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Eleições 2022

Guerino aposta em atacar Casagrande e MDB e se aliar a Bolsonaro

Em quase todas as perguntas feitas na entrevista concedida à Rádio CBN Vitória e a A Gazeta nesta quarta (21) o ex-prefeito ainda citou Linhares

Publicado em 21 de Setembro de 2022 às 12:54

Públicado em 

21 set 2022 às 12:54
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

Leticia
Fernanda Queiroz, Abdo Filho, Guerino Zanon, Letícia Gonçalves e Leonel Ximenes em entrevista na Rede Gazeta Crédito: Rodrigo Gavini
O ex-prefeito de Linhares Guerino Zanon (PSD) apareceu, na pesquisa Ipec divulgada no último dia 2, com 5% das intenções de voto na disputa pelo governo do Espírito Santo. 
A julgar pela entrevista que ele concedeu à Rádio CBN Vitória e a A Gazeta nesta quarta-feira (21), a tática adotada para conquistar eleitores não mudou. 
O candidato segue atacando o governo Renato Casagrande (PSB), o que é natural, considerando que Guerino é um nome da oposição, e fiando-se no apoio ao presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), embora, como a coluna já registrou, tenha chegado atrasado na corrida pelo voto bolsonarista.
"Eu acredito no projeto que o atual presidente, Jair Bolsonaro, defende. Eu votei nele em 2018 e vou repetir o meu voto em 2022 nele. Eu acredito no projeto conservador", cravou Guerino.
Desta vez, também sobrou para o MDB, partido ao qual ele foi filiado por 26 anos. 
Mas a principal aposta de Guerino é exaltar a gestão que ele fez em Linhares, cidade na qual foi eleito prefeito cinco vezes. "Linhares, em 1997 ..." ou "Eu fiz isso em Linhares..." fizeram parte das respostas do candidato sobre quase todos os assuntos abordados.
O discurso que Guerino adotou na convenção do PSD, em julho, bradando que "nossa bandeira jamais será vermelha" foi fora do tom da trajetória dele, um político conservador, sim, mas de centro e até conciliador.
Na entrevista, entretanto, ele negou que a guinada seja marketing ou que tenha mudado de postura devido às eleições.
"Sou, de berço, conservador", afirmou. Questionado sobre as declarações do candidato do PL, Manato, que argumentou, também em entrevista à Rádio CBN e a A Gazeta, que Guerino vota em Bolsonaro, "mas não é Bolsonaro"
Manato, que há tempos hasteia a bandeira do presidente da República, quer o rótulo exclusivo de candidato de Bolsonaro no Espírito Santo.
"Não vou me alinhar ou ser conduzido pelo que ele (Manato) pensa ou o que ele fala", rebateu Guerino.
Apesar da troca de farpas, o ex-prefeito de Linhares e o ex-deputado federal já têm até um pacto, que envolve também o ex-prefeito da Serra Audifax Barcelos (Rede), de apoio mútuo se houver segundo turno. Todos contra Casagrande.
"O Estado está ausente. O Estado Presente anunciado aí, sim, é peça de marketing. O Estado está ausente com as políticas públicas", disparou Guerino, em relação à Segurança Pública.
"Estamos colocando comida no prato de quem tem necessidade (sobre a proposta de destinar parte do ICMS para quem está no CadÚnico), para a gente sair dessa situação vergonhosa em que esse governador candidato à reeleição está deixando o estado, com um milhão e seiscentas mil pessoas na pobreza e na extrema pobreza", criticou.
Lembrado pela coluna de que o aumento da pobreza não é uma exclusividade do Espírito Santo, tendo acometido a população brasileira no governo Bolsonaro, ele preferiu focar apenas na situação local. 
"Vamos falar do nosso Espírito Santo, né?".
Bem, Bolsonaro diz que não existe "fome pra valer no Brasil".
"Um governador que tem a cara de pau ... falando que vai fazer diferente no outro mandato. Mas não vamos dar outro mandato para ele, não. Já demos uma surra nele em 2014 (quando Paulo Hartung venceu Casagrande ainda no primeiro turno) porque ele não cumpriu com suas obrigações, e vamos dar outra (surra) agora", previu Guerino.
Casagrande lidera as intenções de voto para o Palácio Anchieta. 
O candidato do PSD é aliado histórico de Hartung e contou que, em 2010, até votou em Casagrande, a pedido do então governador. Em 2014, esteve com Hartung. Em 2018, votou em Manato.
"As pessoas estão com saudade do Paulo (Hartung)", avaliou Guerino, ao ser questionado pelo fato de abraçar Bolsonaro, a quem o ex-governador criticou publicamente por diversas vezes. "Eu não estou muito interessado se o Paulo está apoiando A ou B", afirmou o candidato do PSD ao comentar a ausência de Hartung em seu palanque.
MDB
Após a longa permanência no MDB, Guerino saiu do partido, em abril de 2022, para garantir que conseguiria disputar o governo.
A sigla, comandada pela senadora Rose de Freitas no estado, já estava inclinada a subir no palanque de Casagrande, o que de fato aconteceu.
O governador, em contrapartida, apoia a reeleição de Rose.
"O MDB nunca foi nem de esquerda, nem de direita (...) o partido está onde pagam mais, essa é a realidade do MDB. O MDB está do lado da esquerda hoje, o MDB dos caciques, dos que disputam eleição olhando o próprio umbigo e não a sociedade como um todo. Estou fora desse MDB", alfinetou Guerino. 
"Sou um MDB inovador, que acredita numa gestão de verdade. Eu era desse MDB e não desse MDB que se vende atrás de um projeto que pode ser vencedor", complementou.
Ele fez deferência a políticos emedebistas históricos que se postaram contra a ditadura militar. Não citou Rose, que estava entre eles.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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