"O PSDB não está morto", diz presidente nacional do partido, no ES
Eleições 2026
"O PSDB não está morto", diz presidente nacional do partido, no ES
Ele, entretanto, não descartou fusão ou federação com outra sigla
Publicado em 29 de Agosto de 2025 às 03:40
Públicado em
29 ago 2025 às 03:40
Colunista
Letícia Gonçalves
lgoncalves@redegazeta.com.br
Marconi Perillo e Vandinho Leite em VitóriaCrédito: Instagram/@vandinho.leite
Em Vitória para o lançamento da pré-candidatura de Luiz Paulo Vellozo Lucas ao Senado, o presidente nacional do PSDB, Marconi Perillo, rebateu uma crítica já bastante repetida: "O PSDB não está morto. Um partido como o nosso, com uma história como a nossa, não morre".
Ele ainda nem havia sido questionado, na entrevista coletiva concedida à imprensa capixaba, sobre o encolhimento dos quadros do partido no país e no estado. Os tucanos perderam muito espaço no Congresso Nacional e nos governos estaduais nos últimos anos.
Antes antagonista do Partido dos Trabalhadores, o PSDB perdeu o lugar para o PL e para os bolsonaristas.
Para Perillo, um dos motivos da derrocada é o fato de o partido não ter integrado ministérios nos governos do PT nem de Jair Bolsonaro.
"Talvez seja por isso que nós tenhamos diminuído o tamanho, a gente não tem ministério, a gente não fica no governo da direita nem no governo da esquerda para ter emenda, para ter força, ter prestígio. As pessoas que se aproveitaram dessas oportunidades, ou desse oportunismo, foram se agigantando", afirmou Perillo.
Atualmente, o PSDB tem 14 deputados federais. Para se ter uma ideia, o PL tem 88 e a federação PT-PV-PCdoB, 80.
É o número de deputados eleitos que define a fatia do fundo eleitoral e o tempo de exibição de cada partido no horário eleitoral, por isso, é essencial marcar presença lá.
Para sobreviver, os tucanos tentaram fundir-se ao Podemos, mas isso não deu certo, por divergências entre os dois partidos em vários estados.
O presidente nacional dos tucanos afirmou ainda que o partido vai "retomar o protagonismo" da política nacional após as eleições de 2026.
Formar uma federação ou selar uma fusão não são opções descartadas, mas não há conversas em andamento sobre isso.
Se o PSDB se juntar a outra sigla, qualquer que seja o formato da parceria, isso pode afetar pré-candidaturas já anunciadas, como a de Luiz Paulo Vellozo Lucas.
"A gente deixou isso (fusão ou federação) meio em segundo plano, por enquanto, mas não tá morto esse debate. A gente deu uma abortada agora, nesses dias", contou Perillo.
"Em abril vence a nossa com a nossa federação com Cidadania e só aí a gente vai poder fazer uma nova federação. Hoje, a prioridade minha e de outros membros da direção nacional é irmos acertando as nominatas (chapas de candidatos a deputado federal) nos estados", completou.
Por aqui, o presidente estadual do PSDB, Vandinho Leite, já havia iniciado tratativas com o líder estadual do Podemos, Gilson Daniel, para a montagem da chapa, mas o naufrágio da fusão enterrou essas conversas.
Vandinho admitiu, na entrevista coletiva, que sem a federação ficou mais difícil montar chapas.
Não à toa, ele, Luiz Paulo e Perillo pediram ajuda ao governador Renato Casagrande (PSB) e ao vice-governador Ricardo Ferraço (MDB) para essa tarefa.
Em relação a candidaturas ao Senado e ao governo, o PSDB vai priorizar, em todo o país, os estados em que tem nomes próprios ou aliados mais competitivos e "otimizar" a aplicação do dinheiro do fundo eleitoral.
Por diversas vezes, na entrevista, Perillo lamentou o fato de que eleitos para cargos majoritários — prefeitos, governadores e senadores — poderem trocar de partido a qualquer momento.
"Governador gasta dinheiro, a campanha de governador é cara. Com a legislação atual, você gasta o dinheiro (do fundo eleitoral) e amanhã o governador muda de lado", destacou Perillo.
Em 2022, o PSDB elegeu três governadores: Eduardo Leite (Rio Grande do Sul), Raquel Lyra (Pernambuco) e Eduardo Riedel (Mato Grosso do Sul).
Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.