Em ano eleitoral, temas sensíveis começaram a aportar na casa. O deputado Carlos Von (Avante), que é de Guarapari, onde está localizado o pedágio da Rodovia do Sol, apresentou requerimento de urgência para agilizar a tramitação de um projeto de decreto legislativo de autoria dele mesmo.
Von queria que o projeto de decreto legislativo fosse votado logo. O líder do governo na Assembleia,
Dary Pagung (PSB), pediu que os colegas rejeitassem o pedido e, assim, a proposta tramitaria de forma normal, com tempo para discussão.
Como resultado, 17 deputados votaram contra o requerimento de urgência. Nove votaram a favor. O projeto de decreto segue tramitando na Assembleia.
"Vai acabar o contrato (do governo estadual com a Rodosol) e não vai ser votado. Essa Casa votou a favor do aumento do IPVA, votou a favor da aglomeração das pessoas em ônibus, votou a favor do passaporte da vacina e agora vota a favor do aumento do pedágio", bradou Carlos Von.
"As pessoas precisam ficar atentes a essas pautas que são colocadas apenas no ano eleitoral. IPVA, pedágio ... apenas no ano eleitoral. Pautas como essa têm que ser discutidas em todo o período. Em ano eleitoral pede-se regime de urgência. Toda a Casa concorda que tem que discutir. Não é em discussão rápida e votação açodada, criando vulnerabilidade em contratos firmados pelo governo do estado. É injusto dizer que essa casa vota contra a população".
O deputado
Sergio Majeski (PSB), que normalmente vota contra pedidos de urgência, desta vez votou sim ao requerimento de Carlos Von.
Mas o resultado foi mais uma vitória do governo Casagrande, que orientou a base a se posicionar de forma contrária.
Bruno Lamas (PSB), outro governista, propôs que a Assembleia crie uma comissão para acompanhar o fim do contrato de concessão com a Rodosol, que deve terminar em pouco mais de um ano.