O ex-governador também poderia disputar o Senado.
O presidente do PSD no Espírito Santo,
Neucimar Fraga, no entanto, afirma que Hartung está mais animado "para um projeto nacional".
O ex-governador tem estado ao lado de lideranças nacionais e participado da discussão sobre a sucessão presidencial. Foi uma espécie de senhor Miyagi para Luciano Huck, que preferiu seguir a carreira de apresentador de TV, e é próximo de economistas e cientistas políticos.
Para se viabilizar na disputa pela Presidência da República, vai precisar mais do que animação. As pesquisas de intenção de voto – que retratam o cenário de hoje, frise-se –, mostram o ex-presidente Lula (PT) na dianteira, seguido por Bolsonaro.
Na mais recente pesquisa Genial/Quaest o petista tem 45%; Bolsonaro tem 23%; O ex-juiz Sergio Moro e o ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT) aparecem embolados e com 7% cada um. Pacheco, do PSD, está entre os que nem pontuaram.
A terceira via é mais metafísica do que algo concreto. Em tese, deve ser representada por alguém capaz de aglutinar os eleitores que não querem votar em Lula nem em Bolsonaro. Até agora, ninguém se mostrou competitivo a tal ponto.
O PSD, como Neucimar Fraga admite, está dividido no país. Alguns membros querem que o partido apoie Lula já no primeiro turno. outros, que o apoio seja dado a Bolsonaro. "Mas todos concordam quando o assunto é uma candidatura própria", ressaltou o presidente do PSD estadual.
Se Hartung disputar o Senado, a corrida pela única vaga destinada ao Espírito Santo fica ainda mais acirrada.
Entre os pré-candidatos ao posto estão o ex-prefeito de Colatina Sérgio Meneguelli (Republicanos) e o ex-senador Magno Malta (PL). A vida deles ficaria complicada caso o ex-governador participasse do pleito.
Se, por outro lado, Hartung participar de um "projeto nacional", o caminho fica bem menos tortuoso para quem quer ser senador.
NÃO É DE DIREITA, NÃO É DE ESQUERDA
Hartung se define como de centro-esquerda. Já o PSD, de acordo com Kassab, que fundou a sigla, "não é direita, de esquerda e nem de centro". O fundador e presidente é uma espécie de raposa política, vai para onde o vento da política se mostra mais favorável.
O partido elegeu 35 deputados federais na última eleição. Um deles, Fabio Faria, virou ministro das Comunicações do governo Bolsonaro, mas, no passado, já apoiou Lula.