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Vidigal x Audifax

O "fator Muribeca" na eleição para a Prefeitura da Serra em 2024

Deputado estadual filiou-se recentemente ao Republicanos e foi lançado pré-candidato na cidade. Adversários já adotam estratégias e levantam uma questão:  "O que é realmente novo?"

Publicado em 05 de Dezembro de 2023 às 02:15

Públicado em 

05 dez 2023 às 02:15
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

O deputado estadual Pablo Muribeca
O deputado estadual Pablo Muribeca Crédito: Lucas S. Costa/Ales
Não são apenas tradicionais políticos da Serra, como o ex-prefeito Audifax Barcelos (PP) e o atual chefe do Executivo municipal, Sérgio Vidigal (PDT), que se movimentam desde já de olho nas eleições de 2024.
O deputado estadual Pablo Muribeca saiu do Patriota — que se fundiu ao PTB, dando margem legal para a saída do parlamentar — para o Republicanos. Filiou-se à nova legenda no último dia 23.
Caricato e com um onipresente chapéu sobre a cabeça, Muribeca tem feito barulho, para o bem ou para o mal, nas sessões da Assembleia e fora do Legislativo.
Um exemplo foi a "Operação Peixada", que não foi, realmente, uma operação policial e sim uma "batida" que o próprio Muribeca, acompanhado de alguns vereadores da Serra, fizeram no Sine da cidade para flagrar uma suposta fraude, que consistiria no direcionamento de vagas de emprego.
A Polícia Militar foi acionada e o caso foi parar na Polícia Civil, que não encontrou provas de ilegalidades cometidas no Sine. O deputado e os vereadores vão ser processados pela Prefeitura da Serra.
A coluna apurou, nas últimas semanas, que o "fator Muribeca" ou, mais precisamente, um possível ímpeto por renovação na política da Serra tem feito velhos caciques, e não apenas eles, ficarem de orelha em pé e traçarem algumas estratégias.
Audifax e Vidigal revezam-se no comando da prefeitura desde 1997. Se o pedetista tentar a reeleição no ano que vem — que é o cenário mais provável — e o ex-prefeito entrar na corrida, os eleitores da cidade vão se ver, mais uma vez, entre um e outro.
Quem não quiser votar em um desses rostos conhecidos, vai ter, por exemplo, a opção de escolher Muribeca, já lançado pré-candidato pelo Republicanos.
Assim, o deputado estadual, que foi vereador por meio mandato (saiu da Câmara da Serra após dois anos para assumir o cargo na Assembleia, em 2023) e não tem experiência na administração municipal, poderia personificar "o novo".
Presidente estadual do Republicanos, Erick Musso afirmou, no evento que marcou a filiação de Muribeca ao partido, que “é hora de a Serra ser oxigenada e respirar novos ares”.
“Nos meus tempos de infância, esses poderosos que aí estão já estavam no poder”, discursou o próprio parlamentar, na ocasião.
Não à toa, Audifax, no ato que marcou sua entrada no PP, no último sábado (2), incentivou que mais pessoas se candidatem à prefeitura. De acordo com ele, seria algo bom para a democracia.
Mas há uma questão pragmática envolvida aí, embora o ex-prefeito não tenha verbalizado isso.
Se apenas Vidigal, Audifax e Muribeca despontarem como candidatos, o carimbo de "novo" no deputado ficaria mais fácil de "colar".
Se outros, que também não foram prefeitos, tentarem a sorte, isso poderia ficar pulverizado, o que seria melhor para o pedetista e o progressista.
O Novo, por exemplo, tem pré-candidato na Serra, o empresário Wilson Zon, e o PL deve entrar na corrida. 
PL X REPUBLICANOS
Uma disputa entre PL e Republicanos na cidade também seria interessante para o prefeito e o ex-prefeito, pois teria potencial para dividir, no primeiro turno, o voto da direita conservadora mais arraigada.
O Partido Liberal, no Espírito Santo, é liderado pelo senador Magno Malta. No dia 9 de novembro, o ex-presidente da República Jair Bolsonaro, estrela nacional da legenda, foi homenageado na Assembleia Legislativa.
Estava ladeado por Magno. Muribeca, por sua vez, também marcou presença.
Lá, ouviu o senador dizer que conservadores, de verdade mesmo, são somente os parlamentares do PL, salvo raras exceções.
Erick Musso respondeu à declaração de Magno, ao filiar Muribeca, no último dia 23: “Ser conservador está muito acima de ser apenas de uma sigla partidária. O conservadorismo neste país está acima de uma denominação e não tem dono, não tem extremismos”,
O conceito do que é ser conservador, cristão, "cidadão de bem", entretanto, é bem fluido, principalmente na política.
Pablo Muribeca tenta se inserir no segmento.
Vidigal e Audifax são evangélicos e também têm espaço entre o eleitorado que se identifica com esses valores.
O ex-prefeito, aliás, diz que decidiu se filiar ao PP, uma sigla do centrão na Câmara dos Deputados, mas que, no estado, concentra mais expoentes da direita, porque, na prática, sempre foi conservador, apesar de ter passado por PT, PDT, PSB e Rede, siglas de centro-esquerda.
Embora a maioria das pessoas nem saiba descrever o que um espectro político ou outro representa, a divisão entre esquerda x direita, bolsonaristas x lulistas deu o tom da campanha estadual de 2022 e muitos apostam que isso pode se repetir no pleito municipal.
Na Serra, além disso, entram os fatores velho x novo e o questionamento: o que é, realmente, novidade?

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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