O salário do cargo de subsecretário estadual é de R$ 16,1 mil brutos, maior que os R$ 5,6 mil que o ex-vereador receberia como supervisor da Comissão de Agricultura da Assembleia.
Vinicius Simões fez oposição ao prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos) na Câmara de Vitória e não foi reeleito em 2024.
Ele exerceu três mandatos como parlamentar na Capital, já presidiu a Câmara e é professor de História.
Não se trata aqui de avaliar se Vinicius Simões tem ou não qualificações para o cargo. Como já mencionado, o ex-vereador é originalmente da área da Educação.
A chegada dele ao governo, entretanto, ocorre em um contexto em que Casagrande tem abrigado cada vez mais aliados políticos na gestão. Não apenas filiados ao PSB.
Como a coluna mostrou, a titularidade de cinco secretarias foi alterada, levando à ascensão de um deputado estadual licenciado, Tyago Hoffmann (PSB), na Secretaria de Saúde; um filiado ao PP, Marcos Soares, na Secretaria de Saneamento e Habitação; e três ex-prefeitos: Sérgio Vidigal (PDT), na Secretaria de Desenvolvimento; Victor Coelho (PSB), na Secretaria de Turismo, e Guerino Balestrassi (MDB), na Secretaria de Recuperação do Rio Doce.
Assim, o governador não somente dá guarida a aliados que perderam as eleições municipais ou ficaram sem mandato após o pleito como se prepara para outra disputa, a de 2026, para a qual precisa manter a ampla aliança política intacta.
As recentes mudanças, porém, geram críticas e desconfianças por "politização excessiva" na administração estadual.
O próprio Casagrande, por sua vez, rebate as avaliações negativas, argumenta que os nomeados têm perfil político e também técnico e que o objetivo é fazer com que as ações do governo tenham mais visibilidade.