Mas o deputado que quiser receber, ao contrário dos funcionários, tem que solicitar, enviar um ofício formal pedindo para contar com o tíquete-alimentação.
Nesta segunda-feira (15), a coluna perguntou à assessoria de imprensa da Casa quais parlamentares fizeram o pedido. Eis a resposta:
A lista dos deputados estaduais que pediram para receber o auxílio-alimentação de R$ 1,8 mil mensais:
Adilson Espíndula (PDT)
Alcântaro Filho (Republicanos)
Alexandre Xambinho (PSC)
Allan Ferreira (Podemos)
Bispo Alves (Republicanos)
Bruno Resende (União Brasil)
Callegari (PL)
Capitão Assumção (PL)
Coronel Weliton (PTB)
Dary Pagung (PSB)
Danilo Bahiense (PL)
Denninho Silva (União Brasil)
José Esmeraldo (PDT)
Gandini (Cidadania)
Hudson Leal (Republicanos)
Iriny Lopes (PT)*
Janete de Sá (PSB)
João Coser (PT)
Lucas Scaramussa (Podemos)**
Marcelo Santos (Podemos)
Mazinho dos Anjos (PSDB)
Raquel Lessa (PP)
Tyago Hoffmann (PSB)
Vandinho Leite (PSDB)
Zé Preto (PL)
*Embora conste na lista divulgada pela Assembleia Legislativa, a deputada Iriny Lopes afirmou que não solicitou o pagamento do auxílio. A assessoria dela informou à coluna que a parlamentar enviou um ofício à administração da Casa requerendo a retirada do nome da petista da lista.
**Após a publicação desta coluna, a assessoria de Lucas Scaramussa informou que ele não enviou requerimento solicitando o pagamento do auxílio-alimentação e pediu formalmente à Assembleia que retire o nome do parlamentar do Podemos da lista divulgada.
A lista dos deputados estaduais que não pediram, e não vão receber, o auxílio-alimentação de R$ 1,8 mil mensais:
Camila Valadão (PSOL)
Lucas Polese (PL)
Lucas Scaramussa (Podemos)**
Iriny Lopes (PT)*
Pablo Muribeca (Patriota)
Sérgio Meneguelli (Republicanos)
Theodorico Ferraço (PP)
*A deputada Iriny Lopes afirmou que não solicitou o pagamento do auxílio. A assessoria dela informou à coluna que a parlamentar enviou um ofício à administração da Casa requerendo a retirada do nome da petista da lista dos que pediram.
**Após a publicação desta coluna, a assessoria de Lucas Scaramussa informou que ele não enviou requerimento solicitando o pagamento do auxílio-alimentação e pediu formalmente à Assembleia que retire o nome do parlamentar do Podemos da lista dos que pediram.
Ou seja, dos 30 deputados estaduais, somente sete, contando com Iriny e Scaramussa, não pediram para receber os R$ 1,8 mil.
Cada um já conta com salário de R$ 31,2 mil brutos. Mas a maioria avaliou ser necessária a ajuda para se alimentar.
O simples fato de um deputado gastar menos dinheiro público que outro não significa que aquele exerça um mandato melhor do que este.
Sou bastante crítica, por exemplo, a rankings que elencam quem usa mais ou menos a cota parlamentar, verba a ser utilizada para manter o gabinete.
Isso é uma medida quantitativa, não qualitativa. Um parlamentar que se omite, pouco trabalha, por exemplo, vai gastar menos mesmo.
Não estou dizendo que é o caso dos que menos utilizam a cota parlamentar paga pela Assembleia. Mas, da mesma forma, não é possível afirmar, apenas ao avaliar um eventual ranking, que o deputado que ostenta a maior despesa só dá "prejuízo".
É preciso analisar diversos fatores para concluir sobre a qualidade do exercício do mandato parlamentar.
ESCÁRNIO
O tíquete-alimentação de R$ 1,8 mil, entretanto, é um escárnio. Não é possível que representantes eleitos pelo povo achem razoável concederem-se um benefício como esse, a ser pago pelos cofres públicos.
Isso se pode dizer isoladamente, sem entrar no mérito da atividade parlamentar de cada um deles.
Por melhor que seja o deputado, não há justificativa plausível.
Vá lá que integrantes de outros Poderes e instituições também contem com um auxílio-alimentação generoso.
É o valor que vai sair dos cofres da Assembleia Legislativa do ES anualmente, considerando 12 meses de pagamento do benefício para 26 deputados
Os servidores da Casa podem optar por receber o auxílio junto com o salário ou por meio de um cartão. Os deputados, por sua vez, obrigatoriamente, vão fazer jus à verba na última modalidade mencionada.
Assim, o Portal da Transparência não vai exibir quais parlamentares recebem e quais não recebem os R$ 1,8 mil. A ferramenta faz isso apenas em relação aos que são pagos por meio da transferência direta do valor. Ou seja, parte dos funcionários da Assembleia.
Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.