o auxílio necessário para o efetivo cumprimento da medida. Ambos deverão ser intimados para efetivar a decisão, sob pena de responsabilidade pessoal", asseverou Moraes, na decisão.
SILÊNCIO
Bolsonaristas acampados em frente ao 38º Batalhão de Infantaria do Exército, na Prainha, Vila Velha
Veículo blindado, que está sempre em exibição ao público em frente ao 38º  Batalhão de Infantaria do Exército. Ao fundo, apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, que querem um golpe de Estado após serem derrotados nas urnas Crédito: Ricardo Medeiros
Ao contrário do que ocorreu durante cerca de dois meses, desta vez os apoiadores do ex-presidente da República não contam com carros de som e não fazem barulho, o que incomodava os moradores da Prainha.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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