Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Eleições 2024

Muito (possível) candidato num lugar só na corrida pela Prefeitura de Vitória

Na federação de Cidadania e PSDB há diversos interessados no Executivo municipal. Entre eles, Gandini, que deixou a base de apoio ao governo Casagrande. Confira os nomes

Publicado em 18 de Fevereiro de 2023 às 09:23

Públicado em 

18 fev 2023 às 09:23
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

Prédio da Prefeitura Municipal de Vitória
Comando da Prefeitura de Vitória vai estar em disputa em 2024 Crédito: Fernando Madeira
A eleição de 2024 é logo ali. Falta muito, mas falta pouco. Claro que a definição sobre quem vai disputar a Prefeitura de Vitória vai ocorrer lá na frente. Por enquanto, há apenas especulações.
Mas aqui trabalhamos com especulações também, ainda que não apenas com isso, que fique claro.
Pois bem. Da federação formada por Cidadania e PSDB, provavelmente, vai sair algum postulante ao comando da prefeitura da Capital.
Isso porque há diversos possíveis candidatos nesses dois partidos. Além da viabilidade eleitoral para escolher os nomes, tucanos e cidadanianos (?) já estão passando por turbulências políticas.
O Cidadania era um parceiro do PSB do governador Renato Casagrande havia tempos.
É verdade que, em Vitória, essa relação nem sempre foi bem azeitada. Vide o ano de 2020, em que o então vice-prefeito, Sérgio Sá (na época, filiado ao PSB), disputou a eleição para prefeito, mesmo com Gandini (Cidadania), na mesma corrida.
O então prefeito, Luciano Rezende (Cidadania), apoiador de Gandini, até exonerou Sá do cargo de secretário municipal de Obras.
Em âmbito estadual, contudo, o Cidadania atuava ao lado do PSB e vice-versa.
Gandini, deputado estadual e presidente do partido no Espírito Santo, porém, anunciou, na quinta-feira (16), que deixou a base de apoio a Casagrande.
Como foi candidato à Prefeitura de Vitória em 2020, ele é lembrado como um possível postulante ao cargo novamente, no ano que vem.
No pleito municipal anterior, o deputado não chegou ao segundo turno, que foi disputado por João Coser (PT) e Lorenzo Pazolini (Republicanos), com vitória deste.
O ex-prefeito Luciano Rezende, aliado de Casagrande, até é lembrado nos bastidores como possível candidato. Mas isso é improvável. Em 2022, ele não concorreu a nenhum cargo eletivo.
ENQUANTO ISSO, NO PSDB....
A situação no PSDB, irmão de federação do Cidadania, é um pouco diferente. O partido integra o governo estadual. Tem o vice, Ricardo Ferraço.
Oziel Andrade, vice-presidente que está em vias de assumir o comando da sigla no estado, afirma categoricamente que os tucanos estão ao lado de Casagrande, apesar do comportamento errático do deputado estadual Vandinho Leite (PSDB).
"Vandinho está na base. São questões pontuais", garantiu Andrade.
O deputado foi preterido pelo Palácio Anchieta na eleição para a presidência da Assembleia Legislativa.
Vandinho não partiu para a oposição e nem declarou que abandonou a base aliada. Mas dá sinais de afastamento em relação ao Palácio Anchieta.
Gandini já afirmou à coluna que PSDB e Cidadania vão ter lideranças diferentes no Legislativo estadual. Assim, podem ter comportamentos distintos em relação ao governo.
O Cidadania tem apenas Gandini como representante na Casa. O PSDB, além de Vandinho, conta com Mazinho dos Anjos, que é casagrandista.
Vandinho tem base eleitoral na Serra. Mazinho, em Vitória.
"Não digo nem que sim nem que não", afirmou Mazinho, ao ser questionado pela coluna sobre a intenção de disputar a prefeitura da Capital.
Em 2020 ele concorreu ao cargo de prefeito, mas pelo PSD.
"Eu entrei no partido recentemente, no limite do prazo de filiação (abril de 2022). Estou em pé no ônibus e respeito a hierarquia", complementou o deputado.
O ex-deputado estadual Sergio Majeski é outro nome do PSDB que pode entrar no páreo.
Ele é diretor de Estudos e Pesquisas do Instituto Jones dos Santos Neves, uma função comissionada no governo Casagrande, embora permaneça crítico à gestão, em alguns pontos.
Questionado se pretende concorrer à Prefeitura de Vitória, Majeski respondeu, de pronto: "Com certeza! Caso não consiga viabilizar a candidatura, vou participar ativamente de outra forma (das eleições)".
O PSDB tem ainda o ex-prefeito da Capital Luiz Paulo Vellozo Lucas, sempre lembrado quando o assunto é a disputa eleitoral na cidade.
O ex-prefeito também está no governo estadual. É subsecretário de Integração e Desenvolvimento Regional, na pasta de Desenvolvimento Econômico, comandada por Ricardo Ferraço.
Em 2020, Luiz Paulo ensaiou uma candidatura, nos bastidores, mas o partido preferiu lançar a então vereadora Neuzinha de Oliveira.
Aliás, Oziel Andrade lembrou do nome dela ao falar com a coluna sobre possíveis nomes do PSDB para concorrer à Prefeitura de Vitória em 2024.
Então aí já temos:
  • Fabrício Gandini 
  • Sergio Majeski 
  • Mazinho dos Anjos 
  • Luiz Paulo Vellozo Lucas 
  • Neuzinha de Oliveira
Somente um deles pode ser candidato pela federação.
É possível que o Podemos, que já incorporou o PSC, se junte a PSDB e Cidadania, como federação, não fusão.
As tratativas ocorrem em Brasília entre os partidos.
O Podemos não tem, a priori, nomes para concorrer ao comando do Executivo municipal em Vitória.
Um dos principais integrantes do partido na Capital era o vereador Armandinho Fontoura, que já não integra os quadros da legenda e está preso preventivamente por ordem do Supremo Tribunal Federal.
Gandini, após o rompimento com o governo Casagrande, afirmou que analisa os próximos passos na carreira política, pode até mudar de perfil. Já não se identifica prontamente, por exemplo, como uma pessoa de centro-esquerda, que é o perfil do Cidadania. 
Não seria surpresa se ele, que hoje preside o partido no estado, seguisse outros rumos, uma vez que a federação, como destacado aqui, está cheia de possíveis concorrentes.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Liga Ouro de basquete 2026: Joaçaba elimina Cetaf
Cetaf perde Jogo 3 e é eliminado da Liga Ouro de basquete
Imagem de destaque
A revolta com soldado de Israel que vandalizou estátua de Jesus no Líbano
Imagem de destaque
Ataque a tiros em pirâmides do México deixa turista morta e várias pessoas feridas

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados