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Eleições 2022

Pré-candidato ao Senado no ES ataca presidente de partido: "Tem que botar o rabo entre as pernas"

Dirigente partidário contra-atacou e disse que empresário quer levar a sigla a apoiar Casagrande em troca de dinheiro. Confira a treta

Publicado em 14 de Junho de 2022 às 17:38

Públicado em 

14 jun 2022 às 17:38
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

Idalécio Carone: anfitrião e um dos organizadores do evento de filiação para o partido Aliança pelo Brasil
Idalécio Carone tentou viabilizar o Aliança pelo Brasil, partido de Jair Bolsonaro que não foi à frente. Agora, está filiado ao Agir Crédito: Fernando Madeira
Pré-candidato ao Senado pelo Agir (antigo PTC), o empresário Idalécio Carone disparou críticas contra o presidente do partido no Espírito Santo, Adriano Rocha, que, em entrevista para A Gazeta, afirmou que, se Carone "não subir nas pesquisas, não será candidato".
Rocha adiantou que, se for o caso, o pré-candidato vai disputar a Câmara Federal.
Idalécio Carone, no entanto, está irredutível e diz ter a garantia do presidente nacional do Agir para tentar o Senado. Ele não poupou adjetivos para se referir a Rocha.
"Ele não pode falar que se eu não decolar ... o Contarato e Marcos do Val decolaram com 20 dias da política (do dia da votação, na eleição de 2018). O senhor Ricardo Ferraço e o senhor Magno Malta, pela pesquisa, estavam eleitos", argumentou.
"Ele (Adriano Rocha) não tem que falar nada, ele tem que botar o rabo entre as pernas e seguir as normas da Executiva nacional. O senhor Daniel Tourinho, presidente (nacional) do partido, oficializou minha pré-candidatura" complementou.
O Agir declarou apoio ao presidente da Assembleia Legislativa, Erick Musso (Republicanos), na disputa pelo governo do estado.
O Republicanos já tem pré-candidato ao Senado, o ex-prefeito de Colatina Sérgio Meneguelli.
"Eu não tenho nada com o Erick, eles quiseram empurrar o Erick goela abaixo, nem conversaram comigo sobre isso", queixou-se Carone. "Mas eu tenho sangue árabe, comigo não é assim não", avisou.
Idalécio Carone disse que não apoia nenhum pré-candidato ao governo, é independente.
E creditou o apoio do Agir a Erick ao fato de o presidente do Legislativo ter dado um cargo comissionado a Adriano Rocha. De acordo com o Portal da Transparência da Assembleia, Rocha é assessor sênior da secretaria na Casa, desde 13 de maio deste ano.
"ELE QUER DINHEIRO PARA A REDE TV"
Procurado pela coluna, o presidente estadual do Agir rebateu as críticas de Carone e ainda fez acusações ao pré-candidato ao Senado.
"Ele entrou na última hora no partido... é a velha política de ir direto na nacional. Quem está na nacional não conhece a realidade dos estados. Ele pode até sair candidato ao Senado, mas não vai ter o apoio do partido e dos candidatos a deputado", afirmou Adriano Rocha.
Quanto ao fato de o Agir apoiar Erick em troca de cargo comissionado na Assembleia, o presidente estadual do Agir contou que, inicialmente, trabalhava com o prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo (Podemos).
Depois que o partido decidiu endossar a pré-candidatura do presidente do Legislativo, no entanto, Rocha acabou exonerado. Arnaldinho é aliado do governador Renato Casagrande (PSB). Assim, Erick o abrigou na Assembleia.
"Eu ganhava R$ 9 mil com Arnaldinho. Com Erick, ganho R$ 4 mil. Logicamente, não fiz isso por causa de dinheiro", argumentou.
"Apoio o Erick porque acredito que ele vai ser o governador do Espírito Santo. Coordenei a campanha do senador Marcos do Val e a do Arnaldinho. Ninguém dava nada por eles no início e eles foram eleitos. Vejo o mesmo potencial no Erick", avaliou Rocha.
"Ele (Carone) quer levar o partido a apoiar Casagrande para levar dinheiro público, do governo, para a TV dele. Ele é dono da Rede TV", acusou o presidente estadual do partido.
Idalécio Carone, por sua vez, disse que não vai apoiar a reeleição de Casagrande e que não tem nenhuma relação com o socialista. "Além disso, meu faturamento com o governo é o mínimo possível, não dependo do governo. (Adriano Rocha) inventou isso", complementou.
Pelo visto, a eleição está acirrando os ânimos.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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