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Eleições 2024

Majeski se filia ao PDT para disputar a Prefeitura de Vitória

Ex-deputado estadual disse acreditar que a corrida pelo comando do Executivo municipal, na reta final, vai escapar da polarização política

Publicado em 07 de Março de 2024 às 13:22

Públicado em 

07 mar 2024 às 13:22
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

Sergio Majeski discursa na Câmara de Vitória em evento de filiação ao PDT
Sergio Majeski discursa na Câmara de Vitória em evento de filiação ao PDT Crédito: Letícia Gonçalves
Pré-candidato a prefeito de Vitória, o ex-deputado estadual Sergio Majeski filiou-se ao PDT na noite de quarta-feira (7). Ele saiu do PSDB já que, lá, não teria espaço para concorrer. Os tucanos já têm a pré-candidatura do ex-prefeito Luiz Paulo Vellozo Lucas.  
O ato de filiação do novo pedetista ocorreu na Câmara de Vitória e foi marcado pela presença dos agora principais aliados do ex-deputado: o prefeito da Serra, Sérgio Vidigal, o presidente estadual do partido, Weverson Meireles, o presidente municipal do PDT, Júnior Fialho, e outra pessoa, que não pertence à legenda, o presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Santos (Podemos).
Desde março de 2023, Majeski ocupa um cargo comissionado na Casa, é diretor da Escola do Legislativo.
Professor de Geografia, o ex-deputado tem a Educação como bandeira prioritária. "Mas uma coisa não exclui a outra", ressaltou, ao discursar no evento de quarta à noite, lembrando que ações em outras áreas também são importantes e se conectam à Educação. 
Majeski não fez críticas ao prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos) nem a outros potenciais adversários nas urnas. "Minha candidatura não é contra A, B ou C (...) pretendo aperfeiçoar as coisas boas e cuidar das que foram relegadas. Construir uma proposta firme e crível para a cidade", afirmou.
Há o risco de que, na Capital, a eleição municipal seja contaminada pelo debate ideológico nacional. É o que se pode depreender, por exemplo, dos discursos e publicações em redes sociais dos vereadores de Vitória.
Outro fator que aquece o pleito é o fato de haver um prefeito de centro-direita na administração e que, muito provavelmente, vai tentar a reeleição. Do outro lado, há a pré-candidatura do deputado estadual e ex-prefeito João Coser (PT). 
Para completar, outro pré-candidato, o deputado estadual Capitão Assumção (PL), foi preso preventivamente por ordem do Supremo Tribunal Federal. Assumção, contudo, obteve uma vitória política quando, também nesta quarta, a Assembleia Legislativa decidiu, por 24 votos contra 4, suspender os efeitos da prisão.
Bolsonarista e extremista, solto, o deputado do PL tem potencial para colocar lenha na fogueira da polarização, ainda que repita o desempenho tímido que apresentou nas eleições de 2020, quando ficou em quarto lugar, com 7,22% dos votos, entre os candidatos à prefeitura.
Majeski, porém, disse acreditar que a batalha ideológica, que trata de assuntos que pouco têm a ver com a função de um prefeito, não vai definir o resultado da eleição municipal.
"Quando a campanha começar, boa parte da população vai estar interessada no debate (...) Essas pautas de costume não cabem na discussão quando é um cargo Executivo que está em jogo", avaliou, em entrevista à coluna.
"Grande parte da população vai querer saber de propostas concretas "
Sergio Majeski (PDT) - Pré-candidato a prefeito de Vitória
"Já namoramos Majeski desde 2022. Se ele tivesse vindo (para o partido naquele ano) teríamos feito dois deputados federais do PDT", discursou Vidigal. O partido não elegeu nenhum deputado federal.
"É o casamento perfeito. Majeski tem tudo a ver com as bandeiras do PDT", opinou Weverson Meireles.
A sigla, entretanto, não costuma ser protagonista das eleições em Vitória. Os pedetistas são mais fortes na Serra, reduto de Vidigal, quadro histórico da legenda e que está no exercício do mandato.
Pré-candidato a vereador, Pedro Trés criticou, ao discursar, a "ladainha de que o PDT de Vitória não é relevante, que é moeda de troca".
Com Majeski, o partido pode ter a chance de mostrar o contrário.
Mas, por enquanto, segue sozinho. "Vamos em busca de parcerias com outros partidos. Seria melhor uma chapa que não fosse puro-sangue", comentou o ex-deputado estadual. 
"Fui candidato (em 2018) a deputado estadual sem um centavo do partido (o PSB, na época) e fui o mais votado. É possível, com criatividade e força de vontade", cravou.
Em 2018, Majeski recebeu 47.015 votos. Em 2022, na disputa pelo cargo de deputado federal e filiado ao PSDB, seu capital político diminuiu, foi a escolha de 40.124 eleitores, sendo 11.023 deles em Vitória. 
Na cidade, ele foi o quarto candidato mais votado à Câmara dos Deputados.
Sérgio Vidigal, Júnior Fialho, Sergio Majeski e Marcelo Santos
Sérgio Vidigal, Júnior Fialho, Sergio Majeski e Marcelo Santos Crédito: Letícia Gonçalves
ELOGIOS A MARCELO
Os primeiros elogios de Sergio Majeski ao discursar foram para Marcelo Santos. "A Assembleia nunca esteve tão aberta à sociedade", afirmou o ex-deputado.
Ele também parabenizou o presidente da Assembleia pela forma como conduziu a deliberação sobre a prisão de Assumção, mas preferiu não "entrar no mérito do resultado".
ELOGIOS DE MARCELO
Marcelo, que, aliás, já foi filiado ao PDT, rasgou elogios ao diretor da Escola do Legislativo. "O Espírito Santo perdeu a oportunidade de ter um grande deputado federal", lamentou, referindo-se às eleições de 2022.
"Extremismo não produz nada para o Brasil. Majeski é do diálogo, ouve a outra parte, ainda que não concorde", pontuou o presidente da Assembleia.
COSER PRESENTE
Quem participou do evento, na primeira fila da plateia, foi a vereadora de Vitória Karla Coser, filha de João Coser.
A META
De acordo com o presidente estadual do PDT, a meta do partido é disputar 20 prefeituras no Espírito Santo este ano. Hoje, a sigla comanda seis.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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