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Eleições 2024

Possíveis vices de Pazolini e Arnaldinho trocam de partido

O presidente da Câmara de Vitória, Leandro Piquet, saiu do Republicanos. O da Câmara de Vila Velha, Bruno Lorenzuti, está de malas prontas para deixar o Podemos. E não é à toa

Publicado em 25 de Março de 2024 às 14:40

Públicado em 

25 mar 2024 às 14:40
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

O presidente da Câmara de Vitória, Leandro Piquet, e o presidente da Câmara de Vila Velha, Bruno Lorenzutti
O presidente da Câmara de Vitória, Leandro Piquet, e o presidente da Câmara de Vila Velha, Bruno Lorenzutti Crédito: Divulgação
Os nomes dos que vão ocupar o lugar de vice nas chapas do prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), e de Vila Velha, Arnaldinho Borgo (Podemos), ainda não estão definidos. Mas dois vereadores já são considerados os possíveis companheiros deles na disputa de 2024. Recentes movimentações do presidente da Câmara da Capital, Leandro Piquet, e do chefe do Legislativo canela-verde, Bruno Lorenzutti, dão as pistas.
Piquet, no domingo (24), saiu do Republicanos, no qual estava desde 2020, e se filiou ao Progressistas (PP). Ele ainda anunciou que não vai tentar a reeleição. Se não vai disputar o cargo de vereador, o caminho fica livre para concorrer ao de vice.
Se o presidente da Câmara de Vitória permanecesse no Republicanos, uma eventual chapa com Pazolini seria puro-sangue, ou seja, formada por dois membros do mesmo partido, o que não é interessante para atrair o apoio de outras siglas.
O PP,  nos últimos meses, tem estado cada vez mais próximo do prefeito, embora não integre o primeiro escalão da gestão municipal. O presidente municipal do Progressistas, Marcos Delmaestro, evita cravar a parceria. "Isso vai ser decidido na convenção", afirmou, nesta segunda-feira (25), à coluna. 
Entre o final de julho e o início de agosto os partidos realizam convenções, reuniões que contabilizam os votos dos delegados, para decidir quais nomes as legendas vão lançar ou qual candidato de outra sigla apoiar. "Vice é decisão para ocorrer lá na frente", sinalizou Delmaestro.
Mas o presidente do PP de Vitória admitiu: "Piquet é um possível nome para vice ou outros cargos".
"Ele não será candidato a vereador, mas irá nos ajudar na condução do processo em Vitória, estando à disposição do partido", complementou Delmaestro.
Presidente estadual, o deputado federal Da Vitória foi mais incisivo e afirmou que é muito provável que o PP apoie a reeleição de Pazolini e pleiteie a vaga de vice na chapa:
"Não tivemos um anúncio oficial sobre isso, mas a possibilidade é clara. A gente apoia a gestão do Pazolini e isso deve resultar em estarmos juntos no projeto de reeleição (...) e estar nesse projeto com participação na vice. O prefeito também tem afirmado nesse sentido".
Ou seja, oficialmente, não tem nada certo. Aliás, oficialmente, Pazolini nem se disse pré-candidato à reeleição. Extraoficialmente, contudo, ele é sim e o PP está bem perto de ficar com a vaga de vice na chapa.
A saída de Leandro Piquet do Republicanos ocorreu em acordo com o próprio prefeito e com o presidente estadual do partido, Erick Musso. Em fevereiro de 2023, o presidente da Câmara de Vitória ganhou status de "braço direito" de Erick para cuidar da legenda. Erick, por sua vez, é o articulador político informal de Pazolini.
À coluna, o presidente da Câmara de Vitória afirmou que a troca de partido ocorreu "para fortalecer os laços entre Republicanos e Progressistas" e que ele decidiu não disputar a reeleição para desempenhar "um papel especial" nas eleições de 2024 e "garantir governabilidade ao prefeito".
Piquet nega qualquer conversa sobre ser vice de Pazolini, diz estar focado no mandato e na gestão do Legislativo municipal.
ENQUANTO ISSO, EM VILA VELHA...
Em Vila Velha, um movimento similar está prestes a ocorrer. O presidente da Câmara da cidade, Bruno Lorenzutti, é filiado ao Podemos desde 2015. Ele é aliado do prefeito Arnaldinho Borgo, do mesmo partido, e considerado o possível vice na chapa do pré-candidato à reeleição.
Está em vigor a janela partidária, período em que vereadores podem mudar de sigla sem risco de perder o mandato. A janela vai se fechar no dia 5 de abril. Até lá, de acordo com o que a coluna apurou, Lorenzutti vai sair do Podemos.
Se ele ficar na legenda e for vice de Arnaldinho —supondo que Arnaldinho também vai continuar no Podemos — a chapa seria puro-sangue, um obstáculo para atrair partidos aliados, mesma lógica já citada sobre o cenário em Vitória.
Lorenzutti, nos bastidores, já recebeu convites, por exemplo, de MDB e PSB. Também teve conversas com Republicanos e União Brasil.
Arnaldinho é pré-candidato à reeleição, ainda que, assim como Pazolini, não tenha verbalizado isso. As movimentações quanto à troca de partido de Lorenzutti são acompanhadas de perto e com a anuência do prefeito canela-verde.
Esse é mais um sinal de que a mudança tem como objetivo formar uma aliança partidária com a concessão da vaga de vice.
Bruno Lorenzutti não concedeu entrevista à coluna.
Os lugares de vice nas chapas de Pazolini e Arnaldinho são especialmente cobiçados não apenas devido às eleições de 2024, mas já pensando nas de 2026.
Os dois prefeitos, se reeleitos agora, são apostas para concorrer ao governo do Espírito Santo daqui a dois anos. Isso quer dizer que teriam que sair da gestão municipal. O vice-prefeito viraria prefeito.
Atualmente, a vice-prefeita de Vitória é Capitã Estéfane (PRD). Ela foi eleita com ele, em 2020, filiada ao Republicanos, mas trocou de partido se afastar politicamente do prefeito (ou ser afastada por ele).
Em Vila Velha, o vice era Victor Linhalis (Podemos). Em 2022, entretanto, ele foi eleito deputado federal. Assim, a cidade ficou sem vice. Se Arnaldinho Borgo precisar se licenciar do mandato por algum motivo, quem assume o comando do Executivo municipal é o presidente da Câmara.
Como se pode notar, em 2020, Arnaldinho e Pazolini disputaram com chapas puro-sangue. Os vices eram do mesmo partido que eles. Isso às vezes acontece, mas não é o ideal para forjar alianças partidárias.
Naquele ano, Pazolini e Arnaldinho eram "novatos". Agora, têm que defender o próprio legado.

Veja nota divulgada por Leaandro Piquet:

Agora é 11!!! Na minha vida, sempre lutei muito para conquistar meu espaço. Foi assim quando decidi cursar Direito, quando me tornei Delegado, quando me mudei para o Espírito Santo. E tem sido assim na política. 


Na política, tão importante quanto prestar um bom serviço e entregar à população o nosso melhor, é saber que, quando estamos sozinhos, construímos muito pouco.

Juntos, somos muito mais fortes. E podemos sonhar muito mais. É pensando assim que hoje eu busco um novo espaço não só para mim. Mas para todo um grupo de lideranças que hoje representam o que há de mais novo, mais atualizado e engajado com uma mudança positiva para o Espírito Santo. 


É com muita satisfação, que comunico minha filiação ao PP - Partido Progressistas. Uma construção não só minha, mas de lideranças com as quais tenho andado junto, e continuarei andando : Erick Musso, nosso Presidente Estadual e Roberto Carneiro, nosso Vice Presidente Nacional, a quem agradeço profundamente todo o período e passagem pelo Republicanos. 

O prefeito Lorenzo Pazolini, à frente do maior exemplo de competência e responsabilidade deste grupo: a Prefeitura de Vitoria. A Anderson Goggi, Marcos Delmaestro e ao Deputado Federal e Presidente do partido, Josias Da Vitória e Evair de Melo. Muito obrigado pela recepção e oportunidade. 

 Chego para somar com a minha visão, meus valores e meu trabalho. Como Vereador, Presidente da Câmara de Vitória, como cidadão, Delegado e, agora, mais um membro do partido. Afinal, junto a esta decisão, também comunico que não serei candidato a reeleição como Vereador em Vitória.
 

Portanto, a todos os integrantes do nosso partido: contem com um soldado para caminhar, conversar, pra compartilhar a minha experiência mas principalmente ouvir e aprender muito com vocês. Eu ainda sou novo na política. 
Mas já aprendi que, quando a gente caminha com as pessoas certas, constrói pontes junto com essas pessoas, todos podem ir juntos muito mais longe.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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