O ex-senador Magno Malta (PL) foi multado pelo governo de São Paulo por não usar máscara para evitar o contágio pelo novo coronavírus. O ex-parlamentar do Espírito Santo esteve ao lado do presidente da República,
Jair Bolsonaro (sem partido), em ato a favor do próprio presidente na Avenida Paulista no dia 7 de setembro.
O governo
João Doria (PSDB) confirmou à coluna que emitiu autos de infração contra Bolsonaro e "outras 13 autoridades e personalidades, entre deputados, secretários, lideranças religiosas, artistas e empresários durante o ato realizado no feriado".
As autuações têm como base legislação estadual e a Lei Federal nº 14.019 de 2020 – sancionada por Bolsonaro –, que obriga o uso de máscaras e sujeita quem descumpre a norma a penalidades previstas na Lei nº 6.437 de 1977, que prevê multa de até R$ 1,5 milhão para infrações sanitárias gravíssimas.
O valor da multa a ser paga por Magno Malta ainda deve ser definido.
Foi a sétima ocasião em que Bolsonaro descumpriu normas sanitárias no território paulista, ainda de acordo com o governo daquele estado.
A coluna entrou em contato com Magno Malta e questionou se ele pretende recorrer da multa e se gostaria de se manifestar a respeito da punição. "Eu fui a SP usei meu nome é de Bolsonaro pra definir o segundo turno desse aprendiz de ditador", respondeu o ex-senador, por meio de mensagem de texto, em referência ao governador de São Paulo, João Doria.
"E diga que eu dei risada", complementou o ex-senador.
Magno não conseguiu se reeleger em 2018. Quase foi vice de Bolsonaro. Neste caso, teria um mandato garantido, no lugar de
Hamilton Mourão (PRTB). Depois, cogitou-se que poderia chefiar um ministério no governo do aliado, o que não se concretizou. O mesmo se pode dizer de cargos de segundo ou quaisquer escalões.
Ainda assim, o ex-senador se manteve fiel a Bolsonaro. Usou as redes sociais para emular as pautas bolsonaristas. Tem estado mais próximo do presidente, como a multa emitida pelo governo de São Paulo evidencia.