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Follow The Money

Ex-juiz réu em ação penal pede inscrição na OAB-ES para atuar como advogado

Bruno Fritoli Almeida chegou a ser preso preventivamente na Operação Follow The Money, que investiga um esquema criminoso para saques de heranças

Publicado em 18 de Dezembro de 2024 às 17:49

Públicado em 

18 dez 2024 às 17:49
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

Sede da Ordem dos Advogados do Brasil - seccional Espírito Santo
Sede da Ordem dos Advogados do Brasil - seccional Espírito Santo, no Centro de Vitória Crédito: A Gazeta
O então juiz Bruno Fritoli Almeida foi preso preventivamente em agosto na Operação Follow The Money, que investiga um esquema criminoso de sentenças para saques de heranças. Dias depois, ele perdeu o cargo, não devido ao caso em apuração, mas porque, após uma longa disputa judicial, o Supremo Tribunal Federal (STF) entendeu que a nomeação dele no cargo tinha que ser anulada, já que Fritoli não foi aprovado regularmente no concurso para a magistratura. 
Em novembro, Fritoli foi solto, por ordem do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e, no último dia 12, tornou-se réu no Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES). A Corte aceitou denúncia oferecida pelo Ministério Público Estadual (MPES) e, assim, o ex-juiz responde a uma ação penal no âmbito da Follow The Money.
Enquanto isso, Bruno Fritoli quer atuar como advogado. Ele já pediu para ser inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil — seccional Espírito Santo (OAB-ES), o que está em análise.
"A Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional Espírito Santo (OAB-ES) informa que o ex-juiz Bruno Fritoli Almeida requereu o pedido para ter sua inscrição na Ordem. O processo encontra-se em análise. A requisição seguirá os trâmites legais de acordo com estatuto da advocacia da Ordem", informou a entidade, em nota enviada à coluna.
O estatuto exige que, para advogar, a pessoa tenha "idoneidade moral". O conceito deveria ser óbvio, mas, na prática, é subjetivo. O próprio estatuto diz que não tem idoneidade "quem tiver sido condenado por crime infamante".
Fritoli, entretanto, não foi condenado. Como réu na ação penal, ele tem direito a defesa e, ao final do processo, pode até ser absolvido. Advogado do ex-juiz, Rafael Lima avisou, na ocasião do recebimento da denúncia, que iria recorrer, por considerar que provas ilícitas foram utilizadas no procedimento.
Outro réu na mesma operação, o empresário Luam Fernando Giuberti Marques, por exemplo, foi aprovado no exame da OAB e teve o pedido de inscrição na seccional capixaba concedido.
ALEXANDRE FARINA
Quem também pediu inscrição na OAB-ES para passar a advogar foi o juiz Alexandre Farina, condenado pelo TJES à aposentadoria compulsória e réu em ação penal. Ele é acusado de participar de esquema para a venda de uma sentença. Esse pedido também está sob análise na OAB-ES.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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