Majeski vai se filiar ao PDT em fevereiro e disputar a Prefeitura de Vitória
De saída do PSDB
Majeski vai se filiar ao PDT em fevereiro e disputar a Prefeitura de Vitória
O ex-deputado estadual Sergio Majeski diz que a migração do PSDB para o PDT dá-se com a condição de poder concorrer ao Executivo municipal
Publicado em 25 de Janeiro de 2024 às 16:15
Públicado em
25 jan 2024 às 16:15
Colunista
Letícia Gonçalves
lgoncalves@redegazeta.com.br
Sergio Majeski em 2022, quando era deputado estadualCrédito: Ana Salles/Ales
O ex-deputado estadual Sergio Majeski está de saída do PSDB e vai se filiar ao PDT em fevereiro. De acordo com o próprio Majeski, a mudança ocorre após ele obter a garantia dos pedetistas de que vai ter espaço para disputar a Prefeitura de Vitória em 2024.
"Foi me garantido, em absoluto, a legenda, que eu só não seria candidato se eu não quisesse", afirmou o ex-deputado à coluna, nesta quinta-feira (25). O ato de filiação deve ocorrer entre os dias 22 e 24 de fevereiro.
Em 2020, Majeski tentou concorrer ao comando do Executivo municipal. Na época, ele estava filiado ao PSB, que preferiu lançar o então vice-prefeito de Vitória, Sérgio Sá, como candidato.
Já em 2022, no PSDB, Majeski, então deputado estadual, concorreu a uma vaga na Câmara dos Deputados. Recebeu 40.124 votos em todo o estado, sendo 11.023 em Vitória. Não foi eleito.
Os cerca de 40 mil votos são uma marca expressiva, mas inferior à alcançada por ele em 2018, quando foi o deputado estadual mais votado, escolhido por 47.015 eleitores.
Desde março de 2023, o ex-parlamentar ocupa o cargo comissionado de diretor da Escola do Legislativo, na Assembleia.
POR QUE O PDT?
O principal motivo que levou Sergio Majeski a ir para o PDT foi, justamente, o fato de o partido lhe garantir espaço para disputar a Prefeitura de Vitória, algo que ele não teria no PSDB.
"Para nós, aqui, Majeski vem para ser candidato, sim", afirmou o presidente estadual do PDT, Weverson Meirelles. As tratativas sobre a corrida local são protagonizadas pelo presidente municipal do partido, Júnior Fialho.
"Só estou indo na condição de disputar a prefeitura. Fora isso, não teria necessidade de trocar de partido agora", frisou Majeski, que já alinhavou tudo com Fialho.
"Sergio Majeski será o candidato do PDT à Prefeitura de Vitória"
Júnior Fialho - Presidente do PDT de Vitória
O ex-deputado estadual se define como um político de centro-esquerda, "mais para o centro" e não abraça por inteiro a cartilha programática dos pedetistas.
"Não existe partido ideal (...) Não me alinho, provavelmente, com toda a filosofia histórica do PDT, mas com alguns pontos, sim. Não me apego cegamente a uma doutrina ou ideologia", ressaltou Majeski.
Para efeitos de administração municipal, realmente, o componente ideológico faz menos sentido do que numa disputa por um cargo no parlamento, por exemplo, em que discursos, por vezes vazios, e vídeos curtos para viralizar nas redes sociais dão o tom.
O DESAFIO
O desafio de Majeski, além da queda no número de votos entre 2018 e 2022, porém, é que, em praticamente todos os partidos pelos quais passou, ele não formou um grupo político para chamar de seu.
Via de regra, candidatos viáveis em disputas por prefeituras têm um séquito de candidatos a vereador e nomes de destaque em alguma máquina pública para lhes respaldar.
O ex-deputado, entretanto, considera que a ausência desses aliados não é uma fraqueza e sim um trunfo.
"Meu maior trunfo é não ter um grupo de políticos profissionais, Meu grupo eu pretendo que seja a população de Vitória. Acredito na adesão da sociedade", avaliou.
Na Grande Vitória, o único outro (muito) provável candidato do PDT ao comando de uma prefeitura, é Sérgio Vidigal, na Serra.
Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.