É o caso do ex-governador Paulo Hartung (PSD) e do senador Magno Malta (PL). Os dois não descartam entrar na disputa, mas tampouco são, de fato, pré-candidatos.
A inclusão deles no levantamento, porém, é relevante justamente para medir o tamanho que teriam no pleito se a eleição fosse hoje.
Na hipótese da participação de Hartung, ele lidera numericamente, com 19%, mas está empatado, considerando a margem de erro, com Lorenzo Pazolini (Republicanos), que aparece com 18%, e com Ricardo Ferraço (MDB) e Magno, cada um com 15%.
O jogo, assim, fica embolado.
É preciso considerar, entretanto, que, pelos sinais emitidos no momento atual, Hartung porta-se mais como um apoiador de Pazolini que como possível candidato ao Palácio Anchieta.
Quanto a Magno, ainda é possível que seja candidato ao governo para garantir um palanque para o senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato a presidente da República, mas há diálogo entre o PL e o partido de Pazolini.
As pré-candidaturas consolidadas até agora são as de Ricardo, Pazolini e Helder Salomão (PT).
Considerando a projeção em que apenas os três disputam o governo, quem lidera é Ricardo, com 32%.
Pazolini surge em segundo lugar, com 24%, e Helder em terceiro, mais distante, com 9%.
Considero, frise-se, a preço de hoje, que esse é o cenário mais provável de o eleitor encontrar nas urnas em outubro.
Nesse recorte, o protagonismo é de Ricardo e Pazolini, o que já se desenhava e agora fica patente.
Com vantagem para Ricardo.
Cenário 4 (sem Paulo Hartung e Magno Malta)
* Ricardo Ferraço (MDB): 32%
* Lorenzo Pazolini (Republicanos): 24%
* Helder Salomão (PT): 9%
* Indecisos: 18%
* Branco/nulo/não votaria: 17%
O governador assumiu o cargo há pouco menos de um mês, sucedendo Renato Casagrande (PSB), de quem era vice. O socialista renunciou ao mandato para ser candidato ao Senado.
O atual governador já tinha certa visibilidade, conferida pelo cargo de vice-governador e pelo histórico na política capixaba.
Agora, no comando do Executivo estadual, tem a "caneta na mão", o que impulsiona o apoio de outras lideranças políticas, como prefeitos.
O emedebista tem a seu favor o apoio de Casagrande, que foi um governador bem avaliado.
Mas esse endosso ainda não causou todo o impacto que poderia, uma vez que a Quaest mostrou que apenas 23% dos eleitores sabem que o emedebista foi ungido pelo socialista.
O fato de estar à frente no levantamento divulgado nesta quinta não garante nada, claro.
Pesquisas são fotografias do momento, não filmes com começo, meio e fim.
Pazolini mostra-se competitivo em segundo lugar.
Ele ainda tem que decidir se vai subir no palanque de Flávio Bolsonaro, algo que seria fundamental para atrair o PL de Magno Malta.
O ex-prefeito, tradicionalmente, não escolhe abertamente lados nas disputas presidenciais.
Apoiar Flávio agradaria o eleitorado bolsonarista, mas poderia desagradar os eleitores de direita que não têm simpatia pelo pai do presidenciável, além, é claro, de espantar ainda mais os de esquerda e lulistas.
A eleição também não vai ser decidida apenas por quem apoia os candidatos ao Palácio Anchieta ou quem eles endossam para outros cargos.
Há fatores subjetivos, como carisma dos candidatos e humor dos eleitores no dia da pesquisa e, principalmente, no dia da votação.
AVENIDA ABERTA
A pesquisa espontêna, quando os nomes dos possíveis candidatos não são informados previamente aos entrevistados, também é reveladora: 86% estão indecisos.
Os mais lembrados pelos eleitores são, justamente, Ricardo e Pazolini, mas, nesse recorte, cada um deles marca apenas 5% das intenções de voto.