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Prévias

O PSDB do ES na disputa entre João Doria e Eduardo Leite

Tucanos vão decidir em prévias, uma votação interna, quem vai disputar a Presidência da República. No Espírito Santo, alguns já têm lado. Veja as apostas

Publicado em 14 de Outubro de 2021 às 02:10

Públicado em 

14 out 2021 às 02:10
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

Os governadores de São Paulo, João Doria, e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite
Os governadores de São Paulo, João Doria, e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite Crédito: Governo do Estado de São Paulo e Felipe Dalla Valle/Divulgação Palácio Piratini
PSDB decide, no dia 21 de novembro, qual candidato vai lançar à Presidência da República. No páreo, estão o governador de São Paulo, João Doria, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e o ex-prefeito de Manaus Arthur Virgílio. No Espírito Santo, tucanos locais têm suas preferências, mas como o rol de eleitores é amplo – engloba todos os filiados até 31 de maio de 2021 – poucos arriscam prever o placar.
Vereadores, prefeitos, vice-prefeitos e deputados estaduais, no entanto, têm direito a uma espécie de “voto qualificado”, num jogo matemático que garante que, alocados em um grupo diverso dos filiados sem mandato eletivo, contem com mais poder de decisão.
Assim, o deputado estadual Emílio Mameri, que é secretário-geral do PSDB estadual, chega a cravar: “Nossa expectativa é que Eduardo Leite tenha 80% dos votos”.
O Espírito Santo pode não ser um grande colégio eleitoral. O PSDB aqui tem 19 mil filiados, dois prefeitos, sete vice-prefeitos, 51 vereadores e dois deputados estaduais. Numa disputa acirrada, no entanto, cada voto conta.
Não é à toa que Doria esteve no estado, em agosto, em busca de apoio. Eduardo Leite já passou por aqui e vai voltar, no próximo dia 23.
Mameri é um entusiasta da candidatura do governador do Rio Grande do Sul.
“É um jovem, foi vereador, prefeito, se elegeu governador. Não é adepto da reeleição. Pegou um estado falido, privatizou, propôs reformas importantes, o Rio Grande do Sul hoje é um estado saneado. Ele está preparado para ser presidente da República. Tem um índice de rejeição baixo e capacidade de agregar outros partidos. Nisso o Doria teria dificuldade”, resumiu o deputado estadual.
E conquistou o do ex-vice-governador César Colnago, que agora é secretário de gestão de pessoas da Assembleia Legislativa. “Eu fiz declaração recente pró-Doria, mas entendo que os três são preparados. Vou fazer campanha para o PSDB independentemente de quem for o candidato. Eu sou tucano”, afirmou.
Colnago é presidente do Conselho de Ética do PSDB nacional. “Peço que se mantenha um padrão civilizado (na disputa interna por votos), o que está havendo”, considerou.
É. Vez ou outra voam algumas penas por aí.
O diretório estadual não fechou questão sobre quem apoiar, como ocorreu em outras unidades da federação. Nem todos, no entanto, seguiram a regra. No PSDB de São Paulo, obviamente reduto de Doria, há defecções. Alguns vereadores e prefeitos optaram por Leite.
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que já disse que, num eventual segundo turno entre Jair Bolsonaro (sem partido) e Lula (PT), escolheria o petista, declarou apoio a Doria nas prévias. Eduardo Leite, por sua vez, não perdeu a chance de dar uma alfinetada e afirmou que FHC tem o direito de errar.
Também na planície, o ex-prefeito de Vila Velha Max Filho prefere não declarar como vai votar nas prévias. O voto é secreto. Ele coordena o Instituto Teotônio Vilela (ITV-PSDB).
“Acredito que a disputa está equilibrada entre Doria e Leite”, comentou o ex-prefeito. O pai dele, Max Mauro, que não é filiado ao PSDB, já escolheu um lado: João Doria. Aos 84 anos, é grato pela aquisição de vacinas contra a Covid-19, iniciada pelo governador de São Paulo.
Doria, aliás, tem viajado pelo país e sendo saudado, de acordo com a própria assessoria do governador, como “pai das vacinas”.
“Achamos Doria um grande gestor, sem Doria não teria vacina neste país, temos que reconhecer o trabalho dele, mas Eduardo Leite também tem virtudes”, emenda Mameri.
Outro tucano diz, sob reserva, que a direção nacional do PSDB já pende para Eduardo Leite frente ao índice de rejeição que Doria ostenta nas pesquisas de intenção de voto. Leite, no entanto, é menos conhecido e tem um longo caminho a percorrer para se viabilizar como terceira via.
Sim porque as prévias são apenas as prévias. A eleição para a Presidência da República ocorre apenas em 2022 e, desde já, a disputa está polarizada entre Bolsonaro e Lula.
Eduardo Leite tem feito alguns acenos pra lá de pré-eleitorais. Decidiu, por exemplo, reduzir a alíquota de ICMS cobrada sobre os combustíveis, mesmo reconhecendo que não é o imposto o vilão da alta dos preços, uma vez que o percentual aplicado pelos estados não foi alterado nos últimos anos.
Temas como esse vão, certamente, fazer parte da campanha eleitoral.
“Foi uma grande sacada do PSDB as prévias porque um debate que seria feito apenas em 2022 já está sendo feito agora, de se procurar uma alternativa a essa polarização. E é uma oxigenação, dá vida ao partido”, avaliou Colnago.

COMO VÃO SER AS PRÉVIAS

O colégio eleitoral
Serão 4 grupos de votantes, todos com peso unitário de 25% do total de votos válidos. Os grupos terão a seguinte composição:
  • Grupo I: filiados
  • Grupo II: prefeitos e vice-prefeitos
  • Grupo III: vereadores, deputados estaduais e distritais – neste grupo, deputados representam 50% do peso total do grupo e vereadores, os outros 50%.
  • Grupo IV: governadores, vice-governadores, ex-presidentes e o atual presidente da Comissão Executiva Nacional do PSDB, senadores da República e deputados federais.
Como vai ser calculado o peso dos votos?
Nos grupos I, II e IV, os votos de cada candidato são divididos pelo número total de eleitores do Grupo e o resultado é multiplicado por 0,25.
No grupo III, os votos de cada candidato são divididos pelo número total de eleitores de cada Subgrupo. Este resultado é multiplicado por 0,125 e, ao final, é feita a soma do resultado de cada Subgrupo.
Como vai ser calculado o placar final para cada candidato?
Pela soma dos resultados obtidos por ele em cada grupo.
O candidato que alcançar maioria absoluta dos votos válidos, considerada esta soma (resultado do Grupo I + resultado do Grupo II + resultado do Grupo III + resultado do Grupo IV), será o vencedor das prévias.
Tem segundo turno?
Sim, se nenhum dos candidatos obtiver a maioria absoluta dos votos válidos no primeiro turno. Participarão do segundo turno os dois candidatos mais votados no primeiro.
Como será a votação?
Exclusivamente por meio de sistema eleitoral eletrônico oferecido pelo PSDB nacional. Somente estará autorizado a votar o filiado que realizar o cadastro no sistema eleitoral eletrônico oferecido pelo partido como forma de autenticação para votação.
Tem votação presencial?
Sim, exclusivamente para os eleitores dos Grupos II, III e IV. Eles poderão participar da votação de forma presencial em Brasília.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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