O vice-governador Ricardo Ferraço (MDB) já conta com o apoio de alguns partidos na corrida para disputar o Palácio Anchieta no ano que vem, a exemplo do próprio MDB, do PSB
e do Podemos. Todos esses são partidos que compõem a base aliada ao governador Renato Casagrande (PSB).
O PT também integra a aliança casagrandista, mas ainda avalia se vai ou não lançar candidato ao governo estadual. Pelo tom dos candidatos à presidência estadual do partido,
Jack Rocha e
João Coser, a prioridade é a reeleição do senador Fabiano Contarato, embora o lançamento do deputado federal Helder Salomão ao Palácio não esteja descartado.
O apoio a um não petista, aliado de Casagrande, ao governo é outra possibilidade, o que vai depender de acordos a serem costurados nacionalmente. Hoje, o principal nome endossado pelo chefe do Executivo estadual é Ricardo. O PT-ES, por enquanto, não crava apoio ao emedebista.
Mas Ricardo Ferraço gostaria de obter o apoio dos petistas? Foi o que a coluna perguntou ao vice-governador, na última quarta-feira (4). A resposta:
Questionado sobre como se posicionaria se o PT não lançasse candidato próprio ao Palácio, Ricardo preferiu não se antecipar: "Esse é um exercício que não me cabe".
O vice-governador ressaltou que não acompanha a disputa interna pelo comando do PT-ES e sabe apenas pela imprensa dos planos da sigla de reeleger Contarato e, talvez, disputar o Palácio.
Se não participar diretamente da corrida pelo governo estadual, o PT vai querer, certamente, que o candidato a ser apoiado pela sigla faça campanha para o presidente Lula (PT), que deve tentar a reeleição.
Ricardo, portanto, já sinaliza que não está disposto a tal tarefa.
Isso não chega a surpreender. O emedebista não é simpático a Lula e ao PT, é um político de centro-direita, e tem feito acenos ao eleitorado de direita na pré-pré-campanha eleitoral.
Ao conversar com a coluna, na quarta-feira, Ricardo afirmou que não prioriza, agora, as eleições de 2026 e sim a condução da administração estadual, ao lado de Casagrande.