"PL vai fretar jatinho para Michelle Bolsonaro", diz Valdemar Costa Neto
Eleições 2024
"PL vai fretar jatinho para Michelle Bolsonaro", diz Valdemar Costa Neto
Presidente nacional da sigla falou a pré-candidatos do partido no ES na sexta-feira (19). Para ele, a ex-primeira-dama é "um fenômeno" com potencial eleitoral
Publicado em 21 de Julho de 2024 às 03:45
Públicado em
21 jul 2024 às 03:45
Colunista
Letícia Gonçalves
lgoncalves@redegazeta.com.br
A ex-primeira-dama Michelle BolsonaroCrédito: Carolina Antunes/PR
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou, na última sexta-feira (19), que o ex-presidente da República Jair Bolsonaro, a principal estrela do partido, não voa de jatinho. Quando usa avião como meio de transporte, atém-se a voos de carreira, realizados em aeronaves grandes, com passageiros diversos.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, por sua vez, ainda de acordo com o presidente nacional do PL, não tem aversão aos aviões menores. Tanto é que a sigla planeja pagar pelo transporte dela nessa modalidade: "Ela anda de jatinho. Vamos fretar um jatinho para ela".
Michelle é presidente do PL Mulher e tem percorrido estados brasileiros para arregimentar novas filiadas e levar a palavra do bolsonarismo. A ex-primeira-dama também é requisitada para participar da campanha eleitoral de 2024, em apoio a candidatos a prefeito.
Fretar um jato é uma faca de dois gumes. Gastar dinheiro público com a comodidade não pega bem com o eleitorado favorável à austeridade (quando a pessoa, realmente, é a favor da austeridade, não só da austeridade "dos outros").
Porém, é melhor do que viajar em jatos emprestados por figuras duvidosas.
Costa Neto classificou Michelle como "um fenômeno", mesma expressão utilizada por ele ao se referir ao próprio Bolsonaro, ao senador Magno Malta, que preside o PL-ES, e ao deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).
Aliás, Nikolas também deve andar no jatinho fretado pelo partido, conforme relatou o presidente nacional da sigla.
Como a campanha eleitoral é curta, dura 52 dias, a ideia é otimizar os deslocamentos de apoiadores dos candidatos do PL.
Ao falar sobre Michelle, Costa Neto avaliou que, durante o mandato de Bolsonaro na Presidência da República, a então primeira-dama "ficou quatro anos dentro do Palácio da Alvorada (a residência oficial), recebendo criança com deficiência, e nunca entrou para a política".
"Temos um fenômeno no partido, que é o Bolsonaro, e outro fenômeno, que é a Michelle. As mulheres não querem entrar para a política", afirmou. Em seguida, destacou que Michelle tem ajudado a reverter esse quadro.
"Sou a favor de acabar com a verba obrigatória para mulheres (dinheiro do Fundo Eleitoral para fazer campanha) e criar uma cota (cadeiras reservadas no Legislativo), de 15% a 25% para elas", opinou o presidente nacional do PL.
Por falar em verba para campanha, apesar dos R$ 886 milhões do Fundo Eleitoral, Costa Neto considera que o recurso "não dá nem para a saída":
"A verba para a eleição é grande e cara para o país, mas não dá nem para a saída (...) Em grandes cidades, não é fácil fazer campanha".
"Como eles (não especificou quem) transformaram a eleição numa guerra, ninguém mais quer doar. Só pessoas físicas podem doar, com limite de 10% (dos rendimentos brutos declarados pelo doador à Receita Federal no ano anterior à eleição). As empresas não podem mais doar", lamentou Costa Neto.
Ele não concedeu entrevista na rápida passagem por Vila Velha.
Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.