Tudo isso saiu do papel após diversos adiamentos, considerando as datas de inauguração anunciadas pelo próprio governo. E o efeito sobre a mobilidade na Grande Vitória ainda deve ser analisado.
Mas saiu do papel, é um fato. Algo que pode e já está sendo capitalizado politicamente por Casagrande e aliados.
Não à toa, o espaço nos palanques de inauguração foi disputado. No domingo (27), menos, afinal, choveu o tempo todo.
O quanto essas obras vão melhorar o trânsito são outros quinhentos. Prefiro esperar para ver. Afinal, Casagrande já ironizou que "tá cheio de especialista por aí" comentando temas afeitos à engenharia de tráfego.
Em relação ao Aquaviário, contudo, o próprio governador já admitiu que o impacto deve ser pequeno, já que a quantidade de passageiros e o número de pontos de embarque e desembarque ainda são tímidos.
O socialista não vai, pois não pode, tentar a reeleição em 2026, mas as obras devem servir de legado ao candidato a ser apoiado por ele ao Palácio Anchieta.
É preciso, para isso, apostar na memória do eleitor daqui a três anos. O efeito prático no trânsito é o que mais pode contribuir para refrescar as lembranças.
Em tempo: o prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo (Podemos), que ainda tem que passar pelo pleito de 2024, é um dos possíveis sucessores do governador. O chefe do Executivo municipal também saiu na chuva para se molhar.
Outra obra prioritária para o governo estadual que, em tese, deve ficar pronta no segundo semestre de 2024, é o Hospital Geral de Cariacica.
Assim, Casagrande teria mais coisas para mostrar aos eleitores. Se o governo federal ajudar, ele ainda pode contar com a inauguração do Contorno do Mestre Álvaro.