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Teste do barco

Pazolini com Casagrande no bonde do Aquaviário

O prefeito de Vitória apareceu, ao lado do de Vila Velha, Arnaldinho Borgo, no teste da embarcação do sistema de transporte. Assim, o chefe do Executivo da Capital tenta navegar em águas mais tranquilas

Publicado em 15 de Março de 2023 às 16:51

Públicado em 

15 mar 2023 às 16:51
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

O preito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo, o goveernador Renato Casagrande, o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini, e o capitão de Mar e Guerra Dos Anjos em teste do barco do Aquaviário
O prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo, o governador Renato Casagrande, o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini, e o Capitão de Mar e Guerra Dos Anjos no catamarã que vai ser usado no Aquaviário Crédito: Hélio Filho/Secom ES
O prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), afirmou à coluna, no dia 1º de fevereiro, que buscava a "reconstrução" da relação com o governador Renato Casagrande (PSB).
Antes de comandar o Executivo municipal, Pazolini fez oposição ao socialista na Assembleia Legislativa. Como prefeito, manteve-se distante do Palácio Anchieta e até chegou a fazer uma grave acusação contra o governo estadual, que acabou arquivada pela Procuradoria-Geral da República.
De fevereiro pra cá, o prefeito esteve em ao menos uma solenidade na sede do Executivo estadual. E, nesta quarta-feira (15), participou do teste de um dos barcos a ser utilizado no Aquaviário, sistema de transporte público que, segundo Casagrande, vai começar a funcionar em maio.
Foram tantos adiamentos que só vendo para crer, mas enfim.
Durante um passeio no barco, Pazolini chegou a se sentar ao lado do governador. Do outro lado estava o aliado de costume de  Casagrande, o prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo (Podemos).
O prefeito de Vitória já disse que decidiu se aproximar do governador para "construir um tempo de paz para o Espírito Santo". Coincidentemente ou não (e tudo indica que a opção correta é não), 2023 é um ano pré-eleitoral.
Em 2024, Pazolini deve tentar um novo mandato. Não é que o prefeito queira uma parceria com o PSB de Casagrande para se reeleger, mas se conseguir diminuir a força com que a máquina estadual trabalharia contra ele, já é alguma coisa.
O principal, contudo, é capitalizar politicamente com investimentos feitos pelo governo do Estado na cidade. Foi o que viu-se nesta quarta. 
Arnaldinho Borgo já utiliza a tática há tempos, assim como, via de regra, quaisquer prefeitos governistas.
Aparecer para a população como alguém que traz serviços e obras para o município, ou que é parceiro de quem concebe essas coisas, é bom, eleitoralmente falando.
Não à toa, Pazolini apareceu em cima do barco do Aquaviário ao chegar à Capitania dos Portos nesta quarta, ao final do passeio com as demais autoridades. A coluna registrou o momento em vídeo:
E mais: o prefeito de Vitória gravou um vídeo ao lado do capitão de Mar e Guerra Dos Anjos, comandante da Capitania dos Portos, e postou no Instagram. "Vem aí o tão esperado Aquaviário!", escreveu, na legenda.
"Quando a gente pensa que já viu de tudo... aparece um vídeo do prefeito que fez de tudo para atrasar o aquaviário postando vídeo sem sequer citar o responsável pela entrega. Parabéns governador Renato Casagrande!", comentou um apoiador do governador.
No vídeo, Pazolini cita a gestão estadual, não Casagrande, nominalmente: "Parceria com o governo do estado, com as prefeituras de Cariacica, Vila Velha e Vitória, trazendo o Aquaviário para a região da Grande Vitória". Na legenda, ele também menciona e parabeniza o governo e as prefeituras. 
Já nos stories (publicações que somem em 24 horas), publicou fotos e vídeos em que aparece, no teste do Aquaviário, com Casagrande e Arnaldinho.
FEZ DE TUDO PARA ATRASAR?
Possivelmente, o casagrandista e crítico de Pazolini refere-se a um impasse que surgiu em 2021. O então secretário de Governo e Desenvolvimento da Cidade de Vitória, Marcelo de Oliveira, apontou que o governo estadual não apresentou o Estudo Prévio de Impacto na Vizinhança, que seria obrigatório para implantar um ponto de embarque e desembarque no município.
Já o secretário estadual de Mobilidade e Infraestrutura, Fábio Damasceno, afirmou, em dezembro daquele ano, que o estudo não era necessário e tampouco uma imposição legal porque a estrutura a ser instalada seria de baixo impacto, similar a um ponto de ônibus, e que a exigência atrasaria a implantação do Aquaviário.
Em março de 2022, após meses de negociação, governo e prefeitura chegaram a um acordo, que envolveu a assinatura de um Termo de Compromisso. O estudo de impacto seria feito durante a execução das obras.
O projeto prevê dois pontos de embarque em Vitória, um na Praça do Papa e outro perto da rodoviária. As obras são do governo estadual. A do Praça do Papa ainda está em andamento, mas em fase final. Já a da rodoviária nem começou.
O impasse, depois resolvido, deveu-se a uma questão burocrática, mas teve gente que viu picuinha política no meio da história.
O TESTE
A imprensa também foi levada, nesta quarta-feira, para conhecer o catamarã que vai ser utilizado no aquaviário. Os jornalistas entramos na embarcação numa segunda leva, depois do passeio feito pelas autoridades.
No intervalo entre uma coisa e outra foi possível perceber que Pazolini não ficou tão próximo de Casagrande quanto o prefeito de Vila Velha.
Enquanto o governador concedia uma entrevista coletiva à imprensa, Arnaldinho postou-se o tempo todo ao lado dele, apenas parado e sorrindo. 
O chefe do Executivo de Vitória, por sua vez, manteve uma distância protocolar. Talvez não quisesse parecer um "papagaio de pirata" de última hora.
O simples fato de Pazolini de ter comparecido ao evento, o que seria impensável meses atrás, entretanto, já mostra que o prefeito quer transitar por águas mais tranquilas.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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