Pré-candidato ao Senado, o prefeito de Cariacica, Euclério Sampaio, afirmou que pode sair do MDB se isso for necessário para viabilizar a candidatura. A ideia seria filiar-se a uma legenda que apoia o governador Renato Casagrande (PSB), de quem Euclério é aliado, mas que não integre formalmente a coligação do socialista.
Casagrande também deve ser candidato ao Senado em 2026 e pode escolher outro parceiro de chapa que não o prefeito de Cariacica para concorrer à segunda vaga.
"Confesso para você que, se eu sair do MDB, é para não ter problema com a Rose".
Ele se referiu à ex-senadora Rose de Freitas. De acordo com Euclério, Rose também pretende se candidatar ao Senado em 2026 e, apesar de o partido não ter garantido a ela espaço para disputar o cargo, "ela tem o direito de pleitear".
"Conversei com a Rose. Ela botou na cabeça que é candidata, é direito dela (...) O Ricardo (Ferraço, presidente estadual do MDB) quer que eu dispute o Senado pelo MDB, mas não quero me indispor com a Rose", contou Euclério.
"Eu gosto dela. Hoje, estou meio afastado dela por algumas coisas que aconteceram. Umas duas semanas atrás aconteceram umas coisas que me chatearam, prefiro não falar sobre isso, mas eu me afastei", revelou ainda o prefeito de Cariacica.
Entre as opções partidárias de Euclério estão o Podemos, o União Brasil e outra sigla que ele preferiu não mencionar.
A coluna tentou contato, por ligação telefônica e mensagem de WhatsApp, com a ex-senadora na tarde desta quarta, mas até a publicação deste texto ela não havia respondido.
Em 2022, Rose era senadora e disputou a reeleição pelo MDB com apoio de Casagrande, numa aliança similar a que Euclério almeja construir agora.
Ela, entretanto, perdeu a corrida para Magno Malta (PL).
Naquele ano, Rose recebeu 747.104 votos (38,17%) e ficou em segundo lugar. Magno foi escolhido por 821.189 (41,95%) eleitores.