Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Eleição 2026

Maguinha Malta, filha de Magno e assessora de Gilvan, é a aposta do PL para o Senado

"Minha candidatura ao Senado é definitiva", afirmou Maguinha, em entrevista exclusiva à coluna. E como ficam os outros possíveis candidatos da direita?

Publicado em 09 de Maio de 2025 às 14:06

Públicado em 

09 mai 2025 às 14:06
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

Maguinha Malta
Maguinha Malta, pré-candidata ao Senado em 2026 pelo PL Crédito: Divulgação
O PL do Espírito Santo já bateu o martelo: em 2026, vai lançar Magda Santos Malta, a Maguinha, como candidata ao Senado. Ela é filha do senador Magno Malta e secretária parlamentar de Gilvan da Federal (PL), que teve o mandato suspenso pelo Conselho de Ética da Câmara dos Deputados.
Magno é o presidente estadual do PL e quem dá as cartas na sigla. Isso quer dizer que o lançamento de Maguinha, anunciado no último dia 26, é, na verdade, obra do próprio Magno.
Ela é filiada ao PL desde 2011, tem 40 anos, é formada em Publicidade e também é musicista. Nunca disputou uma eleição. 
Enquanto o nome de Maguinha circulava apenas nos bastidores, havia a especulação de que, na verdade, a ideia seria fazer um balão de ensaio, para dar visibilidade à herdeira do senador. No final das contas, ela disputaria uma cadeira na Câmara dos Deputados.
Em entrevista exclusiva à coluna, entretanto, Maguinha cravou: 
"Minha candidatura ao Senado é definitiva. Estou convicta do meu propósito, preparada para representar o Espírito Santo no Senado com fidelidade aos princípios que sempre defendi. Não estou disputando um cargo, estou respondendo a um chamado, e isso não se revoga".
Em 2024, Magno chegou a anunciar Gilvan da Federal como pré-candidato ao Senado, mas o parlamentar deve disputar a reeleição.
"O deputado federal Gilvan da Federal era o único cogitado pelo partido, com total legitimidade e força política. Mas, após uma conversa dele com o presidente Jair Bolsonaro, ele entendeu que sua missão neste momento é buscar a reeleição para continuar sua atuação na Câmara", contou Maguinha.
"A partir daí, meu nome passou a ser ventilado dentro do partido, com apoio crescente de lideranças capixabas e nacionais, inclusive do presidente Bolsonaro", completou.
Gilvan foi o segundo deputado federal mais votado do Espírito Santo em 2022, recebeu 87.994 votos, sendo superado apenas por Helder Salomão (PT), que foi escolhido por 120.337 eleitores.
Concorrer à reeleição é um caminho mais seguro para Gilvan. Além disso, embora o PL se articule para ampliar as cadeiras no Senado, garantir mandatos na Câmara dos Deputados é prioridade para todos os partidos.
De acordo com o site da Câmara, Magda Santos Malta é secretária parlamentar de Gilvan da Federal desde fevereiro de 2023, com salário de R$ 8.231,54 brutos.
O deputado do Espírito Santo está com o mandato suspenso por três meses, desde o último dia 6. O Conselho de Ética entendeu que ele quebrou o decoro ao ofender a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT-PR). 
Durante reunião da Comissão de Segurança Pública da Câmara, Gilvan chamou Gleisi de "prostituta". 
Ele vai ficar sem salário enquanto o mandato estiver suspenso e também não vai poder usar a verba de gabinete para pagar os secretários parlamentares.
Gilvan é conhecido pelo estilo histriônico e por atacar pública e raivosamente mulheres de partidos políticos adversários.
De acordo com Magno, o deputado foi um dos principais incentivadores da candidatura de Maguinha ao Senado.
“Quando eu disse que ele (Gilvan) foi um dos maiores incentivadores, é porque ele discutiu até comigo. Eu resisti, até com Deus, à ideia de Maguinha ingressar na política”, discursou o presidente estadual do PL, no último dia 26, ao anunciar os planos eleitorais da pupila.
Gilvan da Federal e Maguinha Malta
Gilvan da Federal e Maguinha Malta, no último dia 26, em Vitória Crédito: Divulgação
Questionada pela coluna sobre o que a motiva a ser candidata ao Senado, a filha de Magno Malta disse querer "ampliar a presença da mulher capixaba na política". Ainda citou que tem como objetivo "dar continuidade ao legado de amor pelo Espírito Santo e pelo Brasil que meu pai construiu ao longo de sua vida pública".
"Decidi disputar o Senado porque acredito que o estado do Espírito Santo precisa de uma nova representação: uma mulher conservadora, temente a Deus, que defende os valores cristãos, a família e a liberdade", afirmou.
"Quero ampliar a presença da mulher capixaba na política" 
Maguinha Malta (PL) - Pré-candidata ao Senado
"Sempre atuei nos bastidores da política, ajudando a construir projetos e fortalecer lideranças, mas entendo que chegou o momento de assumir esse chamado que Deus revelou sobre minha vida. Há 10 anos tenho resistido, mas agora estou convicta: é hora de obedecer a esse propósito com coragem e fé".
Assim como o pai, Maguinha é evangélica. 
"Sou membro da Igreja Apostólica Monte Sião há 20 anos, meu pastor é o apóstolo Jucimar Ramos, pastor presidente da igreja. Também sou ministra de cura interior do ministério Bálsamos de Gileade, um ministério interdenominacional que assessora igrejas no Brasil e no mundo nas áreas de restauração emocional, Intercessão e discipulado", revelou.
E EVAIR DE MELO?
O ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados mais próximos adotaram a estratégia de lançar apenas um nome de direita na corrida pelo Senado em cada estado, para não dividir votos, apesar de duas vagas estarem em disputa em cada unidade da federação. 
O próprio Bolsonaro, entretanto, já declarou apoio ao deputado federal Evair de Melo (PP), caso este se lance ao Senado no Espírito Santo. Maguinha, como registrado parágrafos acima neste texto, porém, também diz contar com o endosso do ex-presidente.
A filha de Magno, sem citar nomes, fez uma observação á coluna: pode haver dois candidatos, um de direita e um de centro-direita.
"A direita precisa estar unida. Seguindo a orientação do ex-presidente Bolsonaro, o PL irá lançar um pré-candidato ao Senado e apoiar um segundo nome de centro-direita, construindo uma composição sólida para evitar a dispersão de votos e garantir que as pautas conservadoras tenham voz e vez no Senado. Estamos dialogando com outros partidos e lideranças nesse sentido", afirmou Maguinha à coluna.
E MANATO?
Enquanto isso, o ex-deputado federal Carlos Manato segue, por enquanto, filiado ao PL e se movimenta para disputar o Senado.
Ele não vai obter o apoio de Magno. Os dois estão rompidos desde o final das eleições de 2022, quando Manato disputou o governo do Espírito Santo e depois, queixou-se de despesas de campanha não pagas pelo PL.
Ainda assim, o ex-deputado tenta se viabilizar. Se mostrar-se competitivo e conseguir se articular, pode encontrar abrigo em outro partido.
No próximo dia 14, ele vai lançar a própria pré-candidatura ao Senado, no evento "Encontro de Lideranças pelo ES", organizado pelo ex-deputado e sediado na pousada da qual Manato é proprietário, em Pedra Azul.
Manato agora integra o grupo político do prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos) desde que Soraya Manato (PP), esposa do ex-deputado, foi nomeada secretária de Assistência Social da Capital.
DESAFIO
A corrida pelo Senado é acirrada e desafiadora. É uma eleição majoritária, em que apenas os votos destinados ao candidato contam, não é como a eleição para deputado federal, que é proporcional e na qual o desempenho de toda a chapa é levado em consideração.
Para vencer, é preciso obter muito mais votos do que numa campanha para a Câmara. Em 2022, quando conseguiu retornar ao Senado após ser derrotado em 2018, Magno, por exemplo, obteve 821.189 votos.
Em 2018, quando duas vagas estavam em disputa, como vai ocorrer no ano que vem, Fabiano Contarato (então filiado à Rede), foi consagrado por 1.117.036 eleitores. Marcos do Val (na época, no PPS) foi eleito com 863.359 votos. As vagas ocupadas pelos dois é que vão ser abertas em 2026.
Assim, se Maguinha for eleita, sentará ao lado do pai no Senado. 

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Polícia encontrou em uma casa no bairro Zumbi maconha, cocaína e munições
Jovem é preso por tráfico após tentar fugir da PM e bater moto em Cachoeiro
Uma testemunha contou à PM que o condutor perdeu o controle da direção em uma curva acentuada. O carro bateu em um barranco às margens da pista e capotou diversas vezes
Motorista perde controle em curva e carro capota em Jaguaré
Arrascaeta em Flamengo x Bahia
Flamengo vence Bahia, homenageia Oscar Schmidt e chega à vice-liderança

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados