Filho de Vidigal assume PDT-ES e descarta aproximação com Audifax
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Filho de Vidigal assume PDT-ES e descarta aproximação com Audifax
A disputa pela Prefeitura da Serra tem mais uma reviravolta e a campanha nem começou. O prefeito Sérgio Vidigal (PDT) e o ex-prefeito Audifax Barcelos (PP) disseram-se abertos ao diálogo, mas, até agora, nada
Publicado em 28 de Março de 2024 às 03:11
Públicado em
28 mar 2024 às 03:11
Colunista
Letícia Gonçalves
lgoncalves@redegazeta.com.br
Audifax Barcelos e Sérgio Vidigal em 2006, quando ainda eram aliadosCrédito: Gabriel Lordello/Arquivo
O prefeito avisou que o partido está disposto a recuar da candidatura própria e estabelecer parcerias, se essa for a melhor estratégia para vencer o "retrocesso", que, nas entrelinhas, para o pedetista, tem nome e sobrenome: o deputado estadual Pablo Muribeca (Republicanos).
Disputar a Prefeitura da Serra e, ao mesmo tempo, comandar o PDT estadual, que tem que tomar conta de várias cidades, seria uma tarefa inglória. Assim, Meireles deixou o cargo na alta cúpula do partido.
No lugar dele, assumiu Eduardo Vidigal, filho do atual prefeito e até então vice-presidente da legenda.
Se o chefe do Executivo municipal e Audifax embarcaram, ao menos publicamente, numa onda "paz e amor", o mesmo não se pode dizer do novo presidente estadual do PDT.
Para Eduardo Vidigal, conhecido como Dudu, o diálogo com Audifax é muito improvável. "Isso é especulação", afirmou, apesar de as sinalizações de aproximação terem partido, publicamente, do próprio prefeito e do ex-prefeito.
"A questão do Audifax vai muito além da política, houve ataques à nossa família", ressaltou o novo presidente estadual do PDT. "Não existe diálogo com Audifax", complementou.
Aliados do ex-prefeito confirmaram à coluna que não houve nenhum encontro entre Sérgio Vidigal e Audifax, mas interlocutores de um e outro já começaram a se movimentar.
"O PDT vai apoiar Weverson. Inclusive, o governador (Renato Casagrande, PSB) já garantiu apoio", contrapôs Eduardo Vidigal.
Questionado sobre a viabilidade de uma pré-candidatura apresentada a pouco mais de seis meses da eleição de outubro, o novo presidente do PDT-ES rebateu: "Weverson conhece a máquina pública, sempre participou da equipe. Quando a gente apresentou o Audifax, ele também não era conhecido".
É isso mesmo. Antes de se tornarem arquirrivais, Vidigal e Audifax eram unha e carne, aliados. O pedetista escalou o pupilo para exercer cargos de destaque na prefeitura e ele deslanchou. Depois, contudo, os dois romperam.
Meireles, apesar de ter sido até secretário estadual de Turismo, hoje é chefe de gabinete de Vidigal, uma função relevante e estratégica, mas de pouca visibilidade para a população.
"A gente não tem um projeto de poder. Vamos mostrar propostas à população (...) Não podemos tolerar o desrespeito (referência a Audifax)", comentou Eduardo Vidigal.
Sobre a estratégia a ser adotada para vencer um pleito com tantas reviravoltas — e reviravoltas das reviravoltas —, o presidente estadual do PDT diz que vai conversar com o presidente do partido na Serra.
No último dia 16, Alessandro Comper foi eleito para comandar o diretório municipal, em substituição à ex-deputada Sueli Vidigal.
Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.