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Eleições 2026

Meneguelli se filia ao PSD com garantia de disputar o Senado: "Saí da senzala"

Kassab tratou publicamente o ex-prefeito de Colatina como pré-candidato à Casa. Ele deixou o Republicanos, partido do prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini

Publicado em 06 de Março de 2026 às 16:08

Públicado em 

06 mar 2026 às 16:08
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

O deputado estadual Sérgio Meneguelli
O deputado estadual Sérgio Meneguelli Crédito: Fernando Madeira
O deputado estadual e ex-prefeito de Colatina Sérgio Meneguelli obteve, finalmente, a palavra do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, de que é mesmo pré-candidato ao Senado. O parlamentar saiu do Republicanos e assinou a ficha de filiação ao partido de Kassab na quinta-feira (05), em São Paulo. Ao lado dele, esteve o presidente estadual da sigla, o prefeito de Colatina, Renzo Vasconcelos.
Meneguelli já havia anunciado que migraria para o PSD, estava apenas aguardando a janela partidária, período em que deputados podem trocar de legenda sem risco de perder o mandato. A janela começou na quinta.
"Meneguelli dispensa apresentações, por sua história de vida bonita (...) o PSD festeja a filiação dele, vem para fazer a diferença no Congresso Nacional e para se apresentar como pré-candidato a senador. Vai ser um dos melhores senadores da história do Espírito Santo", afirmou Kassab, em vídeo publicado no Instagram.
Em entrevista à coluna nesta sexta (6), Meneguelli também comemorou a saída do Republicanos:
"Saí da senzala ontem (quinta-feira), me filiei ao PSD e estou me sentindo livre"
Sérgio Meneguelli (PSD) - Deputado estadual
Em outubro, o deputado estadual já havia usado uma analogia parecida, ao dizer que o Republicanos não lhe dava "carta de alforria", para se desfiliar antes da janela partidária.
Renzo, também em entrevista à coluna nesta sexta, confirmou que Meneguelli tem espaço para concorrer ao Senado e que não há tratativas para que o deputado "desça" para disputar uma vaga de deputado federal.
O principal objetivo do PSD no estado é eleger nomes à Câmara dos Deputados, algo estratégico para todas as siglas, via de regra.
"Meneguelli não está disposto a disputar nenhum cargo que não seja o de senador e tenho esse compromisso com ele", reforçou o presidente estadual do partido.
Em 2022, o ex-prefeito sofreu uma rasteira do Republicanos. Inicialmente, a sigla o lançaria ao Senado, mas acabou por colocar o nome de Erick Musso nas urnas. A Meneguelli coube disputar uma vaga na Assembleia Legislativa.
A incógnita é se, na nova sigla, algo parecido poderia se repetir. Renzo, como se vê, garantiu que não.
O PSD também abriga o ex-governador Paulo Hartung, outro cotado para concorrer ao Senado.
AJUDA INDIRETA
Nos bastidores, especula-se que o vice-governador Ricardo Ferraço contribuiu indiretamente e, talvez, sem querer, para que Meneguelli obtivesse a palavra de Kassab.
É que, de acordo com o próprio Meneguelli, Ricardo o convidou recentemente para se filiar ao MDB, em vez do PSD.
Mas o MDB já tem dois pré-candidatos ao Senado, a ex-senadora Rose de Freitas e o prefeito de Cariacica, Euclério Sampaio.
"O vice-governador Ricardo Ferraço me convidou, mas o MDB tem um problema, a Rose de Freitas, que é uma figura histórica. Ela tem o apoio da presidência nacional do MDB para disputar o Senado. Fui convidado pelo União Brasil também, com a garantia do deputado Marcelo que eu poderia ser candidato a senador", revelou Meneguelli.
"Mas eu já estava caminhando com o Renzo, ele já tinha esse compromisso comigo", completou.
"Quando o MDB acenou para o Meneguelli, isso fez alguma pressão sobre o PSD, que se mexeu", avaliou uma raposa política que observou tudo isso bem de perto.
PAZOLINI OU RICARDO?
Em outubro, ao anunciar que se filiaria ao PSD na janela partidária, Meneguelli afirmou, com todas as letras, à coluna que apoiaria o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos) como candidato ao Palácio Anchieta.
"Pretendo apoiar Pazolini, independentemente (...) mas o PSD deve ficar com Pazolini", afirmou, na ocasião.
Agora, ele já mudou o tom.
"Eu tenho que seguir o meu partido, não posso ser infiel. Isso nós vamos conversar, mas eu não teria dificuldade de apoiar Pazolini e nem teria dificuldade de apoiar Ricardo. Kassab deu liberdade para (o PSD-ES) apoiar quem quiser".

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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