Majeski está em busca de um partido para ser candidato a prefeito de Vitória
Eleições 2024
Majeski está em busca de um partido para ser candidato a prefeito de Vitória
Ex-deputado estadual não tem um grupo político para chamar de seu e acumula dissabores nas siglas pelas quais passou. Ainda assim, insiste
Publicado em 13 de Novembro de 2023 às 09:22
Públicado em
13 nov 2023 às 09:22
Colunista
Letícia Gonçalves
lgoncalves@redegazeta.com.br
O ex-deputado estadual Sergio MajeskiCrédito: Ana Salles/Ales
Sem mandato desde fevereiro deste ano, o ex-deputado estadual Sergio Majeski já decidiu que vai disputar a Prefeitura de Vitória em 2024. Para isso, porém, falta um partido que lhe garanta na corrida.
Recentemente, Majeski esteve com o vice-governador Ricardo Ferraço, que assumiu a presidência do MDB estadual. Isso não quer dizer que o ex-deputado vá se filiar ao partido, mas mostra a movimentação dele.
O ex-deputado afirmou à coluna que só sai do PSDB para um partido que, de antemão, assegure que vai lançá-lo à Prefeitura de Vitória.
E já tem conversas adiantadas com uma sigla, contou, sem revelar o nome.
"Só troco por um partido com garantia de legenda para disputar a prefeito", cravou.
"Fui o candidato do PSDB mais votado (para deputado estadual, em 2022) em Vitória. E me colocaram como vogal (na direção municipal do partido), que é praticamente nada, sem me consultar. Pedi para retirar o meu nome. Ficou claro que havia um movimento para me isolar e não vou me desgastar", criticou.
Ricardo Ferraço integrava o ninho tucano até outro dia, mas o ex-parlamentar relatou que o vice-governador não se envolvia nas questões do partido na Capital.
O MDB, por sua vez, ainda não tem nem diretório constituído na cidade.
Em 2020, Majeski também tentou participar do pleito em Vitória. Na época, o PSB, partido ao qual estava filiado, fez uma prévia — uma votação interna — e optou por lançar o então vice-prefeito, Sérgio Sá.
"O PSB aprontou uma sacanagem com aquela prévia mequetrefe", alfinetou o ex-deputado.
Majeski não tem um grupo político para chamar de seu e acumula dissabores nos partidos pelos quais passou.
Ainda assim, insiste.
Em relação ao governo Renato Casagrande (PSB), considera-se independente, nem apoiador nem opositor.
O ex-parlamentar atua, desde março, como diretor da Escola do Legislativo na Assembleia, cargo comissionado que passou a ocupar a convite do presidente da Casa, Marcelo Santos (Podemos).
Marcelo, de acordo com Majeski, é uma das pessoas com quem ele conversa a respeito do futuro partidário.
Entre as questões que gostaria de debater na campanha eleitoral, o (ainda) tucano avaliou que a educação, área em que o ex-deputado, professor de Geografia, mais milita, precisa melhorar.
"Vitória já se destacou bastante em saúde e educação, mas nos últimos anos, não somente na gestão Pazolini, a educação caiu bastante e o atendimento nos postos de saúde deixou a desejar. Houve aumento da população de rua e as comunidades mais pobres são alijadas de qualquer decisão."
Quanto à decisão do próprio Majeski, bem, ele mesmo estabeleceu um prazo:
"Quero resolver essa questão (do partido ao qual se filiar) até dezembro".
Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.