O ex-prefeito Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB) entrou de vez na corrida pela Prefeitura de Vitória e lançou um vídeo apresentando-se como pré-candidato. Há tempos ele é tratado assim pela imprensa. As movimentações do tucano já indicavam que Luiz Paulo seria o nome escolhido pelo partido para disputar.
O ex-deputado estadual Sergio Majeski até migrou para o PDT, sabendo que, no PSDB, não haveria espaço para brigar pelo comando do Executivo municipal.
De acordo com o presidente estadual do partido, Vandinho Leite, o ex-prefeito tem o apoio da direção estadual e nacional da sigla. A Executiva municipal é presidida pelo próprio Luiz Paulo.
O deputado estadual Mazinho dos Anjos seria outro possível pré-candidato a prefeito de Vitória pelo PSDB, mas, conforme a coluna apurou, ele deve apoiar Luiz Paulo e coordenar a formação de chapa de candidatos a vereador.
Luiz Paulo, por sua vez, menciona o próprio legado, "as transformações que ocorreram na cidade no período em que estivemos à frente da nossa capital" e argumenta, lateralmente, contra a polarização política: "A Vitória do bom senso, do equilíbrio".
O desafio de Luiz Paulo, entretanto, é justamente conquistar eleitores que não lembram da gestão dele. O tucano foi prefeito de 1997 a 2004. Se, naquele período, houve transformações, muitas outras ocorreram depois disso.
A (in) segurança pública tornou-se um tema mais relevante hoje do que era no passado.
E a polarização que Luiz Paulo tenta afastar bate cada vez mais forte à porta, apesar de se tratar de um pleito municipal, em que a disputa petistas X antipetistas ou bolsonaristas X antibolsonaristas deveria ficar em segundo plano.
O fato de o deputado estadual Capitão Assumção (PL) e o também ex-prefeito João Coser (PT) serem pré-candidatos a prefeito reforça esse sentimento. Aliás,
a prisão e a posterior soltura de Assumção colocaram ainda mais lenha na fogueira.
Ramalho, coronel da reserva da PM e bolsonarista, se disputasse em Vitória, poderia tirar votos do atual chefe do Executivo, que é delegado licenciado da Polícia Civil e tem apoiadores que se dizem conservadores.
O militar também seria mais um candidato a pulverizar as escolhas do eleitorado, aumentando as chances de um segundo turno na Capital.
Sem ele, o cenário fica mais acirrado para Luiz Paulo e para os demais.