No dia 1º de janeiro, quando Renato Casagrande (PSB) tomou posse do governo do Espírito Santo pela terceira vez, o comandante da Polícia Militar, coronel Douglas Caus, o do Corpo de Bombeiros, Alexandre Cerqueira, e o delegado-geral da Polícia Civil, José Darcy Arruda, continuavam nos cargos.
O socialista deve ter ouvido o cantor Thiaguinho, que fez show em Guarapari no primeiro dia do ano: "Deixa tudo como tá".
Como titular da pasta de Segurança Pública, Casagrande trouxe o coronel Alexandre Ramalho de volta.
Em entrevista à Rádio CBN Vitória, o próprio Ramalho pontuou, antes do anúncio do governador, que não era hora de trocar os comandos, em meio à operação verão e à contenção dos estragos provocados pelas recentes chuvas.
Boa parte desses coronéis vai sair de cena após a norma a ser aprovada pelo Legislativo, que vai antecipar aposentadorias. Isso facilita a vida de Caus.
Mas também abre uma janela para que o governador mude o comando, se quiser, uma vez que tenentes-coronéis a serem promovidos a coronéis passam a ser opções para o socialista.
Caus é o mais longevo ocupante do posto no Espírito Santo desde a redemocratização do país (a partir de 1985). Contabiliza dois anos e oito meses à frente da tropa.
No Corpo de Bombeiros, o coronel Cerqueira está no posto desde janeiro de 2019, quando Casagrande assumiu o segundo mandato.
Ele foi um dos responsáveis por coordenar a equipe do centro de comando e controle da pandemia de Covid-19 no estado, um dos períodos mais críticos da gestão estadual.
Arruda, por sua vez, é delegado-geral da Polícia Civil desde janeiro de 2019.