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Mais uma eleição

Os bastidores da disputa pela presidência da Assembleia do ES

Marcelo Santos (Podemos), Tyago Hoffmann (PSB) e João Coser (PT) são lembrados como possíveis postulantes ao cargo

Publicado em 23 de Novembro de 2022 às 02:10

Públicado em 

23 nov 2022 às 02:10
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

Sessão da Assembleia Legislativa realizada na segunda-feira (7)
Sessão da Assembleia Legislativa realizada na segunda-feira (7) Crédito: Lucas S. Costa/ Ales
Disputa? Que disputa? Se questionados, deputados estaduais eleitos ou reeleitos lembrados como possíveis candidatos à presidência da Assembleia Legislativa do Espírito Santo dizem que não há nem conversas a esse respeito, que ainda é cedo.
A nova Mesa Diretora vai ser eleita em 1º de fevereiro de 2023, mesma data da posse dos parlamentares. Mas, nos bastidores, a movimentação corre solta.
Os três cotados, hoje, são: o deputado estadual reeleito Marcelo Santos (Podemos), o ex-prefeito de Vitória João Coser (PT) e o ex-secretário Tyago Hoffmann (PSB). O petista e o socialista, no ano que vem, vão ocupar cadeiras no Legislativo estadual.
Os três, em maior ou menor grau, são aliados do governador Renato Casagrande (PSB). O chefe do Palácio Anchieta, também quando questionado, responde que esse é um assunto da Assembleia, no qual não cabe ao Executivo interferir.
Mas certamente vai interferir, sim. E o motivo é óbvio: é importante para o governo que a pessoa que define a pauta e conduz as votações no Legislativo seja aliada ou ao menos não faça oposição à gestão. Do contrário, os projetos emperram.
Se o resultado das urnas no segundo turno fosse diferente e Manato (PL) tivesse levado a melhor sobre Casagrande, certamente os nomes cotados como possíveis candidatos a comandar a Assembleia seriam outros.
Aliás, antes da eleição, o mais provável é que o plural se transforme em singular. Via de regra, apenas uma chapa disputa a Mesa Diretora, formada por presidente, vice e secretários. Assim, o resultado é conhecido antes mesmo da votação, com possíveis variações no placar.
MARCELO SANTOS
O deputado estadual foi fortalecido pelo desempenho nas urnas, recebeu cerca de 22 mil votos a mais em outubro em comparação com os que ganhou em 2018 – passou de 19.595 para 41.627 votos. 
Como já mencionado, esteve ao lado de Casagrande no atual mandato, mas também é aliado do presidente da Casa, Erick Musso (Republicanos), cujo mandato se encerra em 31 de janeiro.
Erick adotou uma postura de oposição ao governador, até chegou a ser pré-candidato ao Palácio Anchieta. Disputou o Senado, sem sucesso e, no segundo turno, apoiou Manato.
Marcelo teve atuação destacada no famigerado episódio da eleição antecipada da Mesa Diretora, que tentou reconduzir Erick à cadeira antes da hora, em 2019, contrariando o Palácio Anchieta.
O deputado do Podemos, na época filiado ao PDT, presidiu a sessão. Ele é o vice-presidente da Casa.
Depois de receber diversas críticas, o próprio Erick recuou e a eleição foi anulada. Marcelo, também após todo o acontecido, avaliou que foi um erro do colega antecipar o pleito.
Mais recentemente, o deputado fez algumas observações sobre o governo estadual. Em conversa com a coluna na última segunda-feira (21), por exemplo, criticou o fato de o PSB ter muito espaço e influência na gestão.
Ou seja, o deputado é aliado do governador, mas não tanto quanto os outros postulantes à presidência da Assembleia.
Por outro lado, Marcelo teria mais facilidade para lidar com os demais 29 parlamentares, o que seria bom para o governo. A maior bancada é formada pelo PL, que conta com cinco cadeiras.
Coser e Hoffmann dificilmente teriam diálogo facilitado com esse grupo, integrado, entre outros, por Capitão Assumção.
O deputado do Podemos não se diz candidato a presidente. Ao contrário. Mas deixa uma brecha. Avalia que, se a maioria dos deputados entrar em consenso, ele aceita a tarefa.
TYAGO HOFFMANN
Aliado de primeira hora de Casagrande, o ex-secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação, Educação Profissional e Desenvolvimento Econômico, Hoffmann fazia parte do núcleo duro do governo.
Não à toa era o titular da Sectides, conhecida como supersecretaria. Pelo critério de afinidade com o governador, ganha de Marcelo e Coser.  
Quando o assunto é o relacionamento com os deputados, entretanto, a popularidade diminui. 
Antes mesmo de ser eleito, o fato de o então secretário gozar de muito prestígio no governo causou "ciúmes" e críticas públicas em discursos na Assembleia. 
Os deputados já vislumbravam que, com a ajuda da máquina estatal, em breve Hoffmann estaria no Plenário, entre eles. E assim foi. 
Outro senão é que seria difícil justificar que o PSB mantivesse, ao mesmo tempo, as chefias do Executivo e do Legislativo.
Ainda mais considerando que, para vencer a disputa acirrada, Casagrande contou com apoios de diversos partidos e lideranças políticas, que vão cobrar a fatura.
Hoffmann afirmou à coluna, como é praxe, que não tem conversado sobre a eleição da Mesa.
Outros deputados contam que ele chegou a se movimentar, mas fez uma pausa estratégica.
JOÃO COSER
Coser é próximo a Casagrande, apesar de ter sido secretário do adversário político dele, o então governador Paulo Hartung. 
O PT esteve no palanque do governador desde o primeiro turno, até retirou a candidatura do senador Fabiano Contarato ao Palácio Anchieta em prol dessa composição.
E não levou a vaga de candidato ao Senado pelo bloco nem tampouco a de vice-governador.
Poderia, portanto, pleitear um espaço agora, contando com a ajuda do Executivo.
Deputados consultados pela coluna dizem que Coser movimenta-se mais abertamente que Hoffmann, mas apenas nos bastidores.
O ex-prefeito afirmou à coluna que é cedo para tratar da eleição para o comando do Legislativo.
OUTRA ELEIÇÃO
Outra eleição, a de 2024, pode interferir desde já na Assembleia. Na Casa, há possíveis candidatos à Prefeitura de Vitória, entre eles Coser. 
Uma fonte da coluna avalia que Denninho Silva, que deve assumir a presidência municipal do União Brasil, é outro potencial candidato a prefeito, embora hoje seja aliado do atual chefe do Executivo municipal, Lorenzo Pazolini (Republicanos).
Logo, seria difícil Denninho, deputado estadual eleito, apoiar a candidatura de Coser à presidência da Assembleia. Seria fortalecer um potencial adversário ou do próprio Denninho ou de Pazolini.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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