Candidato a prefeito de Vila Velha pelo PL, partido que faz oposição ao governo Renato Casagrande (PSB), Coronel Ramalho,
como a coluna mostrou, "partiu para cima" do prefeito Arnaldinho Borgo (Podemos), que tenta a reeleição. Uma das principais táticas de Ramalho é criticar o atual chefe do Executivo municipal por este ter se aliado "à esquerda", com menções diretas e frequentes ao PSB de Casagrande.
Como o governador responde aos mais recentes posicionamentos do ex-secretário? A coluna o questionou, no último sábado (11). Em entrevista exclusiva, ele, primeiramente, afirmou que não iria, de fato, rebater o ex-aliado. A não resposta do governador, contudo, já diz muita coisa:
"As pessoas observam o comportamento de quem é candidato, né? Se aquilo que ele está falando representa a sua história ou não, se aquilo que ele está manifestando representa a sua vida recente ou não".
"Se ele (Ramalho) estiver certo, poderá ganhar a eleição. Se estiver errado, poderá perder a eleição", acrescentou Casagrande.
O que pesou na escolha do nome dele foi, justamente, a filiação partidária. Ao dar a vaga para Cael, Arnaldinho deixou de escanteio o presidente da Câmara Municipal, Bruno Lorenzutti (MDB).
Em vídeo publicado recentemente, Ramalho, implicitamente, considerou isso "traição" da parte do prefeito em relação a um antigo aliado (Lorenzutti).
E, em mais de uma ocasião, o coronel afirmou que o problema é Vila Velha "ser governada pela esquerda", e que "o PSB é esquerda, é vice do Lula (PT)", em referência ao vice-presidente da República, Geraldo Alckmin.
Quando questionado pelo fato de ter sido secretário do governo Casagrande, Ramalho responde que exerceu a função de forma técnica, sem vinculação política.
Um cargo no primeiro escalão, embora possa ser ocupado por um técnico, é essencialmente político. É de livre nomeação e exoneração, não uma promoção automática na carreira.