Aliás, não apenas isso. No Instagram, Hartung avaliou que a vitória consolida Pazolini como "uma nova liderança no Espírito Santo".
O ex-governador não exerce mandato eletivo desde 2018, mesmo ano em que se desfiliou do MDB, e dedica-se à iniciativa privada. Mantém-se ligado, publicamente, mais à política nacional.
Mas, voltando à Capital, a manifestação do ex-governador sobre Pazolini chama a atenção porque, reeleito, o prefeito ganha força para disputar o Palácio Anchieta em 2026.
O chefe do Executivo de Vitória, ao contrário de Fabinho Trarbach, não é do time de Casagrande. É um potencial adversário ao grupo do governador que, em 2026, não vai disputar a reeleição — pois já está no segundo mandato consecutivo.
Casagrande, certamente, vai apoiar alguém como sucessor e Pazolini pode ser um obstáculo. Notem que o próprio Hartung, que rompeu com Casagrande em 2014, já incensa o prefeito de Vitória.
Se isso ocorrer, a vice-prefeita eleita, Cris Samorini (PP), é quem vai herdar o comando da cidade.