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Eleições 2026

O caminho de Contarato na busca pela reeleição

Senador do PT já afirmou que vai tentar, em 2026, mais oito anos de mandato. Cenário, entretanto, é diferente do de 2018, quando ele obteve mais votos que Renato Casagrande

Publicado em 25 de Fevereiro de 2025 às 08:04

Públicado em 

25 fev 2025 às 08:04
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

Senador Fabiano Contarato (PT)
Senador Fabiano Contarato (PT) Crédito: Andressa Anholete/Agência Senado
O senador Fabiano Contarato (PT) lançou-se pré-candidato ao governo do Espírito Santo em 2022 e depois recuou, ou foi recuado, pelo próprio partido, que decidiu apoiar a reeleição de Renato Casagrande (PSB) naquele ano. Em 2026, porém, Contarato não pretende tentar traçar o caminho para o Palácio Anchieta. Já anunciou que vai disputar a reeleição.
Em 2018, ele foi eleito com 1.117.036 votos, mais que os 1.072.224 obtidos pelo próprio Casagrande. Na época, Contarato estava filiado à Rede e havia ganhado notoriedade por ter sido o titular da Delegacia de Delitos de Trânsito.
Somente em janeiro de 2022 o senador ingressou nos quadros do PT, afirmando que sempre foi petista.
De lá pra cá, Contarato já disse e repetiu que nunca enganou ninguém e que foi eleito por uma sigla de esquerda (a Rede). Mas, de fato, muitos eleitores não se atentaram ao partido e votaram no "delegado linha dura", perfil que agrada mais a quem é de direita.
Ano que vem vai ser diferente. O PT é um partido muito mais robusto que a Rede. Amado por alguns e odiado por outros, jamais ignorado.
Contarato vai concorrer à reeleição, portanto, com vantagens e desvantagens. A dor e a delícia de ser petista, os prós e os contras da visibilidade que lhe foi conferida pelo atual mandato.
Outro fator é que, em 2018, ele foi beneficiado por uma espécie de "onda da mudança", que o elegeu ao lado de Marcos do Val (na época, filiado ao Cidadania) e impôs derrotas a Magno Malta (PL) e Ricardo Ferraço (então filiado ao PSDB).
Agora, Contarato não é exatamente uma novidade. Em 2025, vai ser um parlamentar com oito anos de mandato em busca de mais oito anos na cadeira.
OLHA O QUE ELE FEZ
Embora o senador seja identificado pelas críticas feitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), na prática votou a favor de vários projetos enviados pela gestão do então chefe do Executivo federal.
E discorda da militância petista em alguns temas. Contarato, por exemplo, votou pelo fim das saidinhas concedidas a presidiários.
"Sou candidato e estou entusiasmado para disputar a reeleição", afirmou o senador, à coluna.
"Aprovei cadeia para motorista embriagado, que era minha bandeira de campanha. Fui autor da Lei da Enfermagem, fui relator das leis da Polícia Civil, da Polícia Militar e dos Bombeiros", exemplificou, como feitos do mandato e motivos para ser reeleito.
"Tem emendas minhas em todos os municípios do Espírito Santo, que atendi sem critério ideológico. Nunca utilizei a emenda Pix, que é algo que viola a transparência e a moralidade públicas", completou.
A presidente estadual do PT, deputada federal Jack Rocha, diz que a prioridade do partido em 2026 é reeleger os atuais mandatários. E o primeiro da lista a ser lembrado por ela é Contarato. 
Enquanto isso, o senador desenvolve atividades no Senado. Foi eleito recentemente para presidir a Comissão de Meio Ambiente da Casa.
Aliás, ele defendeu, em entrevista à coluna que "temos que ser pragmáticos" em relação à pauta ambiental, ao ser questionado sobre a polêmica a respeito da pesquisa e da  exploração de petróleo na Margem Equatorial do Amapá.
"O presidente Lula apenas cobrou que o Ibama dê uma resposta definitiva (o presidente Lula criticou o "lenga lenga" do Ibama e afirmou que o órgão ambiental parece trabalhar contra o governo) sobre se autoriza ou não a pesquisa. Não é nem a exploração, é a pesquisa para saber se seria o caso de fazer a exploração de petróleo a 180 quilômetros da costa brasileira. A Guiana, ali do lado, já explora", afirmou Contarato.
"É possível que economia e meio ambiente andem de mãos dadas."
DUAS VAGAS
Em 2026, duas vagas no Senado vão estar em disputa no Espírito Santo. Uma delas deve ser disputada pelo governador Renato Casagrande (PSB). Para isso, ele vai ter que renunciar ao comando do Palácio Anchieta no início de abril do ano que vem.
O PL estadual pretende lançar o deputado federal Gilvan da Federal ao cargo. E Evair de Mello (PP) também se movimenta nesse sentido. Há ainda a especulação sobre a possível candidatura do ex-governador Paulo Hartung (em vias de se filiar ao PSD) ao posto.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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