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Eleições 2024

Pazolini mantém vantagem em Vitória e Coser segue como o mais rejeitado

Levantamento da Quaest mostra que pouca coisa mudou em comparação com pesquisa feita em agosto. Por que? Veja a análise da coluna

Publicado em 18 de Setembro de 2024 às 19:25

Públicado em 

18 set 2024 às 19:25
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

Lorenzo Pazolini, candidato à prefeito de Vitória,  entrevistado  por  CBN, e A Gazeta.
Lorenzo Pazolini, candidato a prefeito de Vitória, em sabatina realizada por A Gazeta e CBN Vitória Crédito: Ricardo Medeiros
Vinte e um dias se passaram entre a pesquisa Quaest feita com eleitores de Vitória em agosto e a divulgada nesta quarta-feira (18). Nesse intervalo, houve o início do horário eleitoral gratuito na TV e no rádio, entrevistas realizadas com os candidatos a prefeito por A Gazeta e CBN Vitória, intensificação da campanha nas ruas e nas redes sociais e até o primeiro debate televisivo, transmitido pela Band/TV Capixaba.
Mesmo assim, quase nada mudou. O prefeito da Capital, Lorenzo Pazolini (Republicanos), segue liderando a corrida eleitoral, mas no mesmo patamar de antes.
Como a margem de erro do levantamento é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, não dá para dizer que um candidato cresceu ou desidratou, apenas que oscilou para cima ou para baixo, já que a alteração nos percentuais foi pequena em relação a todos eles.
Pazolini saiu de 51% para 53% das intenções estimuladas de voto, quando uma lista com os nomes dos candidatos é mostrada previamente aos entrevistados.
Isso quer dizer que ele pode ser reeleito no primeiro turno, mas o resultado indica que o prefeito passaria "raspando" no teste, o que não é suficiente para o republicano ficar confortável.
Para ser declarado vencedor já no dia 6 de outubro, um candidato precisa de ao menos 50% dos votos mais um voto.
A vantagem de Pazolini em relação ao segundo colocado, porém, continua elástica (passou de 34 para 38 pontos percentuais). Não chega a ser novidade em relação à amostragem anterior, mas é uma boa notícia para o atual chefe do Executivo municipal.
O deputado estadual e ex-prefeito João Coser (PT) tinha 17% das intenções de voto em agosto e agora oscilou para baixo, para 15%.
Outro ex-prefeito, Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB) aparece com os mesmos 8% de intenção de voto.
O deputado estadual Assumção (PL) oscilou de 2% para 5%, ou seja, continua com um desempenho tímido. O parlamentar de direita, que também pode ser considerado de extrema direita, não consegue tirar votos de Pazolini, um político de centro-direita.
A também deputada estadual Camila Valadão (PSOL) passou de 7% para 4%.
Dentro da margem de erro, Luiz Paulo, Assumção e Camila estão tecnicamente empatados.
Du (Avante), que não pontuou na pesquisa de agosto, agora aparece com 1%. Nada que ele possa comemorar.
No quesito rejeição, pouca coisa mudou, Coser segue como o mais rechaçado. O petista tinha 42% de rejeição em agosto e agora piorou: 51% o rejeitam.
Luiz Paulo, numericamente, já não é o segundo mais rejeitado. Ele tinha, em agosto, 35% de rejeição em agosto e agora tem 41%, mas Assumção o superou nesse quesito negativo.
O candidato do PL era rejeitado por 30% e agora 42% dos eleitores dizem não votar nele de jeito nenhum. São 12 pontos percentuais de diferença, algo que não pode ser ignorado.
A rejeição a Camila também aumentou consideravelmente, passou de 25% para 32%.
Já a de Pazolini permanece em 21%. Mais um ponto positivo para o prefeito.
Entre uma pesquisa e outra, Pazolini apareceu por 15 dias na TV no horário eleitoral gratuito. Em blocos fixos e em inserções durante os comerciais, ele destacou os feitos da própria gestão.
Ainda assim, a percepção sobre a administração municipal está praticamente igual. Em agosto, 67% dos entrevistados pela Quaest avaliaram positivamente a gestão do prefeito. Agora, esse percentual é de 68%.
Essa estabilidade, entretanto, não é ruim. A administração é bem avaliada, somente 8% a classificam de forma negativa.
Esse é o principal trunfo do prefeito na corrida eleitoral.
SEGUNDO TURNO
Num eventual segundo turno entre Pazolini e Coser, o que reeditaria o confronto de 2020, o prefeito, mais uma vez, levaria a melhor, de acordo com a pesquisa divulgada nesta quarta. O republicano venceria o petista por 65% contra 24%.
OS MOTIVOS
Mas por que ficou tudo tão parecido, entre uma pesquisa e outra?
Bem, posso aqui apenas supor que entre as causas estão.
  • O horário eleitoral gratuito, aparentemente, não está surtindo efeito;
  • Os concorrentes de Pazolini não empolgam os eleitores de Vitória;
  • A avaliação positiva da gestão está consolidada;
  • A rejeição a Coser, Assumção e Luiz Paulo os impede de crescer;
  • Os efeitos do debate na Band/TV Capixaba, ao qual Pazolini não compareceu, não foram captados pela pesquisa, já que o embate foi realizado na noite de 16 de setembro e os pesquisadores foram às ruas nos dias 16 e 17;
E, principalmente:
5) Os eleitores não estão muito interessados no pleito municipal. Logo, não se engajaram nos apelos feitos pelos candidatos nos últimos 21 dias.
Esse é um dado revelado pela própria Quaest. O levantamento mais recente mostra que 48% dos eleitores estão pouco interessados na eleição e 20% nada interessados.
Os muito interessados são 31%.
Faltam menos de 20 dias para as eleições.

Pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral

Gazeta, realizou 852 entrevistas domiciliares presenciais com eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 15 e 17 de setembro. A margem de erro máxima para o total da amostra é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número ES-01303/2024.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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