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Eleições 2022

O posicionamento político do governo do ES após o voto CasaNaro

Renato Casagrande foi reeleito com uma ampla aliança, que incluiu até bolsonaristas. Mas diz que a gestão que começa em 2023 não vai sinalizar à centro-direita

Publicado em 24 de Novembro de 2022 às 06:33

Públicado em 

24 nov 2022 às 06:33
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

Governador Renato Casagrande
Governador Renato Casagrande Crédito: Helio Filho/Secom
A frente ampla que reelegeu o governador Renato Casagrande (PSB) no Espírito Santo foi tão abrangente que adotou até a estratégia do voto CasaNaro, ou BolsoGrande, em busca dos eleitores do presidente Jair Bolsonaro (PL). O atual chefe do Executivo é mais popular entre os capixabas que o presidente eleito Lula (PT), apoiado por Casagrande.
Considerando que agentes de direita e centro-direita foram essenciais para a vitoria do socialista num segundo turno acirrado contra o bolsonarista Manato (PL), a expectativa é que o mandato que começa no ano que vem reflita essa composição.
O PT de Lula, entretanto, também contribuiu, ao retirar o senador Fabiano Contarato da corrida pelo Palácio Anchieta. E ainda não se contrapôs à estratégia CasaNaro.
Então para qual lado o próximo governo deve pender?
Quem respondeu ao questionamento da coluna foi o próprio Casagrande:
“O governo, em termos de posicionamento político, não vai mudar muito. Temos histórico de governos progressistas, não tem muito como referência esquerda ou direita”.
“(Um governo) que procura incluir pessoas e atender as mais vulneráveis, vai ser a mesma linha”, complementou o governador.
Isso, entretanto, não encerra as questões.
Como fica composição do secretariado? Partidos ou pessoas de centro-direita devem ter mais espaço em comparação com a atual gestão?
“Não. Já tenho o PP (partido até então bolsonarista), que tende a continuar no governo. E o PT também poderá ter representação”, adiantou Casagrande.
À luz da iminente chegada do PT ao primeiro escalão, o governo sinalizaria até mais à esquerda, em tese.
Casagrande somente deve anunciar nomes de futuros secretários em dezembro. Mas as especulações correm soltas.
O APETITE DO PSB
Recentemente, o deputado estadual reeleito Marcelo Santos (Podemos), aliado do governador, criticou o que considera excesso de participação do PSB na administração estadual, não apenas em relação aos cargos entregues ao partido, mas à influência do partido na gestão.
O pano de fundo é a eleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, que tem como um dos possíveis candidatos o deputado estadual eleito Tyago Hoffmann (PSB).
Hoffmann foi um supersecretário de Casagrande, comandou, ao mesmo tempo, as áreas de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia entre outras.
O governador avaliou, em conversa com a coluna, que os apontamentos de Marcelo Santos são “naturais", deixou por menos. Mas ressaltou que, na verdade, o PSB não comanda muitos espaços no governo. "Às vezes a pessoa é filiada, mas não tem militância. Considero de partido quem é dirigente", afirmou Casagrande.
O FATOR RICARDO FERRAÇO
Embora Casagrande tenha afirmado que o posicionamento político do governo não vai mudar, alguma coisa vai. A começar pela composição do secretariado, que ele já disse que vai sofrer alterações em comparação com o atual primeiro escalão.
E uma coisa também é certa: a ascendência do vice, Ricardo Ferraço (PSDB). Desde a campanha eleitoral o governador já havia dito que Ricardo vai coordenar as áreas de Desenvolvimento Econômico, Agricultura e Meio Ambiente, por exemplo, mesmo que não seja titular de nenhuma pasta. 
O tucano, por sua vez, é de centro-direita e não foi escolhido à toa para ser parceiro de chapa do governador. O empresariado, do qual Ricardo é próximo, tem críticas à demora para a concessão de licenças ambientais.
O próprio Casagrande já reconheceu que o Iema (Instituto Estadual do Meio Ambiente) ainda está "saindo da Idade da Pedra", já que é todo analógico, mas creditou o estado do órgão à gestão anterior. 
A participação de Ricardo Ferraço, não como vice decorativo, já deve resultar em alguma mudança de sentido na direção do governo, ainda que moderada. 

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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