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Briga conservadora

Euclério repudia vídeo de Magno com gays de direita e ex-senador apaga post

No vídeo, grupo diz que prefeito de Cariacica direcionou verba para evento LGBTQIA+. Euclério nega. Magno fez um esclarecimento

Publicado em 10 de Agosto de 2022 às 11:26

Públicado em 

10 ago 2022 às 11:26
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

Ex-senador Magno Malta e prefeito de Cariacica, Euclério Sampaio
Ex-senador Magno Malta e prefeito de Cariacica, Euclério Sampaio Crédito: Alan Santos/PR e Ricardo Medeiros
Uma coisa une o prefeito de Cariacica, Euclério Sampaio (União Brasil), ao ex-senador Magno Malta (PL): os dois são conservadores, apesar de estarem em lados opostos na disputa pelo governo do Espírito Santo. Euclério é aliado do governador Renato Casagrande (PSB). Magno, de Carlos Manato (PL).
O prefeito e o ex-senador se estranharam nesta terça-feira (9), mas não foi devido à corrida eleitoral. O que opôs os dois foi um vídeo publicado nas redes sociais de Magno. Euclério divulgou uma nota de repúdio porque "foi dito de forma mentirosa que a Prefeitura de Cariacica direcionou verba para uma manifestação do movimento LGBTQIA+".
"A atual gestão da Prefeitura de Cariacica nunca direcionou nenhum valor para manifestações desse movimento e de nenhum outro dessa natureza. As informações ditas nesse encontro são totalmente mentirosas (...) Essa é mais uma artimanha que faz parte da política suja ainda feita no nosso estado e que precisa acabar", escreveu Euclério.
"Este senhor (Magno), que é candidato a senador da República, deveria se informar antes de publicar fake news disseminadas em grupos de extremistas e que nada contribui para a democracia", provocou o prefeito.
As palavras sobre o suposto repasse de verbas da prefeitura não partiram do ex-senador e sim de representantes do grupo Gays de Direita Brasil, de acordo com Euclério. A coluna não chegou a ver o vídeo. Magno apagou a publicação e, em outro post, fez um "esclarecimento":
"Foi uma reunião da Direita Guarapari, em que falei das nossas pautas. Um grupo, denominado Gays Conservadores, usaram a palavra para falar da perseguição e do sofrimento por serem conservadores no ativismo LGBTQI. Eles defendem as nossas pautas, Deus, pátria, família e liberdade. Eles sabem que ser homossexual é uma escolha pessoal deles e que nós respeitamos", afirmou o ex-senador.
"Em nenhum momento (o objetivo do vídeo) foi ofender ou atacar o prefeito de Cariacica e nem a cidade de Cariacica. Muito pelo contrário, mas virou uma polêmica envolvendo o nome do prefeito Euclério Sampaio, a quem eu sempre respeitei. É meu amigo, irmão em Cristo, guerreiro, dono do projeto que proíbe homem nu em museu, em qualquer exposição. Ele aprovou e foi vetado pelo governador", elogiou Mango.
"Em respeito a você, Euclério, eu pedi à minha assessoria que tirasse o vídeo do ar", completou. 
 "IMPÉRIO HOMOSSEXUAL"
Magno sempre se contrapôs a pautas LGBTQIA+ e se promove dessa forma para angariar votos entre os eleitores conservadores, em especial os evangélicos.
Em 2012, ao discursar contra o projeto que criminalizava a homofobia, por exemplo, ele alertou sobre a tentativa de se criar um "império homossexual no Brasil". Queixou-se de que queriam proibir uma pessoa de se negar a alugar um apartamento para um gay ou de demitir um homossexual somente por ser homossexual.
A homofobia foi criminalizada no Brasil. Não graças ao Congresso Nacional, que Magno integrou. Em 2019, o Supremo Tribunal Federal equiparou homofobia e transfobia como crimes de racismo. 
De lá pra cá, nenhum "império homossexual" se formou. O presidente da República continua a ser Jair Bolsonaro (PL) , que já disse o seguinte: "Seria incapaz de amar um filho homossexual. Não vou dar uma de hipócrita aqui: prefiro que um filho meu morra num acidente do que apareça com um bigodudo por aí. Para mim ele vai ter morrido mesmo".

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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