Mas nesta terça-feira (11) o governador admitiu, em entrevista à coluna, que Da Vitória "é uma alternativa para candidatura ao Senado". "Tem um debate interno que envolve ele e envolve os aliados, de que ele pode ser uma alternativa, mas não teve um convite para isso", pontuou Casagrande.
Nos últimos dias, o progressista, que é de Colatina, percorreu municípios do interior, em um sinal de que tenta se viabilizar. Não é raro que o parlamentar faça incursões por cidades como essas, mas o ritmo da investida chama a atenção.
Entre sexta-feira (7) e domingo (9), Da Vitória esteve em Itapemirim, Atílio Vivácqua, Dores do Rio Preto e Iconha. Neste último, aliás, participou de uma corrida de rua ao lado do governador.
A coluna tentou contato com o deputado, mas não conseguiu falar com ele até a publicação deste texto.
Já na segunda (10), o parlamentar do PP almoçou com deputados estaduais, em Vitória, a convite do presidente da Assembleia, Marcelo Santos (União Brasil). Todos os integrantes da bancada federal foram chamados. Evair de Melo (PP), por exemplo, também compareceu.
Da Vitória é cabo da reserva da Polícia Militar, foi deputado estadual por três vezes e está no segundo mandato como deputado federal.
Apoia o governador Casagrande, mas é um político de centro-direita. Na Câmara, integra as frentes Evangélica e Armamentista, por exemplo.
Para ser eleito senador, Da Vitória teria que multiplicar os votos que recebeu em 2022. Na ocasião, foi escolhido por 71.779 eleitores, menos que os 74.787 de 2018.
As cadeiras que vão estar em disputa no ano que vem são ocupadas por Fabiano Contarato (PT) e Marcos do Val (Podemos), que receberam, em 2018, 1.117.036 e 863.359 votos, respectivamente.
Quanto ao próprio Casagrande, ele diz que somente vai decidir em 2026 se vai ou não renunciar ao mandato no Palácio Anchieta para concorrer ao Senado.