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Euclério dispara contra Pazolini: "Arrogante e prepotente"

Prefeito de Cariacica, até pouco tempo atrás, tinha uma relação cordial com o colega de Vitória. Entenda

Publicado em 24 de Setembro de 2025 às 17:34

Públicado em 

24 set 2025 às 17:34
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

Euclério Sampaio e Lorenzo Pazolini em fevereiro de 2025
Euclério Sampaio e Lorenzo Pazolini em fevereiro de 2025 Crédito: Divulgação
O prefeito de Cariacica, Euclério Sampaio (MDB), até pouco tempo atrás, tinha uma relação cordial com o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), embora os dois integrem grupos políticos diferentes.
Euclério é aliado do governador Renato Casagrande (PSB). Já Pazolini é adversário do grupo liderado pelo socialista.
O prefeito de Vitória compareceu, em janeiro, à posse de Euclério e visitou o prefeito de Cariacica, em fevereiro, depois que este passou por uma cirurgia. Mas as coisas mudaram.
Questionado pela coluna, em entrevista nesta quarta-feira (24), sobre como está a relação com o colega de Vitória, o mandatário de Cariacica respondeu, de pronto: "Já foi boa, não é mais não".
"Ele é muito novo. Se eu tenho um problema com você em um evento, numa numa cerimônia, você tem que tratar até aquele que você não gosta de forma institucional. É uma questão de respeito. Ele não tem esse respeito com as pessoas", afirmou Euclério.
Ele não revelou se um episódio específico levou a tal rompimento, mas não poupou palavras ao criticar Pazolini:
"Sou muito franco, estou me segurando para não ter um problema sério com ele. É arrogante e prepotente"
Euclério Sampaio (MDB) - Prefeito de Cariacica
"Ele tem que aprender que, para pensar em querer ser governador, tem que mudar o jeito dele, tem que tratar as pessoas com respeito, ao menos em eventos públicos", completou.
Pazolini é pré-candidato ao governo do Espírito Santo e virtual concorrente do vice-governador Ricardo Ferraço (MDB), pré-candidato ao mesmo cargo e apoiado por Euclério.
O prefeito de Cariacica, por sua vez, disse estar decidido a disputar o Senado e, para isso, vai renunciar ao mandato de prefeito em abril do ano que vem, algo que Pazolini também vai ter que fazer, por exigência da legislação eleitoral.
EXONERAÇÕES PÓS-ROMPIMENTO
No mês passado, alguém muito próximo de Euclério, o deputado estadual Denninho Silva (União Brasil), rompeu laços com Pazolini.
Denninho era aliado do prefeito de Vitória ao menos desde 2020 e, ao mesmo tempo, integra a base aliada a Casagrande. O principal parceiro político do parlamentar, entretanto, é o próprio Euclério, de quem é sobrinho.
Ao ter que escolher entre os dois, Denninho decidiu soltar a mão de Pazolini, caminhar junto com o projeto de Euclério e endossar Ricardo Ferraço como pré-candidato ao Palácio Anchieta.
Como consequência, pessoas indicadas por Denninho para ocupar cargos comissionados na Prefeitura de Vitória foram exoneradas por Pazolini.
Entre elas uma irmã do deputado estadual que, logo depois, foi nomeada em outro cargo comissionado por Euclério. O prefeito de Cariacica também é tio dela.
Na entrevista à coluna, Euclério garantiu que o rompimento de Denninho com Pazolini e as subsequentes exonerações não têm relação com as críticas que agora faz ao prefeito de Vitória:
"Quem não viu questão política aí (como motivação das exonerações)? Mas ele (Pazolini) está no direito dele, é o prefeito, tem a caneta. Talvez eu até faria igual, no lugar dele. Só não faria o que ele faz de deselegância".
"Eu pedi para o Denninho escolher um lado e ele escolheu. O que o Pazolini fez neste caso (a exoneração dos aliados de Denninho), foi o papel dele e tenho que respeitar, é do jogo", completou.
Procurado pela coluna, Lorenzo Pazolini não se manifestou sobre as declarações de Euclério.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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