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Eleições 2026

Pazolini põe o bloco na rua para disputar o governo do ES em 2026

Prefeito de Vitória começou a percorrer municípios do interior do estado para se viabilizar

Publicado em 26 de Janeiro de 2025 às 06:46

Públicado em 

26 jan 2025 às 06:46
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

Lorenzo Pazolini, Erick Musso e Evair de Melo na Festa do Tomate
Lorenzo Pazolini, Erick Musso e Evair de Melo na Festa do Tomate, em Venda Nova do Imigrante Crédito: Divulgação/Republicanos
No sábado (25), às 7h da manhã, a voz do prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), ecoou numa rádio de Castelo, a 145 quilômetros da Capital. O republicano decidiu falar ao povo da cidade do Sul do Espírito Santo sobre a "oportunidade de rodar o estado" e "aprender com o campo".
À tarde, Pazolini foi a Venda Nova do Imigrante, 106 quilômetros distante de Vitória. Participou da Festa do Tomate e posou para fotos ao lado do presidente estadual do Republicanos, Erick Musso, e do deputado federal Evair de Melo (PP).
Não tratou-se de uma entrevista casual ou de um singelo passeio de final de semana. Lorenzo Pazolini começou, de fato, a se movimentar como pré-candidato a governador.
Sim, ele mal tomou posse no segundo mandato como prefeito de Vitória, em 1º de janeiro, e já está pensando em outro pleito. Pode parecer cedo, mas é que o republicano, para disputar em 2026, precisa tornar-se mais conhecido no interior do estado.
"Com foco em ampliar seu capital político e dialogar com diferentes setores da sociedade, o prefeito busca estreitar laços com lideranças locais, produtores rurais, empresários e moradores. Um dos objetivos é construir uma base sólida de apoio que fortaleça sua trajetória rumo ao governo do estado", diz texto divulgado pela assessoria de imprensa do Republicanos.
"As andanças pelos outros 77 municípios capixabas começaram neste final de semana."
Mas por que começar em Venda Nova?
"A escolha de Venda Nova do Imigrante para dar início a essa jornada não foi aleatória. A cidade é um dos principais polos do agronegócio capixaba e a Festa do Tomate reúne produtores, comerciantes e visitantes de todo o estado, sendo uma excelente oportunidade para Pazolini reforçar sua visão de desenvolvimento para o interior", diz o texto do Republicanos.
"Venda Nova é também é a cidade do deputado federal Evair de Melo, um dos maiores líderes da direita do Estado, sendo citado inclusive pelo ex-presidente Jair Bolsonaro como possível candidato ao Senado em 2026."
Evair chegou a ensaiar disputar o Palácio Anchieta, mas seria quase impossível materializar essa intenção filiado ao PP, partido que integra a base aliada ao governador Renato Casagrande (PSB). O deputado federal, apesar de integrar o Progressistas, faz oposição ao socialista.
O PP, entretanto, é também o principal aliado de Pazolini em Vitória. Jair Bolsonaro (PL) incensou o parlamentar como possível candidato ao Senado, contrariando o presidente estadual do próprio PL, o senador Magno Malta, que já havia lançado o deputado Gilvan da Federal (PL) ao Senado.
Evair, por sua vez, afasta-se ainda mais do caminho traçado pelo PP ao ladear Pazolini em suas "andanças", já que o Progressistas reforçou, recentemente, os laços com Casagrande.
MAIS BOLSONARISTA
Venda Nova do Imigrante, aliás, é a cidade mais bolsonarista do Espírito Santo. Em 2022, Bolsonaro recebeu 10.610 votos lá no segundo turno, o equivalente a 74,24%.
Lula (PT) foi a escolha de 25,76% dos eleitores (3.682 votos).
O município também foi um dos poucos em que Casagrande perdeu naquele ano na corrida pelo Palácio Anchieta. O ex-deputado federal Carlos Manato (PL) foi o preferido de Venda Nova, recebeu 8.807 votos (62,55%). O governador ficou com 37,45% (5.272).
Pazolini nunca se disse bolsonarista. Em 2022, não declarou apoio a nenhum dos candidatos à Presidência da República. Tampouco apoiou Manato ou qualquer outro nome ao Palácio Anchieta.
Em 2024, ao ser questionado pela coluna durante sabatina, saiu pela tangente, disse ter convicções em relação à política nacional, mas considerou que elas "não são relevantes" no debate municipal.
Erick Musso, Lorenzo Pazolini e Evair de Melo na Festa do Tomate
Erick Musso, Lorenzo Pazolini e Evair de Melo posam com um "tomatão" Crédito: Instagram/@erick musso
RICARDO FERRAÇO
Pazolini é, até agora, o principal pré-candidato ao governo entre os que se opõem ao grupo de Casagrande.
Mas o Palácio também tem um nome que se movimenta desde já.
O vice-governador Ricardo Ferraço (MDB) é o plano A dos casagrandistas e conta com o apoio declarado, por exemplo, do presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Santos (União Brasil), que, em 2024, esteve ao lado de Pazolini em Vitória.
Talvez o início das andanças de Pazolini pelo interior tenha sido antecipado devido ao fato de Ricardo ter pisado no acelerador.
Os dois precisam se viabilizar, ou seja, conquistar intenções de voto ao ponto de tornarem-se candidatos competitivos.
E detalhe: Ricardo também esteve na Festa do Tomate no sábado.
Casagrande tem outras opções e lista, ao todo, seis nomes como possíveis candidatos da base aliada ao governo do Espírito Santo.
O vice tem a preferência, mas, se não se viabilizar, as cartas na manga são o prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo (Podemos), o de Cariacica, Euclério Sampaio (MDB), o ex-prefeito da Serra Sérgio Vidigal (PDT), e os deputados federais Da Vitória (PP) e Gilson Daniel (Podemos).
O vice-governador Ricardo Ferraço na Festa do Tomate
O vice-governador Ricardo Ferraço na Festa do Tomate Crédito: Instagram/@ricardoferraco
ERICK MUSSO E A CÂMARA
O Republicanos, por sua vez, aposta todas as fichas em Pazolini, que é o principal nome do partido no estado.
A estratégia é coordenada por Erick Musso. Além de presidente estadual do partido, ele é o principal articulador político do prefeito de Vitória e foi, recentemente, nomeado secretário municipal de Governo.
Erick disputou o Senado em 2022 e, ao lado de Pazolini nas cidades do interior, prepara-se para concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados em 2026.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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