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Eleições 2026

Marcelo Santos sobre Arnaldinho: “Ser candidato a qualquer custo dificulta o diálogo”

Presidente da Assembleia Legislativa apoia o vice-governador Ricardo Ferraço na disputa pelo Palácio Anchieta e concedeu entrevista exclusiva à coluna

Publicado em 20 de Outubro de 2025 às 10:25

Públicado em 

20 out 2025 às 10:25
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

O presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Santos, no Pedra Azul Summit
O presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Santos, no Pedra Azul Summit Crédito: Carlos Alberto Silva
O presidente da Assembleia Legislativa do Espírito Santo, Marcelo Santos (União Brasil), há tempos escolheu um lado na corrida pelo Palácio Anchieta. Ele apoia a pré-candidatura do vice-governador Ricardo Ferraço (MDB). O União, partido presidido por Marcelo no estado, entretanto, está federado com o Progressistas que, por sua vez, convidou outro pré-candidato ao governo a se filiar, o prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo.
Em nenhum momento o PP garantiu a Arnaldinho que, na sigla, ele teria mesmo condições de concorrer ao comando do Executivo estadual, mas a eventual filiação do prefeito poderia gerar atritos na federação.
Em entrevista exclusiva à coluna, Marcelo Santos negou, de pronto, qualquer desentendimento com o presidente estadual do PP e da União Progressista, deputado federal Da Vitória, e até elogiou Arnaldinho, mas criticou quem "se coloca na condição de candidato a qualquer custo", um recado endereçado ao político canela verde:
"Se você está numa mesa discutindo possibilidades e se coloca na condição de que é candidato a qualquer custo ... Como é que você vai discutir outras possibilidades se você já tem uma decisão tomada?".
O presidente da Assembleia falou à coluna na última sexta-feira (17), durante o Pedra Azul Summit, evento da Rede Gazeta que reúne lideranças empresariais e políticas.
"Pode se colocar à disposição. Agora, decidir que a candidatura é irrevogável? Tudo pode acontecer até o mês de abril", completou Marcelo. 
Prefeitos que quiserem ser candidatos em 2026 têm que renunciar aos atuais mandatos até o início de abril do ano que vem, uma decisão difícil e arriscada.
"Acho ele um grande ativo. Sou amigo do prefeito Arnaldinho e não vejo problema algum no convite que foi feito pelo deputado federal Da Vitória, mas o convite foi feito pelo Progressistas e não pelo União Brasil", cravou Marcelo.
No dia seguinte, o presidente da Assembleia foi a Colatina prestigiar evento realizado em comemoração aos 35 anos da formatura da turma de policiais militares da qual Da Vitória fez parte. Lá, fez questão de afirmar ao colega:
"Tem muita gente que está do nosso lado, mas deveria estar do lado de lá, porque tenta criar atrito onde não tem. Estamos mais juntos do que nunca e vamos seguir juntos".
Ao lado dos dois, estava Ricardo Ferraço. Um sinal de proximidade da federação com o vice-governador, mesmo em meio ao convite feito a Arnaldinho.
Marcelo Santos, Da Vitória e Ricardo Ferraço em Colatina
Marcelo Santos, Da Vitória e Ricardo Ferraço em Colatina, no sábado (18) Crédito: Divulgação
"Não vou ser pedra de tropeço para ninguém, isso significa que eu não quero entrar para dificultar a vida de ninguém", afirmou Arnaldinho.
"Ou eu entro para somar, para construir, para que a gente possa ser um um caminho viável, ou eu não entro"
Arnaldinho Borgo (sem partido) - Prefeito de Vila Velha
Em agosto, Da Vitória projetou que a filiação do prefeito ocorreria "em breve", mas isso já não parece provável.
Nos bastidores, o problema é justamente a falta de garantia do PP e da federação de que o prefeito poderia disputar o Palácio Anchieta, caso filiado ao Progressistas.
União e PP fazem parte da base do governador Renato Casagrande (PSB) e o núcleo casagrandista já ungiu Ricardo como o nome escolhido para disputar o governo. 
Arnaldinho, também aliado a Casagrande, tenta virar o jogo, mas tem cada vez menos opções no tabuleiro político-partidário.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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