A saída de Louzada não se deu após o caso se tornar público. O governo se antecipou, na ocasião, e divulgou uma nota oficial: "(...) A exoneração foi motivada por denúncia de assédio sexual apresentada por uma servidora da pasta (...) o governador Renato Casagrande exonerou o secretário, a fim de que os fatos sejam imediatamente apurados com total isenção".
No dia 22 de agosto, a Secretaria de
Governo enviou a denúncia da servidora à Polícia Civil.
Mário Louzada não foi investigado administrativamente, uma vez que já não ocupava cargo na gestão estadual.
Nesta segunda-feira (8), o Diário Oficial registrou o retorno do ex-secretário ao governo. Ele foi nomeado por Casagrande como diretor técnico do Instituto de Pesos e Medidas do Estado do Espirito Santo (Ipem).
O Ipem é uma espécie de Inmetro local. O diretor-presidente do órgão é Sérgio Eduardo Correa Vidigal, filho do prefeito da Serra, Sérgio Vidigal (PDT).
"O FATO NÃO FOI COMPROVADO"
A coluna questionou o governo do Espírito Santo, por meio da Superintendência de Comunicação, quanto à investigação promovida pela Polícia Civil sobre a acusação de assédio sexual.
"A Polícia Civil informa que a investigação sobre o caso foi concluída e encaminhada ao Ministério Público Estadual, com pedido de arquivamento, após o fato não ter sido comprovado", respondeu a superintendência, em nota oficial.
Ou seja, a polícia concluiu que não há provas de que o ex-secretário assediou a servidora que o acusou.
A coluna apurou que o Ministério Público concordou com o arquivamento e, no final de fevereiro de 2023, o caso foi encerrado.
Louzada é filiado ao PSB, partido do governador.
Antes de ser nomeado para a
Secretaria Estadual de Agricultura, foi diretor-presidente do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf), de janeiro de 2019 a março de 2022.
Ele também foi gerente, um cargo comissionado, no Instituto Estadual do Meio Ambiente (Iema), de agosto de 2013 a novembro de 2015.