A visita do presidente Lula (PT) ao Espírito Santo ainda não está confirmada, apesar de
o próprio petista ter dito que viria ao estado esta semana. Enquanto isso, a coluna questionou o Partido dos Trabalhadores a respeito da possibilidade de o deputado federal Helder Salomão (PT) disputar o Palácio Anchieta em 2026.
Isso, claro, se Lula disputar a reeleição. E é com esse cenário que a presidente estadual do partido, Jack Rocha, trabalha. "Lula não pode ficar sem um palanque no Espírito Santo. Reafirmamos as declarações do deputado Helder Salomão", reforçou Jack à coluna.
Não quer dizer que o martelo esteja batido. A opção Helder está na mesa, mas a presidente do PT lembra que o partido "faz parte de uma ampla aliança" no estado.
Essa aliança é liderada pelo governador Renato Casagrande (PSB), só que tanto ele quanto o PSB já se posicionaram ao lado do vice-governador Ricardo Ferraço (MDB). O emedebista é o plano A dos casagrandistas na corrida pelo Palácio Anchieta. O PT, por sua vez, não é citado nem como plano B, C ou D.
E é muito improvável que Ricardo venha a fazer palanque para Lula, na prática.
Por isso, os petistas vão avaliar qual estratégia adotar. O que já está definido é que o senador Fabiano Contarato (PT) vai disputar a reeleição.
"Temos o desafio de reeleger o nosso senador e reeleger e ampliar as bancadas na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados", destacou a presidente estadual do PT.
O partido tem dois deputados federais no Espírito Santo, Helder e a própria Jack Rocha, e dois estaduais, João Coser e Iriny Lopes.
No parlamento, como provam as cadeiras na Câmara dos Deputados e na Assembleia, o PT tem conseguido emplacar nomes no estado. Em 2022, aliás, Helder foi o deputado federal mais votado da bancada capixaba.
Em 2024, o partido reelegeu Karla Coser na Câmara de Vitória e ganhou mais um vereador na Capital, Professor Jocelino.
É fato que há um sentimento antipetista forte entre os eleitores do estado, que fica mais concentrado quando o petista em questão concorre a uma prefeitura, ao governo ou à Presidência da República. Se dependesse apenas do resultado das urnas no Espírito Santo, Lula não teria sido eleito em 2022.
O real desafio posto a um eventual candidato petista ao Palácio Anchieta seria remar contra a maré, defender o partido e a candidatura de Lula apesar de tudo isso e fazer com que eleitores anti-bolsonaristas não migrem para uma candidatura mais viável ao Palácio do Planalto, alguém de centro-direita, por exemplo.
Seria como "ir para o sacrifício", por uma causa, ainda que pragmática, e não para tentar governar o estado, realmente.