Ivan Carlini, que foi vereador por 28 anos, quer voltar à Câmara de Vila Velha
Eleições 2024
Ivan Carlini, que foi vereador por 28 anos, quer voltar à Câmara de Vila Velha
Em 2020, ele não foi reeleito, apesar de ter sido o terceiro mais votado. Aquele pleito também envolveu controvérsias com candidatos a prefeito. Águas passadas, de acordo com o ex-vereador: "Não tenho inimigos na política"
Publicado em 21 de Agosto de 2024 às 03:00
Públicado em
21 ago 2024 às 03:00
Colunista
Letícia Gonçalves
lgoncalves@redegazeta.com.br
Ivan Carlini ficou 28 anos na Câmara de Vila Velha e foi por 12 anos consecutivos presidente da CasaCrédito: Divulgação/Câmara de Vila Velha
O ex-vereador Ivan Carlini (Podemos) exerceu mandatos na Câmara de Vila Velha por 28 anos. Em 2020, ele prometeu que não disputaria mais uma cadeira na Casa, mas, naquele ano mesmo, quebrou a promessa e apareceu nas urnas, filiado ao DEM. Não foi reeleito, apesar de ter sido o terceiro candidato mais votado.
Em 2022, tentou se eleger deputado estadual pelo PSC. Mais uma vez, não conseguiu.
Agora, em 2024, tenta voltar à Câmara. Ivan Carlini está filiado ao partido do prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo, que é candidato à reeleição e apoia o ex-vereador, assim como endossa outros dos quase 250 candidatos integrantes de partidos coligados ao Podemos.
Político tradicional do bairro Cobilândia, o ex-vereador ganhou notoriedade não apenas por exercer mandatos no mesmo cargo durante quase 30 anos.
Durante 12 anos, ele presidiu a Câmara de Vila Velha, quase sempre alinhado ao prefeito da ocasião.
Ivan Carlini também foi aliado do ex-presidente da Assembleia Legislativa José Carlos Gratz e acusado, junto com o ex-deputado, de ter asfaltado ruas de bairros da Grande Cobilândia com recursos desviados da Assembleia. O ex-vereador foi absolvido, por falta de provas.
Na eleição de 2020, adversários tentaram associar Arnaldinho a Carlini, o que o então candidato a prefeito rechaçou, na época. Em debate realizado pela Rede Gazeta, Arnaldinho afirmou: "Não tenho negócio nenhum com o presidente da Câmara (Carlini). Ele não retorna para a Câmara por minhas mãos".
O DEM, partido ao qual Carlini estava filiado, participou da coligação do então prefeito Max Filho (PSDB). O tucano, entretanto, fez duras críticas ao ex-vereador, no pleito.
Acusou, por exemplo, Ivan Carlini de dificultar a tramitação de projetos do Executivo municipal e ainda de abandonar a campanha do próprio Max para apoiar Arnaldinho.
"É como num jogo de futebol. No jogo (os jogadores) brigam, mas depois se abraçam. Não tenho inimigos na política"
Ivan Carlini (Podemos) - Ex-vereador
Na terça-feira (20), em entrevista à coluna, Ivan Carlini fez uma releitura pacífica do pleito de 2020: "Max não fez críticas a mim. Ele esteve na minha casa, depois, e disse que foi uma estratégia política dele".
"Eu fiquei com o Max até o fim. Depois que eu perdi a eleição, meu pessoal, alguns, apoiaram o Arnaldinho (no segundo turno) e o Max achou que, por isso, eu estava apoiando também", contou Ivan Carlini.
"O Arnaldinho também não fez críticas a mim (em 2020). Fui vereador por dois mandatos com ele e o admiro muito. Arnaldinho está fazendo um grande trabalho como prefeito", acrescentou o ex-vereador.
Em 2024, ele está no palanque do atual prefeito: "Sou Arnaldinho, claro. Ele é do meu partido".
"E o Arnaldinho me apoia como apoia os outros quase 250 candidatos a vereador que estão com ele. Não sou 'o' candidato do Arnaldinho a vereador, sou um deles", destacou Carlini.
Arnaldinho Borgo, Ivan Carlini e Cael LinhalisCrédito: Instagram/@ivancarlini.es
Questionado sobre o motivo de se candidatar mais uma vez a vereador já que, em 2020, ensaiou se aposentar da carreira política, Ivan Carlini deu a mesma resposta de quatro anos atrás.
Afirmou que tenta voltar à Câmara atendendo a pedidos dos próprios eleitores.
"As pessoas estão acostumadas comigo. Recebo muitos pedidos, 'Ivan, você faz falta', então decidi enfrentar as urnas mais uma vez."
Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.